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A nova teoria da terra plana que viraliza entre terraplanistas – agora eles defendem que árvores nunca existiram e que florestas seriam apenas restos de gigantes de 64 km de altura

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 29/11/2025 às 08:35
Atualizado em 29/11/2025 às 08:36
Teoria ligada à terra plana afirma que árvores não existem e seriam restos de gigantes de 64 km, ampliando a polêmica que envolve essa visão extrema
Teoria ligada à terra plana afirma que árvores não existem e seriam restos de gigantes de 64 km, ampliando a polêmica que envolve essa visão extrema
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A nova teoria que circula entre defensores da terra plana tenta reescrever a história natural ao afirmar que árvores não existem. Segundo a narrativa, as florestas atuais seriam apenas fragmentos de gigantes de 64 km destruídos por um cataclismo ancestral, criando mais um capítulo polêmico dentro desse movimento

A ideia de que árvores não existem integra um conjunto de novas crenças defendidas em círculos ligados à Terra plana. Essa interpretação ganhou força após a publicação de um vídeo em 2016, no YouTube, por um homem da Crimeia cuja conta foi posteriormente desativada.

O material alcançou centenas de milhares de visualizações e continua circulando em versões derivadas que mantêm a mesma linha argumentativa.

O vídeo sustenta que o que vemos hoje em florestas, parques e jardins não seriam árvores. Para o autor, seriam apenas arbustos e mudas das árvores ancestrais que teriam alcançado 64 quilômetros de altura e possuído troncos com 3 quilômetros de diâmetro.

A apresentação descreve um evento cataclísmico capaz de destruir 99% da biosfera do planeta, eliminando essas estruturas gigantescas.

Segundo o material, formações como buttes, montanhas, planaltos e mesas seriam vestígios dessas árvores monumentais. As imagens colocam Uluru, na Austrália, a Calçada dos Gigantes, na Irlanda do Norte, e a Torre do Diabo, em Wyoming, lado a lado com tocos reais, sugerindo que a semelhança visual indicaria uma origem comum.

O argumento ignora que material e escala são elementos fundamentais para diferenciar estruturas naturais.

A interpretação das rochas como escombros

O autor do vídeo afirma que grande parte das rochas não seria realmente rocha. Para ele, seriam escombros resultantes da destruição das árvores ancestrais.

Essa interpretação se estende às montanhas de topo plano, tratadas como tocos gigantes deixados após o evento que teria remodelado a superfície terrestre. A proposta rejeita explicações geológicas consolidadas e atribui origem biológica a estruturas compostas por minerais.

Um arborista ouvido pelo Quartz destaca diferenças essenciais entre árvores e rochas. Árvores são organismos vivos, formados principalmente por carbono.

Rochas são estruturas inorgânicas, compostas de minerais. Essa distinção inviabiliza a equivalência sugerida pelo vídeo e desmonta a premissa de que formações geológicas poderiam ser vestígios de organismos colossais.

A verificação independente e a Lei de Poe

A teoria já foi analisada e desmentida por diversas fontes. O Snopes refutou alegações associadas ao tema, entre elas a afirmação de que o Monumento Nacional Flattop Mountain teria um sistema radicular.

Essa história surgiu de uma página satírica e ilustra a dificuldade de distinguir crenças extremas de paródias quando não há indicação clara de intenção, fenômeno conhecido como Lei de Poe.

Apesar de não possuir vínculo direto com a crença de que a Terra seria um disco plano, a teoria das árvores gigantes circula entre terraplanistas. Questões como equilíbrio, distribuição e impacto dessas estruturas em um cenário de Terra plana não são discutidas nos materiais que defendem a ideia.

A ausência de explicações complementares reforça a natureza especulativa do conteúdo e deixa ao leitor a tarefa de avaliar se a teoria exige crença ou funciona como provocação dentro do próprio grupo.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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