1. Início
  2. Ciência e Tecnologia
  3. A apenas 6 anos-luz da Terra, a estrela solitária mais próxima do Sistema Solar revelou após 20 anos de observações uma super-Terra que completa órbita a cada 233 dias e enfrenta temperaturas de -170°C além da zona habitável
1 comentário 6 min de leitura

A apenas 6 anos-luz da Terra, a estrela solitária mais próxima do Sistema Solar revelou após 20 anos de observações uma super-Terra que completa órbita a cada 233 dias e enfrenta temperaturas de -170°C além da zona habitável

Imagem de perfil do autor Valdemar Medeiros
Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 21/04/2026 às 12:48 Atualizado em 21/04/2026 às 12:53
Assista o vídeoA apenas 6 anos-luz da Terra, a estrela solitária mais próxima do Sistema Solar revelou após 20 anos de observações uma super-Terra que completa órbita a cada 233 dias e enfrenta temperaturas de -170°C além da zona habitável
Super-Terra descoberta a 6 anos-luz orbita a estrela de Barnard a cada 233 dias
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
283 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Super-Terra descoberta a 6 anos-luz orbita a estrela de Barnard a cada 233 dias e apresenta temperaturas extremas fora da zona habitável.

Em novembro de 2018, um consórcio internacional de astrônomos anunciou a detecção de um exoplaneta orbitando a Barnard’s Star, uma anã vermelha localizada a aproximadamente 6 anos-luz da Terra, na constelação de Ofiúco. O resultado foi publicado na revista científica Nature e amplamente divulgado por instituições como o European Southern Observatory e veículos como a BBC. A descoberta chamou atenção não apenas pela proximidade, mas pelo fato de se tratar do exoplaneta mais próximo conhecido orbitando uma estrela solitária, já que sistemas como Alpha Centauri são compostos por múltiplas estrelas.

O planeta foi denominado Barnard’s Star b e classificado como uma super-Terra, categoria que inclui planetas com massa superior à da Terra, mas inferior à de gigantes gasosos como Netuno. A proximidade relativa do sistema e a natureza da estrela tornaram essa descoberta uma das mais relevantes da astronomia recente.

Estrela de Barnard é uma anã vermelha de baixa luminosidade e alta longevidade, diferente do Sol

A estrela de Barnard é uma anã vermelha, um tipo de estrela muito comum na Via Láctea, mas significativamente diferente do Sol em termos de massa, temperatura e luminosidade.

Ela possui cerca de 14% da massa solar e emite uma fração muito menor de energia, o que a torna extremamente fraca em brilho. Por outro lado, esse tipo de estrela tende a ter vida útil muito longa, podendo existir por trilhões de anos.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Essa baixa luminosidade tem impacto direto nas condições dos planetas ao seu redor, especialmente em relação à temperatura e à zona habitável.

Além disso, a estrela de Barnard apresenta um dos maiores movimentos próprios já registrados, deslocando-se rapidamente em relação ao fundo de estrelas, o que contribuiu para seu estudo detalhado ao longo das décadas.

Método da velocidade radial permitiu detectar o planeta após duas décadas de observações precisas

A detecção do planeta Barnard’s Star b foi resultado de um esforço de longo prazo, envolvendo mais de 20 anos de observações realizadas por diferentes telescópios ao redor do mundo. O método utilizado foi o da velocidade radial, que consiste em medir pequenas variações no movimento da estrela causadas pela gravidade de um planeta em órbita.

Essas variações são extremamente sutis e exigem instrumentos de alta precisão, como o espectrógrafo HARPS, instalado no Observatório La Silla, no Chile, operado pelo ESO.

A detecção só foi possível graças à combinação de dados coletados ao longo de décadas e à evolução tecnológica dos instrumentos de medição.

Esse tipo de descoberta ilustra a complexidade da busca por exoplanetas, especialmente em sistemas próximos, onde os sinais podem ser difíceis de distinguir.

Planeta completa órbita em 233 dias e está localizado além da zona habitável da estrela

Barnard’s Star b possui um período orbital de aproximadamente 233 dias terrestres, o que significa que leva esse tempo para completar uma volta ao redor de sua estrela.

Apesar de estar relativamente próximo da estrela em termos de distância absoluta, ele se encontra além da chamada zona habitável, região onde as condições poderiam permitir a existência de água líquida na superfície.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Devido à baixa luminosidade da estrela, a zona habitável é muito mais próxima do que no caso do Sol, e o planeta está fora dessa faixa. Isso coloca Barnard’s Star b em uma região fria do sistema, com condições bastante diferentes das encontradas na Terra.

Temperatura estimada de -170°C indica ambiente extremamente frio e possivelmente inóspito

Modelos teóricos indicam que a temperatura média do planeta pode chegar a cerca de -170°C, o que o torna um ambiente extremamente frio.

Essa estimativa considera a distância do planeta em relação à estrela e a quantidade de energia recebida. No entanto, a temperatura real pode variar dependendo de fatores como:

  • presença de atmosfera
  • composição química
  • atividade geológica

Mesmo com essas incertezas, é consenso que o planeta está longe de condições favoráveis à vida como conhecemos.

A baixa temperatura sugere um ambiente possivelmente congelado, semelhante a alguns corpos do Sistema Solar, como luas geladas.

Classificação como super-Terra indica massa maior que a Terra, mas ainda desconhecemos sua composição exata

Barnard’s Star b é classificado como uma super-Terra, com massa estimada em cerca de 3,2 vezes a massa da Terra. Essa classificação não define a composição do planeta, apenas sua massa. Ele pode ser rochoso, como a Terra, ou possuir características intermediárias entre planetas rochosos e gasosos.

Crédito: IEEC/Science-Wave – Guillem Ramisa

A ausência de dados diretos sobre sua atmosfera e superfície limita a compreensão completa de suas características. Novas tecnologias e telescópios poderão, no futuro, fornecer informações mais detalhadas sobre esse tipo de planeta.

Proximidade de 6 anos-luz torna o sistema alvo prioritário para futuras missões e estudos astronômicos

A estrela de Barnard está entre as estrelas mais próximas do Sistema Solar, o que a torna um alvo prioritário para estudos futuros.

Embora ainda esteja muito distante para exploração direta com tecnologia atual, sua proximidade facilita observações mais detalhadas em comparação com sistemas mais distantes.

Esse fator aumenta o interesse científico no sistema, especialmente para estudos sobre formação planetária e evolução estelar.

Projetos futuros, incluindo telescópios mais avançados, poderão investigar com maior precisão as propriedades do planeta e da estrela.

Descoberta reforça importância de estrelas anãs vermelhas na busca por exoplanetas na Via Láctea

As anãs vermelhas representam a maioria das estrelas na galáxia, e estudos indicam que muitas delas possuem sistemas planetários.

A descoberta de Barnard’s Star b reforça a ideia de que planetas são comuns mesmo em sistemas estelares de baixa massa e baixa luminosidade. Isso amplia significativamente o número potencial de mundos fora do Sistema Solar.

A apenas 6 anos-luz da Terra, a estrela solitária mais próxima do Sistema Solar revelou após 20 anos de observações uma super-Terra que completa órbita a cada 233 dias e enfrenta temperaturas de -170°C além da zona habitável
Image credit: NASA Photojournal.

A diversidade de ambientes encontrados nesses sistemas desafia modelos tradicionais de formação planetária.

O que a descoberta de Barnard’s Star b revela sobre os limites da exploração espacial e da ciência moderna

A identificação de um planeta tão próximo, mas ainda inacessível, destaca os limites atuais da exploração espacial. Mesmo a apenas 6 anos-luz de distância, o sistema está muito além do alcance de missões tripuladas ou sondas convencionais.

Isso evidencia a importância de métodos indiretos de observação e da evolução tecnológica na astronomia. A descoberta também mostra como a ciência pode avançar por meio de esforços colaborativos e de longo prazo.

Você acredita que futuros telescópios poderão revelar detalhes da atmosfera e da superfície desse exoplaneta próximo?

O caso de Barnard’s Star b levanta uma questão central para a astronomia moderna. Se já conseguimos detectar um planeta a apenas 6 anos-luz de distância, até que ponto as próximas gerações de telescópios poderão revelar detalhes mais profundos sobre esses mundos e sua real natureza?

Inscreva-se
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Evandro maggiore
Evandro maggiore
24/04/2026 20:25

1 ano luz – Com a tecnologia espacial atual, levaria cerca de 16.000 anos para percorrer 1 ano-luz. Próxima Centauri, a estrela mais próxima a 4,2 anos-luz, levaria mais de 6.000 anos para ser alcançada. 1 ano-luz é uma distância de 9,46 trilhões de km, não tempo.

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
1
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x