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A partir de 2027 as lojas só poderão vender geladeiras das categorias A, B e C, que são em média 17% mais eficientes no consumo de energia, e a mudança promete reduzir quase 6 milhões de toneladas de gás carbônico até 2030

Publicado em 26/04/2026 às 01:56
Atualizado em 26/04/2026 às 02:13
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A partir de 2027, lojas só poderão vender geladeiras das categorias A, B e C, 17% mais eficientes no consumo de energia. A conta de luz vai cair.
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O governo brasileiro simplificou a classificação de eficiência energética das geladeiras de seis para três categorias. A partir de 2027, as lojas só poderão vender refrigeradores das classes A, B e C, que reduzem o consumo de energia em média 17%. Aparelhos das categorias extintas já não podem ser fabricados desde dezembro de 2025, e a estimativa oficial é que a medida evite a emissão de quase 6 milhões de toneladas de gás carbônico até 2030.

Escolher uma nova geladeira ficou mais simples e, no longo prazo, mais barato. O Ministério de Minas e Energia reduziu o número de categorias na etiqueta de eficiência energética dos refrigeradores de seis para três, eliminando as classes que não se enquadravam nos novos padrões de gasto máximo. As geladeiras com classificação antiga já não podem ser fabricadas desde dezembro do ano passado, e a etiqueta nova em vigor desde o começo de 2026 traz apenas três categorias: A, a mais econômica, B e C. A regra vale também para produtos importados.

A mudança tem impacto direto no bolso do consumidor e no meio ambiente. Segundo o Inmetro, os refrigeradores das novas categorias são em média 17% mais eficientes no consumo de energia do que os modelos das classes extintas. Para quem paga conta de luz todo mês, a diferença aparece ao longo dos anos de uso, já que uma geladeira funciona 24 horas por dia e é um dos eletrodomésticos que mais pesam na fatura. A estimativa do governo é que as novas exigências evitem a emissão de quase 6 milhões de toneladas de gás carbônico até 2030.

O que mudou na classificação de eficiência das geladeiras

Segundo informações divulgadas pelo Canal do G1, antes da mudança, a etiqueta de eficiência energética dos refrigeradores tinha seis categorias: A (a mais eficiente, com selo Procel), B, C, e três classes inferiores que indicavam maior consumo. O governo extinguiu as três últimas categorias porque os aparelhos nelas classificados gastavam energia demais para os padrões atuais, e determinou que nenhum fabricante nacional ou importador pode produzir ou trazer ao país geladeiras com desempenho abaixo do nível C.

A simplificação facilita a escolha do consumidor. Com apenas três categorias, a comparação entre modelos é mais direta: quem compra uma geladeira classe A sabe que está levando o aparelho mais econômico disponível, enquanto a classe C representa o mínimo de eficiência permitido pela regulação. A etiqueta nova é visualmente mais clara e aparece colada na porta do refrigerador em todas as lojas, permitindo que o comprador identifique rapidamente o nível de consumo antes de fechar negócio.

Quando as geladeiras antigas deixam de ser vendidas nas lojas

Os refrigeradores com etiqueta antiga ainda podem ser vendidos em 2026, mas apenas enquanto durarem os estoques. A partir de 2027, as lojas só poderão oferecer geladeiras das categorias A, B e C, e qualquer aparelho que não atenda aos novos padrões terá que ser retirado das prateleiras. Para o consumidor que está planejando a compra, isso significa que modelos mais baratos das classes extintas ainda podem ser encontrados este ano, mas com prazo de validade nas vitrines.

A transição foi desenhada para dar tempo ao mercado. Os fabricantes tiveram mais de um ano para ajustar linhas de produção, e as lojas ganharam o ano de 2026 inteiro para vender o estoque remanescente. A partir de janeiro de 2027, fiscais do Inmetro poderão autuar estabelecimentos que comercializem refrigeradores fora das três categorias permitidas, garantindo que o consumidor encontre apenas geladeiras que atendam aos novos requisitos de eficiência.

Quanto a nova geladeira economiza na conta de luz

O ganho médio de 17% na eficiência energética se traduz em economia real na conta de luz ao longo dos anos. Uma geladeira funciona ininterruptamente e representa entre 25% e 30% do consumo elétrico de uma residência, o que faz com que qualquer redução percentual no gasto do aparelho tenha impacto proporcional na fatura mensal. Para famílias de baixa renda, onde a eletricidade pesa mais no orçamento, a diferença é ainda mais relevante.

O cálculo exato da economia depende do modelo, do tamanho e dos hábitos de uso, mas a lógica é simples: um refrigerador classe A gasta menos energia que um classe C, e ambos gastam menos que os modelos das categorias extintas. A economia mensal pode parecer pequena, mas acumulada ao longo dos 10 a 15 anos de vida útil de uma geladeira, a conta fecha a favor do consumidor. O governo projeta que, somando todos os aparelhos vendidos sob as novas regras, quase 6 milhões de toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas até 2030.

Os preços podem subir, mas o mercado deve absorver o impacto

O presidente da Associação de Fabricantes de Eletroeletrônicos reconhece que os preços das geladeiras podem subir no primeiro momento. Para entregar a eficiência exigida pelas novas categorias, os fabricantes precisam de insumos e componentes mais robustos, como compressores de última geração e isolamento térmico superior, o que eleva o custo de produção. Peças e partes mais sofisticadas significam refrigeradores mais caros na ponta.

No entanto, a concorrência do mercado brasileiro tende a limitar o repasse ao consumidor. Com múltiplas marcas disputando espaço nas lojas, os fabricantes são pressionados a manter preços competitivos mesmo com custos de produção mais altos. A expectativa é que, após um período inicial de ajuste, os preços se estabilizem em patamares acessíveis, especialmente à medida que o volume de produção dos novos modelos aumente e os ganhos de escala compensem o custo adicional dos componentes.

A próxima atualização prevista para 2030 e o alinhamento com a Europa

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A simplificação de 2026 é apenas a primeira etapa. Outra atualização está prevista para 2030, quando os padrões de eficiência serão revisados novamente para alinhar o mercado brasileiro ao nível praticado em economias desenvolvidas como a europeia. Na prática, isso significa que as geladeiras vendidas no Brasil em 2030 terão desempenho energético comparável ao dos melhores refrigeradores disponíveis na Europa.

Para o consumidor, a mensagem é que a tendência de aumento na eficiência é irreversível. Quem comprar uma geladeira classe A hoje estará adquirindo um aparelho que atende aos padrões mais rigorosos do momento, mas que em quatro anos pode ser superado por modelos ainda mais econômicos. A evolução contínua dos requisitos incentiva fabricantes a investir em inovação e oferece ao comprador a garantia de que cada geração de refrigeradores consumirá menos energia e pesará menos na conta de luz do que a anterior.

Sua geladeira é antiga e você está pensando em trocar, ou vai esperar até 2027 quando só restarão os modelos mais eficientes? Conte nos comentários quanto tempo tem a sua geladeira e se a economia na conta de luz pesa na hora de escolher um modelo novo.

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Antônio Alberto de A Peixoto
Antônio Alberto de A Peixoto
28/04/2026 16:27

Com certeza vou esperar 2027 para trocar a minha geladeira.
Já estou precisando a muito tempo, mais com esta informação vou esperar.

Maria Aparecida Gomes
Maria Aparecida Gomes
28/04/2026 08:12

O governo faz isto pra quem pode comprar e pessoa que não condições as pessoas de classe baixa como elas vão comprar o governo só pensa nas pessoas que tem condições eu não condições como vou comprar.

José Dias
José Dias
Em resposta a  Maria Aparecida Gomes
28/04/2026 10:11

No mundo todo é assim, saia do seu buraco de tatu e se informe

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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