Usiminas estreia na descarga de fertilizantes em seu terminal marítimo de Cubatão, com operação de 11,8 mil toneladas para a Yara, abrindo espaço para novas cargas fora do aço enquanto a siderurgia brasileira sofre com importações crescentes e aguarda medidas antidumping do governo para aliviar a pressão competitiva no país.
A Usiminas realizou, em seu terminal marítimo de Cubatão (SP), a primeira descarga de fertilizantes de sua história, em operação concluída no último mês e divulgada em 26 de dezembro de 2025, movimentando 11,8 mil toneladas do produto trazido da Noruega para a multinacional Yara.
O terminal, integrado às malhas ferroviária e rodoviária da região industrial de Cubatão, tradicionalmente desembarca placas, bobinas e tubos para o setor de óleo e gás. A nova carga de fertilizantes abre espaço para testar outros produtos e diversificar receitas em meio à forte pressão das importações sobre a siderurgia brasileira, que aguarda medidas antidumping.
Primeira descarga de fertilizantes muda rotina do terminal
A operação histórica da Usiminas em Cubatão foi realizada para a multinacional Yara e movimentou 11,8 mil toneladas de fertilizantes vindos da Noruega, descarregadas no terminal marítimo próprio da companhia.
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A carga representa um volume elevado, embora ainda inferior ao habitual nas descargas dos produtos ligados diretamente ao processo siderúrgico.
Segundo a empresa, o terminal tem posição estratégica na região industrial de Cubatão (SP) e está integrado às malhas ferroviária e rodoviária, o que facilita o escoamento rápido da carga para diferentes polos consumidores.
Com a movimentação dos fertilizantes, a área portuária da Usiminas passa a ser testada com um tipo de produto que exige planejamento logístico específico, do armazenamento ao transporte final.
Terminal de Cubatão testa novo filão fora do aço
Até agora, o foco da Usiminas no terminal marítimo era o desembarque de placas, bobinas e tubos destinados principalmente ao setor de óleo e gás, produtos tradicionais da cadeia do aço.
A estreia com fertilizantes abre espaço para avaliar novas cargas que possam compartilhar a mesma infraestrutura, ampliando a utilização da área e gerando possíveis ganhos de eficiência para toda a operação logística.
A companhia vê nessa primeira descarga a chance de fortalecer sua atuação como parceira das demais empresas instaladas no polo industrial de Cubatão.
Ao oferecer o terminal para outros tipos de mercadorias, a Usiminas busca mostrar que sua estrutura portuária pode ir além do aço e atender demandas variadas, em um movimento alinhado à necessidade de diversificação dos negócios.
Siderurgia sente impacto das importações
Enquanto testa esse novo filão, a Usiminas está inserida em um cenário em que toda a siderurgia brasileira vem sofrendo com o avanço das importações, especialmente ao longo do último ano.
O aumento da entrada de produtos de aço estrangeiros pressiona preços, margens e a utilização da capacidade instalada das usinas nacionais.
Diante desse quadro, empresas do setor têm procurado alternativas que ajudem a reduzir a dependência exclusiva do aço, seja ampliando serviços logísticos, seja buscando novas receitas em segmentos correlatos.
A operação com fertilizantes em Cubatão é um exemplo dessa estratégia, que tenta agregar valor à infraestrutura já existente e diluir custos fixos.
Expectativa por medidas antidumping
Além do esforço para diversificar a atuação, a Usiminas e demais siderúrgicas contam com a possível adoção de medidas antidumping para tentar reequilibrar o mercado interno.
A expectativa é que iniciativas regulatórias contra práticas desleais de comércio possam conter parte da pressão competitiva exercida pelo aço importado.
Mesmo com a perspectiva de medidas de defesa comercial, a movimentação de fertilizantes revela que a companhia não pretende ficar parada à espera de decisões externas.
E você, acredita que a aposta da Usiminas em novos tipos de carga, como os fertilizantes, é o melhor caminho para enfrentar a pressão das importações sobre o aço brasileiro?

A Usiminas tinha que ser menos exigente a respeito do ano de caminhão o resto seria uma boa