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A Ford descobriu o segredo: bastou abrir carros chineses para perceber por que seus elétricos pesam mais, custam caro e dão prejuízo de US$ 5 bilhões por ano

Publicado em 01/06/2026 às 12:34
Atualizado em 01/06/2026 às 12:38
Ford descobriu o segredo dos carros chineses
Imagem: Ilustração artística feita por IA
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Após desmontar modelos da Tesla e da Xiaomi, a Ford identificou excesso de peso, fiação adicional e maior complexidade em seus elétricos, expondo perdas de US$ 5 bilhões por ano na divisão Model E

A Ford passou a rever sua estratégia para carros elétricos depois de desmontar modelos de diferentes fabricantes, incluindo Tesla e Xiaomi, e identificar desvantagens em custo, peso, eficiência e integração de software. O diagnóstico levou o CEO Jim Farley a admitir que a montadora tradicional ficou atrás das novas concorrentes do setor.

Ford descobriu o segredo dos carros chineses
Imagem: Divulgação / BYD

Carros elétricos expõem diferença de custo e eficiência

A análise interna mostrou que a Ford ainda aplicava parte da lógica dos veículos a combustão aos carros elétricos.

Essa escolha aumentava a complexidade de montagem e dificultava a busca por eficiência, especialmente diante de empresas que já nasceram focadas em plataformas elétricas.

No comparativo entre o Tesla Model 3 e o Mustang Mach-E, os engenheiros encontraram uma diferença direta: o modelo da Ford pesava 32 kg a mais.

Também havia 1,6 km adicionais de fiação elétrica, o que ajudava a explicar parte da diferença estrutural entre os veículos.

CEO da Ford vê atraso diante de Tesla e Xiaomi

Jim Farley afirmou que a avaliação foi “muito humilhante” em qualidade e custo. Para ele, esses pontos são básicos para uma empresa industrial, mas mostraram que a Ford tinha mais terreno a recuperar do que imaginava.

O executivo também admitiu usar um Xiaomi SU7 no dia a dia. A escolha reforça o interesse da montadora em entender como fabricantes mais recentes estruturam seus veículos elétricos, principalmente em integração, software e simplificação industrial.

Ford descobriu o segredo dos carros chineses
Imagem: Divulgação / GWM

Mudança passa por tratar veículos como dispositivos digitais

A Ford passou a defender que carros elétricos sejam tratados como dispositivos digitais, com maior presença de software e serviços.

Essa visão busca aproximar os veículos da lógica adotada por novas montadoras, em vez de repetir soluções usadas em modelos a combustão.

Em 2022, a empresa separou sua operação elétrica em uma divisão chamada Model E. Segundo Farley, a medida também expôs aos investidores as perdas financeiras do negócio de veículos elétricos, estimadas em US$ 5 bilhões por ano.

Pressão aumenta sobre montadoras tradicionais

A pressão de Tesla e das novas montadoras levou a Ford a repensar tecnologia, custos e processos industriais.

O caso mostra como a disputa nos carros elétricos vai além da bateria e passa pela forma como o veículo inteiro é projetado, montado e conectado.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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