Entre a malha urbana de Riad e o corredor do Wadi Hanifah, um parque com lago artificial e caminhos pavimentados concentra parte de um programa oficial de reabilitação ambiental, com dados técnicos sobre extensão, água e plantio registrados em documentos institucionais.
No vale de Wadi Hanifah, na região de Riad, concentra lago artificial, caminhos pavimentados e áreas de permanência em um trecho associado a um programa de reabilitação ambiental conduzido por órgãos locais.
Registros institucionais descrevem o parque como parte de um plano mais amplo de recuperação do wadi, corredor natural que atravessa a capital saudita e passou por intervenções voltadas ao manejo de água, à restauração de áreas degradadas e ao uso público.
De acordo com um estudo de caso publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Wadi Hanifah se estende por mais de 100 quilômetros no lado oeste de Riad.
-
Ponte de quase R$ 400 milhões no Brasil ficou pronta para ligar cidades, gerar empregos e reduz travessia de 30 para 2 minutos; com 1,24 km, entra entre as maiores do país e acaba com décadas de filas nas balsas.
-
Sem dinheiro para um trator de fábrica, agricultor do interior gaúcho montou sozinho, sem curso de engenharia, uma máquina de quase 8 toneladas com motor de caminhão do Exército, e já plantou mais de 100 hectares de soja
-
Empreendedora mirim de 11 anos transformou medo de abelhas em limonada com mel, ganhou US$ 60 mil no Shark Tank, fechou contrato com a Whole Foods, levou sua marca para dezenas de lojas nos EUA e virou CEO antes mesmo de entrar na adolescência
-
Aos 9 anos, menino de Natal larga as brincadeiras para vender na rua os brigadeiros da madrasta e ajudar o avô com Parkinson, mas as vendas mal pagam e o sonho da família é só comprar uma máquina de fazer doce
O mesmo material atribui o programa de reabilitação à então Arriyadh Development Authority e indica que o projeto foi iniciado em 2001, com etapas e ações de longo prazo.
Já a Royal Commission for Riyadh City afirma que a reabilitação se estendeu do Al-Alb Dam, em Al-Diriyah, no norte, até Al-Ha’ir, ao sul, ao longo de cerca de 80 km.
Segundo a instituição, a proposta incluiu recuperar a função do vale como drenagem natural, reduzir impactos de usos considerados degradantes e abrir o espaço para circulação com infraestrutura.
Stone Dam Park e o lago de 10 mil m²
Na descrição institucional do Stone Dam Park, o parque tem um lago com aproximadamente 10.000 m² e profundidade indicada em torno de 2 metros.
O mesmo registro informa que o entorno da barragem foi pavimentado para pedestres, com extensão de 2,8 km, além de áreas demarcadas ao redor da água.
Essa configuração, conforme descrita pelos órgãos responsáveis, permite percursos a pé e permanência na margem do lago.
Ainda segundo a Royal Commission, o planejamento do vale considera diferentes origens de água, incluindo fluxos permanentes relacionados a redes de rebaixamento de lençol, água de enchentes sazonais e água tratada proveniente de estações de tratamento.
Reabilitação ambiental no Wadi Hanifah
A Royal Commission relata que, ao longo do tempo, o Wadi Hanifah sofreu alterações na topografia e nas formações naturais, com erosão e degradação do solo, além de uso como área de descarte.
O conjunto de medidas descrito inclui mudanças regulatórias, retirada de atividades classificadas como incompatíveis, reorganização de infraestrutura e ampliação de sinalização para orientar visitantes.
Um dos eixos do programa, conforme os textos oficiais, foi a implementação de um sistema de tratamento de água baseado em processos naturais, sem uso de produtos químicos.
A instituição descreve que luz solar e oxigênio favorecem micro-organismos e algas, em uma cadeia que pode sustentar outras formas de vida, como peixes e aves, a depender das condições locais.
Plantio de árvores e espécies do deserto registradas no projeto
O texto original menciona 30 mil árvores.
Um documento metodológico vinculado à avaliação de desempenho do projeto registra 28.021 árvores plantadas, com diversidade de espécies e variedades, além de arbustos e gramíneas em larga escala.
O mesmo material cita espécies adaptadas a ambientes áridos, incluindo diferentes acácias e Tamarix aphylla, além de mencionar palmeira-da-tâmara (Phoenix dactylifera).
O documento também registra observações de fauna no local, com menção a espécies de aves, peixes e outros grupos.
No próprio texto, porém, há ressalvas sobre limitações metodológicas, como o caráter anedótico de parte dos registros e a presença de espécies não nativas em algumas observações.
No conjunto, o material descreve que a vegetação foi planejada em “células” de plantio, distribuídas conforme microcondições de umidade e solo ao longo do corredor do wadi.
Trilhas e infraestrutura ao longo do vale
Nos materiais institucionais sobre o Wadi Hanifah, a reabilitação é descrita como um conjunto de áreas de uso público distribuídas pelo vale, com intervenções de mobilidade e circulação.
A Royal Commission afirma que o programa incluiu 47 km de trilhas para pedestres em áreas consideradas mais cênicas, além de 7,4 km de caminhos pavimentados, e estacionamentos ao longo do vale, com capacidade total informada de 2.000 carros.
Por outro lado, algumas informações muito específicas associadas ao Stone Dam Park não aparecem com confirmação nos registros oficiais consultados.
Entre elas estão a afirmação de que o deslocamento a partir do centro de Riad leva “20 a 30 minutos”, o dado de estacionamento com 200 vagas no parque e a menção a “trilhas de 4,5 km” dentro do Stone Dam Park.
O que consta de forma explícita para esse parque, nos materiais localizados, é o percurso pavimentado de 2,8 km no entorno do lago.
O que os documentos dizem sobre o contraste entre a cidade e o vale
A diferença percebida por visitantes entre a área urbana e o vale costuma ser associada, em relatos institucionais, à transição entre um ambiente de maior densidade construída e um corredor com água e vegetação mantidos por obras e gestão contínua.
No estudo de caso da OMS, o programa do Wadi Hanifah é descrito como uma iniciativa que combina objetivos ambientais e de recreação, com ênfase em acessibilidade e qualidade do espaço público.
Nessa leitura, o Wadi Hanifah é apresentado como um vale requalificado, com intervenções que integram drenagem, replantio e infraestrutura para uso público.

