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A NASA publicou uma foto tirada do espaço de uma serra no interior de Goiás e o mundo inteiro quis saber o que era aquilo: embaixo dela está o maior manancial de águas quentes do planeta com temperaturas que chegam a 70 graus no meio do Cerrado

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 30/03/2026 às 16:10 Atualizado em 30/03/2026 às 16:13
A NASA publicou foto de uma serra no interior de Goiás e o mundo quis saber o que era. Embaixo dela está o maior manancial de águas quentes do planeta. Entenda.
A NASA publicou foto de uma serra no interior de Goiás e o mundo quis saber o que era. Embaixo dela está o maior manancial de águas quentes do planeta. Entenda.
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A NASA publicou no Instagram uma imagem do satélite Landsat 9 mostrando uma serra no interior de Goiás com formato oval e a legenda “What’s that?”, e a foto ultrapassou 400 mil curtidas porque poucos sabiam que a Serra de Caldas Novas abriga o maior manancial hidrotermal do mundo, onde a chuva se infiltra a mais de mil metros de profundidade e retorna à superfície como água quente de até 70 graus

A NASA publicou uma foto tirada do espaço com a pergunta “What’s that?” e o mundo parou para olhar para uma serra no interior de Goiás. A imagem, feita pelo satélite Landsat 9 a mais de 700 quilômetros de altitude, mostrava um oval escuro coberto de vegetação densa em contraste com as pastagens ao redor. A publicação ultrapassou 400 mil curtidas e gerou milhares de comentários de pessoas que não faziam ideia do que estavam vendo. A serra no interior de Goiás que chamou a atenção da NASA é a Serra de Caldas Novas, e embaixo dela está o maior manancial de águas quentes do planeta, com temperaturas que variam de 43 a 70 graus.

A Serra de Caldas Novas é um planalto de formato oval que se eleva cerca de 300 metros acima da paisagem do Brasil Central e funciona como uma imensa caixa de recarga de aquíferos. A água das chuvas se infiltra pelas fraturas do granito, desce a mais de mil metros de profundidade e é aquecida pelo calor geotérmico natural da Terra. Depois, retorna à superfície por diferença de pressão, alimentando centenas de fontes termais que sustentam Caldas Novas e Rio Quente, as maiores estâncias hidrotermais do planeta. Tudo isso no meio do Cerrado, a 170 quilômetros de Goiânia.

O que a NASA fotografou e por que a serra no interior de Goiás chamou atenção do mundo

A NASA publicou foto de uma serra no interior de Goiás e o mundo quis saber o que era. Embaixo dela está o maior manancial de águas quentes do planeta. Entenda.

A imagem foi feita em 19 de maio de 2025 pelo satélite Landsat 9, que orbita a Terra a 705 quilômetros de altitude e viaja a 26 mil quilômetros por hora. A resolução dos sensores permite identificar mudanças na vegetação, no uso da terra e em formações rochosas.

No caso da serra no interior de Goiás, o que chamou a atenção foi o contraste visual: um oval escuro e denso de Cerrado preservado cercado por áreas claras de pastagem e agricultura.

A NASA explicou na legenda que o oval escuro era a Serra de Caldas, um planalto coberto por Cerrado com espécies como a seriema e o pequizeiro, estabelecido como parque estadual em 1970.

A repercussão foi tão grande que a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil precisou intervir para esclarecer que a formação é 100% natural, sem urânio nem atividade militar, já que muitos internautas criaram teorias conspiratórias sobre o que a serra no interior de Goiás poderia esconder. O geólogo Valdir Silveira, do Serviço Geológico do Brasil, confirmou: só tem águas quentes.

Como a serra no interior de Goiás funciona como uma máquina natural de aquecer água

A serra no interior de Goiás funciona como uma imensa caixa de recarga hídrica. Quando chove sobre o planalto, a água se infiltra pelas fendas e fraturas das rochas sedimentares e do granito que compõem a formação. Essa água desce a profundidades que podem ultrapassar mil metros.

Nessa profundidade, o calor geotérmico natural da Terra aquece a água, que depois retorna à superfície por diferença de pressão através de um sistema de falhas geológicas criado pela formação do domo.

Não há vulcão envolvido, embora moradores acreditassem nisso durante décadas. O processo é puramente geotérmico: a crosta terrestre naturalmente aumenta de temperatura conforme se vai mais fundo.

A água que brota do chão ao redor da serra no interior de Goiás chega à superfície com temperaturas que variam de 43 a 70 graus, alimentando centenas de fontes termais, piscinas naturais e os parques aquáticos que transformaram Caldas Novas e Rio Quente nas maiores estâncias hidrotermais do mundo.

A história das águas quentes que começou com um bandeirante em 1722

As fontes termais ao redor da serra no interior de Goiás foram encontradas pela primeira vez em 1722, quando o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o filho, descobriu nascentes de água quente na fralda da serra enquanto procurava ouro.

As fontes ficaram esquecidas por décadas até que, em 1777, Martinho Coelho de Siqueira as redescobriu durante uma caçada. Conta-se que seus cães uivaram ao entrar na Lagoa de Pirapitinga, cujas águas eram escaldantes.

A vila cresceu ao redor das fontes e do ouro. Em 1911, o povoado se emancipou de Morrinhos. O turismo ganhou força nos anos 1970, quando hotéis com piscinas termais começaram a transformar a região.

Hoje, mais de 3 milhões de pessoas visitam Caldas Novas anualmente, e a serra no interior de Goiás que alimenta as nascentes é protegida pelo Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (PESCaN), a primeira unidade de conservação ambiental do estado, com 12.315 hectares de Cerrado preservado.

O parque que protege a serra no interior de Goiás e o Cerrado que a cobre

O PESCaN foi criado em 1970 e é administrado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad). O parque protege não apenas o topo da serra no interior de Goiás, mas também suas encostas, fraldas e áreas de mananciais que são fundamentais para a manutenção dos aquíferos hidrotermais.

Sem a proteção do Cerrado que cobre a serra, a capacidade de recarga hídrica diminuiria e as fontes termais que sustentam toda a economia da região poderiam secar.

A serra no interior de Goiás é também reconhecida como sítio geológico pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos, ligada ao programa de Patrimônio Natural da UNESCO. Suas rochas têm cerca de um bilhão de anos e guardam registros de um antigo ambiente marinho.

O planalto elevado cria microclimas específicos que permitem a existência de fauna e flora distintas das planícies vizinhas, tornando a serra um refúgio para espécies que dependem de altitude e vegetação nativa do Cerrado em uma região cercada pelo avanço agropecuário.

Uma serra que a NASA mostrou ao mundo e que Goiás já conhecia há 300 anos

A serra no interior de Goiás que apareceu na foto da NASA não foi descoberta pelo satélite. Bandeirantes a encontraram em 1722, moradores aproveitam suas águas quentes há gerações e mais de 3 milhões de turistas a visitam todos os anos.

O que a NASA fez foi tornar visível para o mundo inteiro o que o Cerrado goiano já sabia: que embaixo daquela serra oval está o maior manancial de águas quentes do planeta, com água que desce a mais de mil metros, é aquecida pela Terra e retorna à superfície a até 70 graus.

A imagem não inventou a importância da serra no interior de Goiás. Apenas mostrou para 400 mil pessoas ao mesmo tempo o que uma foto tirada do espaço pode revelar sobre o chão que pisamos.

Você já visitou Caldas Novas ou Rio Quente? Sabia que a serra no interior de Goiás funciona como uma máquina natural de aquecer água? O que achou da repercussão da foto da NASA? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem precisa conhecer esse pedaço do Cerrado que chamou a atenção do mundo.

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Romeu Amaral
Romeu Amaral
02/05/2026 09:26

Senhor editor, bom dia.
Conhecedor dessa maravilhosa dádiva da natureza a quase 50 anos achei muito importante vc discorrer sobre os fatos.
E lhe agradeço pela publicação.
Mas, com o devido respeito que lhe é merecido, preciso lhe dizer que a matéria ficou extremamente repetitiva.
Obrigado pela atenção.

Ricardo Cassiano O. de Almeida
Ricardo Cassiano O. de Almeida
04/04/2026 17:03

80% do texto tirado de meu livro: A Fantástica Região das Águas Thermais de Goiás, publicado em 2000 inclusive contendo as fotos de satélite e os resultados das pesquisas das Universidades de Berlim e UNB.
Triste é não mencionar a fonte.
Ricardo Cassiano Oliveira de Almeida.

Lucas
Lucas
01/04/2026 09:10

Notícia velha

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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