Após desmontar modelos da Tesla e da Xiaomi, a Ford identificou excesso de peso, fiação adicional e maior complexidade em seus elétricos, expondo perdas de US$ 5 bilhões por ano na divisão Model E
A Ford passou a rever sua estratégia para carros elétricos depois de desmontar modelos de diferentes fabricantes, incluindo Tesla e Xiaomi, e identificar desvantagens em custo, peso, eficiência e integração de software. O diagnóstico levou o CEO Jim Farley a admitir que a montadora tradicional ficou atrás das novas concorrentes do setor.

Carros elétricos expõem diferença de custo e eficiência
A análise interna mostrou que a Ford ainda aplicava parte da lógica dos veículos a combustão aos carros elétricos.
Essa escolha aumentava a complexidade de montagem e dificultava a busca por eficiência, especialmente diante de empresas que já nasceram focadas em plataformas elétricas.
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No comparativo entre o Tesla Model 3 e o Mustang Mach-E, os engenheiros encontraram uma diferença direta: o modelo da Ford pesava 32 kg a mais.
Também havia 1,6 km adicionais de fiação elétrica, o que ajudava a explicar parte da diferença estrutural entre os veículos.
CEO da Ford vê atraso diante de Tesla e Xiaomi
Jim Farley afirmou que a avaliação foi “muito humilhante” em qualidade e custo. Para ele, esses pontos são básicos para uma empresa industrial, mas mostraram que a Ford tinha mais terreno a recuperar do que imaginava.
O executivo também admitiu usar um Xiaomi SU7 no dia a dia. A escolha reforça o interesse da montadora em entender como fabricantes mais recentes estruturam seus veículos elétricos, principalmente em integração, software e simplificação industrial.

Mudança passa por tratar veículos como dispositivos digitais
A Ford passou a defender que carros elétricos sejam tratados como dispositivos digitais, com maior presença de software e serviços.
Essa visão busca aproximar os veículos da lógica adotada por novas montadoras, em vez de repetir soluções usadas em modelos a combustão.
Em 2022, a empresa separou sua operação elétrica em uma divisão chamada Model E. Segundo Farley, a medida também expôs aos investidores as perdas financeiras do negócio de veículos elétricos, estimadas em US$ 5 bilhões por ano.
Pressão aumenta sobre montadoras tradicionais
A pressão de Tesla e das novas montadoras levou a Ford a repensar tecnologia, custos e processos industriais.
O caso mostra como a disputa nos carros elétricos vai além da bateria e passa pela forma como o veículo inteiro é projetado, montado e conectado.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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