Projeto em Rondônia transformou 2 mil garrafas PET em barcos reais de 3,60 metros com capacidade para seis pessoas.
Em agosto de 2014, um projeto desenvolvido em Jacy-Paraná, distrito de Porto Velho, em Rondônia, chamou atenção ao transformar lixo plástico em embarcações reais capazes de navegar nos rios da região. A iniciativa utilizou cerca de 2 mil garrafas PET recolhidas em escolas locais para construir dois barcos de 3,60 metros de comprimento, quase 2 metros de largura e aproximadamente 210 kg cada.
As embarcações receberam capacidade para um tripulante e cinco passageiros, mostrando que materiais descartados poderiam ganhar uma função muito além da reciclagem tradicional. O projeto foi desenvolvido dentro do Programa de Apoio à Atividade Pesqueira, ligado à Santo Antônio Energia, com orientação técnica da OAK Soluções Ambientais.
Além do impacto ambiental, o fator econômico também chamou atenção. Segundo os responsáveis pela iniciativa, os barcos ficaram cerca de 30% mais baratos do que embarcações convencionais com características semelhantes, tornando o projeto ainda mais relevante para comunidades ribeirinhas.
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Barcos feitos com garrafas PET nasceram de um curso realizado em comunidade ribeirinha de Rondônia
A construção das embarcações aconteceu durante um curso de cinco dias realizado em Jacy-Paraná. O treinamento reuniu moradores da comunidade interessados em reciclagem, reaproveitamento de materiais e atividades ligadas à pesca local.
Durante o curso, os participantes aprenderam técnicas de reaproveitamento de garrafas PET e montagem estrutural das embarcações. O trabalho envolveu separação do material, organização das garrafas e preparação da estrutura utilizada na construção dos barcos.
Ao final das atividades, os dois barcos estavam prontos para serem colocados no rio. As embarcações receberam os nomes JacyPet1 e Jacy Pet 2, reforçando a ligação direta com a comunidade onde foram produzidas.
Embarcações sustentáveis de 3,60 metros suportavam até seis pessoas
Os barcos construídos no projeto não eram apenas protótipos simbólicos. Cada embarcação possuía capacidade para transportar um tripulante e cinco passageiros, além de dimensões muito maiores do que simples balsas improvisadas.
Com cerca de 3,60 metros de comprimento e quase 2 metros de largura, os barcos chamavam atenção pelo tamanho e pela estabilidade sobre a água. O peso aproximado de 210 kg também reforçava a estrutura mais robusta do projeto.
As embarcações foram colocadas nas águas do rio Jacy diante dos moradores da região, que acompanharam os testes realizados após o encerramento do curso.
Projeto usou lixo plástico recolhido em escolas da região amazônica
As cerca de 2 mil garrafas PET utilizadas no projeto foram recolhidas em escolas de Jacy-Paraná. A proposta envolvia justamente unir educação ambiental e reaproveitamento de resíduos dentro da própria comunidade.
O plástico descartado, que poderia acabar em ruas, terrenos ou rios, passou a fazer parte de uma estrutura funcional utilizada para navegação. Isso transformou o projeto em um exemplo prático de reaproveitamento aplicado a uma realidade ribeirinha.
A iniciativa também aproximou estudantes e moradores das discussões sobre reciclagem, mostrando de forma concreta como resíduos podem ganhar uma nova utilidade.
Barcos de garrafa PET ficaram cerca de 30% mais baratos que embarcações convencionais
O custo reduzido foi um dos pontos mais importantes do projeto. Segundo os organizadores, cada barco ficou aproximadamente 30% mais barato do que uma embarcação convencional semelhante.
Em regiões onde rios fazem parte da rotina, barcos representam uma ferramenta importante para deslocamento, pesca e transporte local. Reduzir o custo de produção de uma embarcação pode fazer diferença significativa para moradores dessas áreas.
O reaproveitamento do plástico ajudou justamente a diminuir parte do gasto necessário para construção das estruturas.
Embarcações receberam acompanhamento técnico antes de serem colocadas no rio
Antes de serem utilizadas, as embarcações passaram por acompanhamento técnico. Os barcos receberam laudo de engenheiro naval e registro junto à Agência Fluvial de Porto Velho, ligada à Marinha do Brasil.
O processo garantiu que as estruturas fossem avaliadas antes da navegação. Esse cuidado foi importante para validar o projeto e permitir que os barcos fossem apresentados como embarcações reais, não apenas experiências improvisadas.

Após o licenciamento, os barcos foram oficialmente colocados no rio Jacy, onde passaram pelos primeiros testes diante da comunidade.
Projeto de Rondônia continua chamando atenção mais de uma década depois
Mesmo mais de dez anos após sua realização, o caso dos barcos JacyPet continua sendo lembrado pela combinação incomum entre reciclagem, engenharia simples e impacto visual.
A ideia de transformar 2 mil garrafas PET em barcos reais navegando em rios amazônicos criou uma das imagens mais curiosas envolvendo reaproveitamento de plástico no Brasil.
O projeto também ganhou força por mostrar uma aplicação prática para resíduos descartáveis em uma comunidade onde rios possuem importância econômica e social direta.
Barcos JacyPet mostram como resíduos podem ganhar uma segunda função sobre a água
O caso de Jacy-Paraná revelou que resíduos plásticos podem deixar de ser apenas lixo e passar a integrar soluções reais dentro de comunidades ribeirinhas.
Com cerca de 2 mil garrafas PET, moradores construíram duas embarcações de quase 4 metros de comprimento, capacidade para seis pessoas e custo reduzido em relação aos barcos convencionais.
No fim, o projeto mostrou que criatividade, reaproveitamento e orientação técnica conseguiram transformar plástico descartado em barcos funcionais capazes de navegar nos rios amazônicos.


Engraçado, o cara fazendo bonito com o barco que preserva o meio ambiente e o site com esta poluição visual que quase impede o acesso a matéria.