O vazamento divulgado na véspera de Natal detalha o suposto iPhone dobrável da Apple, com telas de 5,5 e 7,8 polegadas, espessura de 9 mm, possível ausência de vinco, Touch ID no botão lateral e lançamento estimado para 2026
Vazamentos divulgados na véspera de Natal indicam que a Apple prepara um iPhone dobrável, previsto para o outono de 2026, com telas de 5,5 e 7,8 polegadas, espessura de 9 mm e preço estimado até US$ 2.500.
Vazamento expõe hardware ainda não anunciado
O novo vazamento surgiu após a publicação de um vídeo do YouTuber Jon Prosser, que afirma ter acesso a renderizações completas do primeiro iPhone dobrável da Apple.
Segundo Prosser, o aparelho seria lançado junto à linha iPhone 18 Pro, marcando a reformulação mais radical do design do iPhone em mais de uma década.
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O contexto do vazamento é sensível, pois a Apple processou Prosser no início do ano por divulgação de informações relacionadas ao iOS 26, intensificando o conflito entre a empresa e o criador de conteúdo.
Desta vez, o foco não está em software, mas em hardware que a Apple nunca confirmou publicamente, elevando o impacto e o alcance das informações divulgadas.
Design em formato de livro e dimensões reveladas
As imagens mostram um telefone dobrável em formato de livro, mais largo do que alto quando fechado, lembrando um iPhone espesso, e com aparência de tablet ao ser aberto.
A tela externa teria 5,5 polegadas, com câmera embutida no painel, enquanto a parte interna contaria com uma tela dobrável de 7,8 polegadas, também com câmera integrada.
Na traseira, o design inclui duas câmeras dispostas em módulo alongado, com flash LED separado, seguindo a direção minimalista recente adotada pela Apple.
Prosser afirma que o aparelho teria 9 mm de espessura quando fechado, com cada metade medindo cerca de 4,5 mm, tornando-o mais fino que o iPhone Air.
Essas medidas coincidem com alguns relatórios anteriores da cadeia de suprimentos, embora divergirem de outros, sem confirmação oficial por parte da Apple até o momento.
A promessa de eliminar o vinco da tela
Um dos pontos mais sensíveis em dispositivos dobráveis é o vinco visível na tela interna, problema que nenhuma fabricante conseguiu eliminar completamente até agora.
Empresas como Samsung reduziram o efeito, enquanto o Google apresentou avanços, mas o vinco permanece perceptível em diferentes níveis.
Prosser afirma que a Apple teria superado essa limitação ao utilizar uma placa de metal sob a tela, capaz de distribuir uniformemente a tensão da dobra.
A estrutura incluiria ainda uma dobradiça de metal líquido, projetada para sustentar o painel e reduzir deformações associadas ao uso repetido.
Apesar disso, especialistas apontam que painéis OLED tendem a deformar com dobras contínuas, tornando a alegação tecnicamente plausível, porém ainda sujeita a ceticismo.
As imagens renderizadas exibem uma tela sem imperfeições, mas renderizações não garantem desempenho em produção real, onde limitações industriais costumam surgir.
Preço elevado e escolhas estratégicas
Prosser estima que o iPhone dobrável custará entre US$ 2.000 e US$ 2.500, posicionando o dispositivo entre os smartphones mais caros já vendidos.
A Apple planeja oferecer apenas duas opções de cores, preto e branco, sugerindo uma estratégia focada em controle de produção, em vez de ampla personalização.
Segundo o vazamento, o aparelho abandonaria o Face ID, trazendo de volta o Touch ID integrado ao botão liga-desliga, priorizando confiabilidade em um corpo dobrável.
Internamente, o dispositivo utilizaria o modem C2 de segunda geração da Apple, além de baterias de alta densidade e um driver de tela mais fino.
Esses componentes ajudariam a manter o perfil delgado, embora levantem dúvidas sobre autonomia, durabilidade e desempenho térmico em um formato tão compacto.
Mercado, riscos e expectativas
Mesmo com engenharia avançada, o sucesso comercial do iPhone dobrável permanece incerto, já que dispositivos dobráveis continuam sendo um nicho restrito.
Preocupações com durabilidade e preços elevados limitam a adoção em massa, apesar do interesse gerado por inovações de design e novos formatos.
A Apple enfrentou situação semelhante com o iPhone Air, que impressionou críticos, mas teve fraco desemepenho comercial devido a escolhas técnicas questionadas pelos consumidores.
Um iPhone dobrável tende a dominar manchetes e gerar atenção global, mas apenas as vendas indicarão se o produto alcançará relevância sustentada.
Até um lançamento oficial, a Apple lida novamente com vazamentos que antecipam seu futuro, expondo decisões estratégicas antes mesmo de poder apresentá-las.

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