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Valor da conta de luz nas alturas impulsiona a população a buscar a tecnologia de integração entre energia solar e baterias, que pode se pagar em 24 meses e ajuda a reduzir picos de demanda

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 27/02/2026 às 10:45
Integração de baterias à energia solar reduz picos de demanda, aumenta autoconsumo e pode gerar retorno financeiro em até dois anos, segundo a Powersafe.
Integração de baterias à energia solar reduz picos de demanda, aumenta autoconsumo e pode gerar retorno financeiro em até dois anos, segundo a Powersafe.
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Integração de baterias à energia solar reduz picos de demanda, aumenta autoconsumo e pode gerar retorno financeiro em até dois anos, segundo a Powersafe.

O que antes era visto como item opcional começa a ganhar status de investimento estratégico. A integração de baterias aos sistemas de energia solar já pode ter retorno financeiro em apenas dois anos no Brasil, tanto para residências quanto para comércios.

A estimativa é da empresa Powersafe, fabricante de baterias que atua no mercado nacional. Segundo a companhia, o chamado “payback” tem sido reduzido graças à combinação de três fatores: queda no preço das baterias de íon-lítio, aumento das tarifas de energia elétrica e maior preocupação com a estabilidade no fornecimento.

De acordo com André Ribeiro, gerente de operações e renováveis da empresa, o cenário atual favorece quem busca mais autonomia energética. “No contexto de consumidores com geração solar nos telhados e coberturas, o armazenamento permite deslocar o consumo para horários mais vantajosos, elevar o autoconsumo da energia solar e reduzir custos associados a picos de demanda”, diz.

Redução de picos e proteção contra prejuízos

Além da economia direta na conta, o armazenamento traz outro benefício: proteção contra interrupções. Em setores como varejo, serviços e pequenas indústrias, uma queda de energia pode gerar perdas financeiras significativas.

Segundo Ribeiro, nesses casos, o retorno pode ser ainda mais rápido. Isso porque o custo de uma paralisação muitas vezes supera o valor economizado apenas com a tarifa.

Assim, a bateria deixa de ser vista apenas como um “seguro contra apagões”. Ela passa a atuar como ferramenta de gestão. Com o sistema, é possível armazenar o excedente produzido durante o dia e utilizá-lo nos horários de maior consumo ou quando a tarifa está mais alta.

Queda nos preços e avanço regulatório impulsionam mercado

Outro ponto que fortalece a energia solar com armazenamento é a redução acelerada no custo das baterias de íon-lítio. Nos últimos anos, a tecnologia ficou mais acessível. Ao mesmo tempo, a conta de luz subiu em diversas regiões do país.

Esse movimento alterou a lógica econômica dos projetos. O consumidor não pensa apenas na geração. Ele quer previsibilidade. Quer estabilidade. E quer menos sustos no fim do mês.

A Powersafe projeta crescimento acelerado do mercado de armazenamento ainda este ano. A expectativa é de avanços regulatórios e maior maturidade do setor.

Para Ribeiro, a tendência é clara. “A bateria deixa de ser apenas uma proteção contra apagões e passa a ser uma ferramenta de gestão energética inteligente, com impacto direto na economia e na segurança do fornecimento”, afirma.

Diante desse cenário, será que a energia solar sem bateria está prestes a se tornar ultrapassada no Brasil? O que você pensa sobre investir em armazenamento para reduzir a conta de luz?

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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