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A Groenlândia já perde 30 milhões de toneladas de gelo por hora, cientistas veem risco de ponto de inflexão irreversível e alertam que o nível do mar ainda pode subir por séculos mesmo que as emissões parem hoje

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 27/04/2026 às 16:54
Atualizado em 27/04/2026 às 16:59
Assista o vídeoA Groenlândia já perde 30 milhões de toneladas de gelo por hora, cientistas veem risco de ponto de inflexão irreversível e alertam que o nível do mar ainda pode subir por séculos mesmo que as emissões parem hoje
Groenlândia perde 30 milhões de toneladas de gelo por hora
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Groenlândia perde 30 milhões de toneladas de gelo por hora e estudo aponta ponto irreversível que pode elevar o nível do mar mesmo sem novas emissões.

Segundo o Instituto Humanitas Unisinos, a Groenlândia, com 2,2 milhões de quilômetros quadrados e cerca de 80% do território coberto por gelo, está perdendo massa glacial a uma velocidade cinco vezes maior do que há vinte anos. O volume de perda atual atinge aproximadamente 30 milhões de toneladas por hora, um número de difícil visualização, mas que pode ser comparado ao esvaziamento completo da Represa Cantareira a cada 24 minutos.

Esse ritmo coloca a ilha, localizada entre o Atlântico e o Ártico, no centro das discussões climáticas globais, não apenas pelo volume de gelo perdido, mas pela aceleração contínua desse processo.

Calota de gelo da Groenlândia contém volume suficiente para elevar o nível do mar em até 7 metros

A Groenlândia abriga aproximadamente 1,7 milhão de quilômetros quadrados de calota de gelo, sendo uma das maiores massas congeladas do planeta ao lado da Antártida.

Caso ocorra derretimento completo, o potencial de elevação do nível do mar chega a cerca de 7 metros. Esse cenário, no entanto, se desenvolveria ao longo de milhares de anos em escala geológica.

O que preocupa os cientistas não é apenas o volume total, mas a velocidade com que o sistema está se alterando e os mecanismos que passam a operar independentemente do aquecimento adicional.

Dados mostram aceleração consistente na perda de gelo desde o início dos anos 2000

Entre 2003 e 2016, a Groenlândia perdeu em média 255 gigatoneladas de gelo por ano. Em 2012, a perda atingiu 610 gigatoneladas, e em 2019, cerca de 560 gigatoneladas.

Projeções para o fim do século indicam que a perda anual pode variar entre 964 e 1.735 gigatoneladas sob cenários de altas emissões.

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Apesar das incertezas nos valores absolutos, a tendência de aceleração é considerada inequívoca pela comunidade científica.

Estudo de 2025 identifica ponto de inflexão climático que torna o derretimento da Groenlândia irreversível

Em janeiro de 2025, pesquisadores do Bjerknes Centre for Climate Research publicaram na revista The Cryosphere um estudo que identificou um limiar crítico para o sistema glacial da Groenlândia.

A perda de aproximadamente 230 gigatoneladas em um único ano representa o ponto a partir do qual o derretimento entra em um ciclo autoalimentado.

A partir desse estágio, o sistema passa a evoluir de forma independente, mantendo a perda de gelo mesmo na ausência de aumento adicional de temperatura.

Feedback de elevação e derretimento acelera perda de gelo com aumento de temperatura local

O mecanismo identificado pelos cientistas é conhecido como feedback de elevação-derretimento. À medida que a camada de gelo diminui, sua superfície fica mais baixa, expondo-se a temperaturas mais elevadas. Esse aumento de temperatura acelera o derretimento, que por sua vez reduz ainda mais a altitude da superfície.

Uma redução de cerca de 100 metros na espessura do gelo pode gerar aumento local de até 1°C, criando um ciclo contínuo de aceleração.

Outro fator crítico é o chamado feedback de albedo. Superfícies cobertas por gelo refletem entre 80% e 90% da radiação solar. Já superfícies expostas, como água ou rocha, absorvem a maior parte dessa energia.

À medida que o gelo desaparece, áreas escuras passam a absorver mais calor, intensificando o derretimento e ampliando o ciclo de retroalimentação.

Zona escura com algas acelera derretimento do gelo em até cinco vezes em algumas regiões

Na Groenlândia, uma região conhecida como “Zona Escura” amplia ainda mais esse efeito.

Trata-se de uma faixa de até 400 quilômetros de largura onde microrganismos com pigmentação escura proliferam sobre o gelo úmido durante o verão.

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Esses organismos reduzem o albedo da superfície e podem aumentar a taxa de derretimento em até cinco vezes em comparação com áreas de gelo limpo.

Parte do derretimento já está comprometida e continuará mesmo com emissões zeradas

Pesquisas lideradas pelo Instituto de Potsdam indicam que uma parcela do derretimento da Groenlândia já está comprometida devido ao acúmulo de calor no sistema climático.

Mesmo em um cenário hipotético de emissões globais zeradas imediatamente, o nível do mar continuaria subindo por décadas ou séculos.

Estimativas indicam uma elevação adicional mínima de cerca de 18 centímetros apenas pela inércia térmica já acumulada.

Novos estudos mostram que perdas de gelo foram subestimadas em até 20% nas últimas décadas

Um estudo publicado na revista Nature em 2024, com base em mais de 236 mil observações de satélite, revelou que as estimativas anteriores subestimaram a perda de gelo em cerca de 20%.

A principal razão foi a limitação metodológica de modelos que não consideravam adequadamente o derretimento nas bordas das geleiras. Essas regiões, onde o gelo encontra o oceano, são justamente as mais vulneráveis ao aquecimento.

Além da elevação do nível do mar, o derretimento da Groenlândia influencia diretamente a circulação oceânica global.

O influxo de água doce no Atlântico Norte interfere na Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico, responsável por transportar calor para a Europa Ocidental.

A desaceleração desse sistema pode provocar efeitos climáticos complexos, incluindo resfriamento regional em partes da Europa.

Agora queremos saber: o ponto de inflexão da Groenlândia já está mais próximo do que se imaginava?

Os dados mais recentes indicam que o sistema climático da Groenlândia pode estar se aproximando de um limite crítico.

Na sua visão, a ciência já conseguiu dimensionar corretamente esse risco ou ainda estamos subestimando a velocidade dessas mudanças?

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Junior Vieira
Junior Vieira
01/05/2026 12:42

Não é verdade

Horácio
Horácio
Em resposta a  Junior Vieira
01/05/2026 14:51

É aqui na terra e não na sua terra plana

Junior Vieira
Junior Vieira
Em resposta a  Horácio
01/05/2026 15:49

Qui mané terra plana. Sai do tictoc e vai estudar. Não procure informações nas redes sociais.

Douglas José do Nascimento
Douglas José do Nascimento
29/04/2026 18:41

Tudo isso é culpa dos homens,mal informado,dos governantes,dos presidentes porque sempre estão aumentando o aquecimento global contribuindo com as emissões de gases toxicológicos ambição por dinheiro petróleo estatus perante a sociedade e acima de tudo abandonando os mandamentos de Deus aí ta aí a natureza cobra , não adianta dizer que é culpa do sol que é culpa de Deus pois é tudo culpa do homem

Junior Vieira
Junior Vieira
Em resposta a  Douglas José do Nascimento
01/05/2026 15:47

Não está aumentando nada e nem diminuindo nada. Procure se informar com informações científicas de verdade. Sai do Tictoc camarada.

Apaiva
Apaiva
29/04/2026 13:27

Nesse ritmo, até o fim do mês acaba a greloelandia?

Junior Vieira
Junior Vieira
Em resposta a  Apaiva
01/05/2026 15:47

🤣

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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