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Empresa americana recebe autorização histórica para construir a primeira usina de fusão nuclear do mundo em Washington e promete entregar 50 MW de energia para data center da Microsoft até 2028, mesmo sem ter tecnologia comercial comprovada

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 17/06/2026 às 17:09
Atualizado em 17/06/2026 às 17:14
Trenta, o 6º protótipo de fusão da Helion Energy.
Trenta, o 6º protótipo de fusão da Helion Energy.
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Projeto Orion, da Helion Energy, recebeu licenças do Departamento de Saúde de Washington para avançar na construção do reator e tem acordo para fornecer 50 MW de energia de fusão a um data center da Microsoft até 2028

A aprovação regulatória obtida pela Helion Energy permite a construção do reator Orion, em Washington, e aproxima a primeira usina de fusão nuclear do mundo de um acordo para fornecer 50 MW à Microsoft até 2028.

A Helion Energy recebeu as autorizações necessárias para avançar na construção da primeira usina de fusão nuclear do mundo, em Malaga, no estado de Washington, onde o projeto Orion já tem edifícios concluídos e deve iniciar a etapa do gerador.

Usina de fusão nuclear avança em Washington

A empresa obteve uma Licença de Materiais Radioativos e uma Licença de Emissões Atmosféricas Radioativas do Departamento de Saúde de Washington. As permissões liberam o início da construção do prédio do gerador no complexo.

A instalação Orion é apresentada como marco para a tentativa de comercializar a fusão nuclear. Até agora, o prédio de montagem e o edifício administrativo foram concluídos, enquanto a nova autorização permite avançar para a estrutura do reator.

Acordo prevê energia para a Microsoft

A Helion mantém um acordo com a Microsoft para fornecer 50 MW de energia de fusão a um data center até 2028. A meta depende da capacidade da empresa de colocar seu reator em operação dentro do prazo previsto.

A fusão nuclear é apontada como alternativa de geração sem emissão de carbono, baseada na reação que ocorre no Sol. A tecnologia pode produzir energia a partir de átomos simples, como o hidrogênio e seus isótopos.

Diferente da fissão nuclear, a fusão não gera grandes volumes de resíduos radioativos que precisam ser armazenados com segurança. Também pode operar sob demanda, ao contrário de fontes como solar e eólica, que dependem de armazenamento.

Regulação segue caminho diferente da fissão

A Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos regula a fusão sob a estrutura de materiais subprodutos, na mesma categoria de aceleradores de partículas e hospitais, não como reatores nucleares tradicionais.

Essa distinção também foi ratificada pelo Congresso dos Estados Unidos na Lei ADVANCE de 2024, indicando um caminho regulatório diferente para a tecnologia.

A Helion ainda não publicou artigo revisado por pares demonstrando o funcionamento de seu reator com geração líquida de energia, ponto central para a viabilidade comercial da proposta.

A empresa também firmou acordo de interconexão de transmissão com o Distrito de Serviços Públicos do Condado de Chelan, permitindo que a energia da usina seja entregue à rede elétrica.

A principal questão, agora, é se a Helion conseguirá cumprir o cronograma e fornecer energia ao data center da Microsoft até 2028.

O que você acha desse avanço da fusão nuclear e do acordo entre Helion e Microsoft? Deixe sua opinião nos comentários, especialmente sobre os desafios para transformar uma tecnologia ainda não comercial em uma fonte real de energia para data centers.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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