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A poucos minutos dos arranha-céus de Riad, um vale onde o asfalto quente dá lugar a 30 mil árvores transforma o deserto em oásis: conheça o parque saudita com lago gigante, trilhas sombreadas e uma imponente represa de pedra cravada no meio do deserto

Escrito por Ana Alice
Publicado em 20/02/2026 às 20:32
Atualizado em 20/02/2026 às 20:35
Assista o vídeoOásis ecológico perto de Riad: Stone Dam Park no Wadi Hanifah reúne lago de 10 mil m², trilhas e reabilitação ambiental documentada.
Oásis ecológico perto de Riad: Stone Dam Park no Wadi Hanifah reúne lago de 10 mil m², trilhas e reabilitação ambiental documentada.
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Entre a malha urbana de Riad e o corredor do Wadi Hanifah, um parque com lago artificial e caminhos pavimentados concentra parte de um programa oficial de reabilitação ambiental, com dados técnicos sobre extensão, água e plantio registrados em documentos institucionais.

No vale de Wadi Hanifah, na região de Riad, concentra lago artificial, caminhos pavimentados e áreas de permanência em um trecho associado a um programa de reabilitação ambiental conduzido por órgãos locais.

Registros institucionais descrevem o parque como parte de um plano mais amplo de recuperação do wadi, corredor natural que atravessa a capital saudita e passou por intervenções voltadas ao manejo de água, à restauração de áreas degradadas e ao uso público.

De acordo com um estudo de caso publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Wadi Hanifah se estende por mais de 100 quilômetros no lado oeste de Riad.

O mesmo material atribui o programa de reabilitação à então Arriyadh Development Authority e indica que o projeto foi iniciado em 2001, com etapas e ações de longo prazo.

Já a Royal Commission for Riyadh City afirma que a reabilitação se estendeu do Al-Alb Dam, em Al-Diriyah, no norte, até Al-Ha’ir, ao sul, ao longo de cerca de 80 km.

Segundo a instituição, a proposta incluiu recuperar a função do vale como drenagem natural, reduzir impactos de usos considerados degradantes e abrir o espaço para circulação com infraestrutura.

Stone Dam Park e o lago de 10 mil m²

Na descrição institucional do Stone Dam Park, o parque tem um lago com aproximadamente 10.000 m² e profundidade indicada em torno de 2 metros.

O mesmo registro informa que o entorno da barragem foi pavimentado para pedestres, com extensão de 2,8 km, além de áreas demarcadas ao redor da água.

Essa configuração, conforme descrita pelos órgãos responsáveis, permite percursos a pé e permanência na margem do lago.

Ainda segundo a Royal Commission, o planejamento do vale considera diferentes origens de água, incluindo fluxos permanentes relacionados a redes de rebaixamento de lençol, água de enchentes sazonais e água tratada proveniente de estações de tratamento.

Reabilitação ambiental no Wadi Hanifah

A Royal Commission relata que, ao longo do tempo, o Wadi Hanifah sofreu alterações na topografia e nas formações naturais, com erosão e degradação do solo, além de uso como área de descarte.

O conjunto de medidas descrito inclui mudanças regulatórias, retirada de atividades classificadas como incompatíveis, reorganização de infraestrutura e ampliação de sinalização para orientar visitantes.

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Um dos eixos do programa, conforme os textos oficiais, foi a implementação de um sistema de tratamento de água baseado em processos naturais, sem uso de produtos químicos.

A instituição descreve que luz solar e oxigênio favorecem micro-organismos e algas, em uma cadeia que pode sustentar outras formas de vida, como peixes e aves, a depender das condições locais.

Plantio de árvores e espécies do deserto registradas no projeto

O texto original menciona 30 mil árvores.

Um documento metodológico vinculado à avaliação de desempenho do projeto registra 28.021 árvores plantadas, com diversidade de espécies e variedades, além de arbustos e gramíneas em larga escala.

O mesmo material cita espécies adaptadas a ambientes áridos, incluindo diferentes acácias e Tamarix aphylla, além de mencionar palmeira-da-tâmara (Phoenix dactylifera).

O documento também registra observações de fauna no local, com menção a espécies de aves, peixes e outros grupos.

No próprio texto, porém, há ressalvas sobre limitações metodológicas, como o caráter anedótico de parte dos registros e a presença de espécies não nativas em algumas observações.

No conjunto, o material descreve que a vegetação foi planejada em “células” de plantio, distribuídas conforme microcondições de umidade e solo ao longo do corredor do wadi.

Trilhas e infraestrutura ao longo do vale

Nos materiais institucionais sobre o Wadi Hanifah, a reabilitação é descrita como um conjunto de áreas de uso público distribuídas pelo vale, com intervenções de mobilidade e circulação.

A Royal Commission afirma que o programa incluiu 47 km de trilhas para pedestres em áreas consideradas mais cênicas, além de 7,4 km de caminhos pavimentados, e estacionamentos ao longo do vale, com capacidade total informada de 2.000 carros.

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Por outro lado, algumas informações muito específicas associadas ao Stone Dam Park não aparecem com confirmação nos registros oficiais consultados.

Entre elas estão a afirmação de que o deslocamento a partir do centro de Riad leva “20 a 30 minutos”, o dado de estacionamento com 200 vagas no parque e a menção a “trilhas de 4,5 km” dentro do Stone Dam Park.

O que consta de forma explícita para esse parque, nos materiais localizados, é o percurso pavimentado de 2,8 km no entorno do lago.

O que os documentos dizem sobre o contraste entre a cidade e o vale

A diferença percebida por visitantes entre a área urbana e o vale costuma ser associada, em relatos institucionais, à transição entre um ambiente de maior densidade construída e um corredor com água e vegetação mantidos por obras e gestão contínua.

No estudo de caso da OMS, o programa do Wadi Hanifah é descrito como uma iniciativa que combina objetivos ambientais e de recreação, com ênfase em acessibilidade e qualidade do espaço público.

Nessa leitura, o Wadi Hanifah é apresentado como um vale requalificado, com intervenções que integram drenagem, replantio e infraestrutura para uso público.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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