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Youtuber entrou no USS New York e descobriu por que o gigante da Marinha dos EUA virou símbolo do 11 de Setembro, museu flutuante e uma das armas mais impressionantes do mundo

Escrito por Carla Teles
Publicado em 09/03/2026 às 15:20
Assista o vídeoYoutuber entrou no USS New York e descobriu por que o gigante da Marinha dos EUA virou símbolo do 11 de Setembro, museu flutuante e uma das armas mais impressionantes (3)
USS New York da classe San Antonio é museu flutuante com aço do World Trade Center e símbolo do 11 de Setembro.
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O USS New York mistura aço do World Trade Center na proa, design furtivo, doca para hovercraft e um hospital de 124 leitos, mostrando por que a Marinha dos EUA trata esse gigante como peça estratégica

O USS New York não é porta-aviões, cruzador nem submarino, mas é um dos navios mais versáteis da Marinha dos EUA. Um youtuber passou três noites a bordo do USS New York e descobriu, por dentro, que ele foi pensado para duas coisas ao mesmo tempo: cumprir missão de combate anfíbio com escala industrial e carregar um peso simbólico ligado ao 11 de Setembro.

O choque começa no jeito de chegar. O visitante não embarca “como todo mundo imagina”. Ele relata que entrou no ventre do navio em um hovercraft, direto pela doca, e a partir daí cada corredor, porta, mastro e luz tem uma explicação de engenharia, operação e sobrevivência.

Por que o USS New York é diferente dos outros navios

O que torna o USS New York único é o material incorporado na sua construção. Durante a montagem, sete toneladas e meia de aço dos escombros do World Trade Center foram incorporadas à proa.

O navio foi nomeado em homenagem às vítimas dos ataques de 11 de Setembro em Nova York, e esse detalhe transforma estrutura em memória.

Além disso, o USS New York também carrega uma placa de metal com o nome do navio resgatada das ruínas do World Trade Center e instalada a bordo.

É por isso que ele e seus navios-irmãos, USS Arlington e USS Somerset, são descritos como museus flutuantes, com referências diretas ao evento e à cidade que dá nome à embarcação.

O que é a classe San Antonio e onde o USS New York entra nisso

USS New York da classe San Antonio é museu flutuante com aço do World Trade Center e símbolo do 11 de Setembro.
Imagem: Tom Dalessio/ Creative Commons

O USS New York pertence à classe San Antonio, também chamada de LPD 17, navios conhecidos como doca de plataforma de desembarque. O texto descreve que essa classe tem deslocamento de 25.000 toneladas e está entre os maiores navios de guerra dos EUA, tirando os gigantes com convés de voo de ponta a ponta.

O que importa na prática é a função: o USS New York existe para levar cerca de 800 fuzileiros navais e seu equipamento para perto do destino e então colocar gente e veículos em terra usando aeronaves e embarcações de desembarque, enquanto 360 marinheiros a bordo mantêm tudo funcionando.

Convés de voo, doca e combustível: o tamanho real do USS New York

O convés de voo do USS New York foi descrito como enorme, capaz de suportar a operação de dois MV-22 Ospreys quase simultaneamente. O relato cita o barulho forte dos Ospreys e o uso de protetores auriculares por quem está a bordo.

Outro número chama atenção: o USS New York transporta 319.000 galões de combustível para aeronaves, um volume comparado a metade de uma piscina olímpica.

E a peça que explica o embarque em hovercraft é o convés de doca: ele é amplo e foi projetado para receber LCACs ou LCU, com múltiplos conveses para veículos e mais de 38.000 pés quadrados destinados a armazenar veículos de assalto anfíbio. É um navio que parece um porto móvel.

Design furtivo: por que o USS New York “parece menor” no radar

USS New York da classe San Antonio é museu flutuante com aço do World Trade Center e símbolo do 11 de Setembro.

Uma característica destacada do USS New York é o design furtivo. O texto afirma que, no radar, navios da classe San Antonio parecem menores do que são. O motivo está nas inclinações espalhadas por toda a estrutura externa, começando nos dois mastros gigantes.

Esses navios foram os primeiros a incorporar mastros fechados avançados, com antenas de comunicação e radar protegidas dentro de estruturas projetadas para reduzir a seção transversal de radar.

O padrão inclinado se repete em detalhes que parecem bobos, mas são intencionais: portas externas inclinadas, corrimãos seguindo o mesmo “ângulo” e até degraus obedecendo ao princípio.

No conjunto, o USS New York troca a estética tradicional por uma geometria que “devolve” sinais de radar para cima, reduzindo o que volta para o receptor inimigo.

O USS New York por dentro: conforto, corredores e rotina que ninguém imagina

O youtuber cita detalhes de design que aparecem quando você vive o navio, como a força necessária para abrir portas e o formato de corrimãos. Mas há um ponto mais profundo: o USS New York foi pensado como uma cidade funcional, com decisões voltadas para qualidade de vida e operação contínua.

O texto afirma que a classe San Antonio foi projetada para atender 90% da população masculina e feminina dos EUA, e dá exemplos: portas estanques que exigem apenas 25 libras de força para operar e beliches dimensionados para acomodar confortavelmente a maioria da tripulação.

Até o layout muda conforme a missão. Os corredores que levam ao convés de voo são mais largos para permitir que fuzileiros se preparem antes de embarcar em aeronaves. E no USS New York há um corredor branco “especial” chamado Broadway, com cartazes de shows e iluminação inspirada na própria Broadway.

Hospital de 124 leitos: por que o USS New York tem estrutura médica gigante

USS New York da classe San Antonio é museu flutuante com aço do World Trade Center e símbolo do 11 de Setembro.

O USS New York tem um hospital descrito como de última geração, com 124 leitos, máquinas de raio-X e duas salas de operação. O texto enfatiza que os LPDs têm hospitais maiores do que os porta-aviões porque a missão principal envolve maior risco de lesões para fuzileiros navais.

Até detalhes de refeitório entram nisso: mesas de jantar de oficiais podem virar leitos improvisados se necessário. O navio não é só combate, é suporte para manter operação e gente viva.

LCAC e a entrada pelo “ventre” do navio: como o USS New York recebe hovercraft

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O relato descreve como LCACs entram no USS New York: o portão de popa se abre e há comunicação prévia entre o hovercraft e o navio. Além do rádio, luzes verdes piscantes podem ser usadas como complemento ou backup ao sinal de “poço verde”, indicando que o navio não manobrará durante a entrada.

O texto também destaca que operar um LCAC não é “brincadeira”, porque colocar o veículo dentro do convés de um navio em movimento tem margem mínima de folga nas laterais. Uma vez dentro, ele é acorrentado para não se deslocar com o movimento do oceano.

E há outro detalhe que parece pequeno, mas não é: o USS New York usa um sistema de osmose reversa para gerar água potável e também água para limpar veículos quando necessário, já que água doce é recurso escasso em alto mar.

Defesa e poder de fogo: o que o USS New York pode fazer em combate

Mesmo sendo focado em assalto anfíbio, o USS New York não é indefeso. O texto cita dois lançadores de mísseis RIM 116 RAM para defesa contra mísseis antinavio, montados em molas gigantes que funcionam como amortecedores.

Ele também pode transportar um HIMARS, capacidade testada em outro navio da classe, com lançamentos feitos a partir do convés de voo. A lógica é simples: levar gente e equipamento, proteger a plataforma e manter capacidade de resposta.

Luz vermelha, visão noturna e o que o USS New York ensina sobre navegar no escuro

O texto menciona que, durante operações noturnas, as luzes da ponte são mantidas no mínimo e muitas vezes em luz vermelha, porque o vermelho se dissipa mais rápido que a luz branca e preserva adaptação visual. O visitante também relata a qualidade do céu à noite em alto mar, longe da poluição luminosa.

E há um exemplo prático: um exercício de “homem ao mar”, com sinal de luz e fumaça lançado na água, manobra Williamson e simulação de resgate.

A narrativa reforça como, à noite, a dificuldade aumenta porque até um sinal luminoso pode desaparecer por segundos atrás das ondas, reduzindo drasticamente as chances de sobrevivência.

Por que o USS New York virou símbolo e não apenas mais um navio

No fim, o USS New York carrega duas camadas que raramente convivem na mesma escala. Ele é um navio de missão dura, com doca, convés de voo, hospital, stealth e sistemas projetados para guerra e operação real.

E, ao mesmo tempo, ele é um memorial material: aço do World Trade Center na proa, placa resgatada, referências internas e um nome que não deixa o 11 de Setembro virar só uma data.

A experiência do youtuber a bordo transforma isso em algo direto: não é um navio “bonito”, é um navio com propósito, construído para entregar capacidade e para carregar memória, funcionando como arma, plataforma e museu flutuante ao mesmo tempo.

Você acha que o USS New York impressiona mais pela engenharia militar ou pelo simbolismo do 11 de Setembro embutido na própria estrutura?

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Carla Teles

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