Projeto Orion, da Helion Energy, recebeu licenças do Departamento de Saúde de Washington para avançar na construção do reator e tem acordo para fornecer 50 MW de energia de fusão a um data center da Microsoft até 2028
A aprovação regulatória obtida pela Helion Energy permite a construção do reator Orion, em Washington, e aproxima a primeira usina de fusão nuclear do mundo de um acordo para fornecer 50 MW à Microsoft até 2028.
A Helion Energy recebeu as autorizações necessárias para avançar na construção da primeira usina de fusão nuclear do mundo, em Malaga, no estado de Washington, onde o projeto Orion já tem edifícios concluídos e deve iniciar a etapa do gerador.
Usina de fusão nuclear avança em Washington
A empresa obteve uma Licença de Materiais Radioativos e uma Licença de Emissões Atmosféricas Radioativas do Departamento de Saúde de Washington. As permissões liberam o início da construção do prédio do gerador no complexo.
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A instalação Orion é apresentada como marco para a tentativa de comercializar a fusão nuclear. Até agora, o prédio de montagem e o edifício administrativo foram concluídos, enquanto a nova autorização permite avançar para a estrutura do reator.
Acordo prevê energia para a Microsoft
A Helion mantém um acordo com a Microsoft para fornecer 50 MW de energia de fusão a um data center até 2028. A meta depende da capacidade da empresa de colocar seu reator em operação dentro do prazo previsto.
A fusão nuclear é apontada como alternativa de geração sem emissão de carbono, baseada na reação que ocorre no Sol. A tecnologia pode produzir energia a partir de átomos simples, como o hidrogênio e seus isótopos.
Diferente da fissão nuclear, a fusão não gera grandes volumes de resíduos radioativos que precisam ser armazenados com segurança. Também pode operar sob demanda, ao contrário de fontes como solar e eólica, que dependem de armazenamento.
Regulação segue caminho diferente da fissão
A Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos regula a fusão sob a estrutura de materiais subprodutos, na mesma categoria de aceleradores de partículas e hospitais, não como reatores nucleares tradicionais.
Essa distinção também foi ratificada pelo Congresso dos Estados Unidos na Lei ADVANCE de 2024, indicando um caminho regulatório diferente para a tecnologia.
A Helion ainda não publicou artigo revisado por pares demonstrando o funcionamento de seu reator com geração líquida de energia, ponto central para a viabilidade comercial da proposta.
A empresa também firmou acordo de interconexão de transmissão com o Distrito de Serviços Públicos do Condado de Chelan, permitindo que a energia da usina seja entregue à rede elétrica.
A principal questão, agora, é se a Helion conseguirá cumprir o cronograma e fornecer energia ao data center da Microsoft até 2028.
O que você acha desse avanço da fusão nuclear e do acordo entre Helion e Microsoft? Deixe sua opinião nos comentários, especialmente sobre os desafios para transformar uma tecnologia ainda não comercial em uma fonte real de energia para data centers.

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