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US$ 7 bilhões, hidrogênio verde e aço com até 95% menos CO₂: a primeira siderúrgica verde do planeta surge na Suécia e mira o Brasil como próximo capítulo

Publicado em 13/06/2026 às 20:24
Atualizado em 13/06/2026 às 20:26
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Imagem: Ilustração artística
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A Stegra ergue em Boden, na Suécia, uma usina industrial para produzir aço com hidrogênio verde no lugar do carvão, com produção prevista para 2026 e planos conectados ao Brasil

A Stegra constrói em Boden, no norte da Suécia, a primeira usina siderúrgica industrial de grande escala projetada para produzir aço com hidrogênio verde no lugar do carvão. O projeto já levantou cerca de US$ 7 bilhões, tem produção prevista para 2026 e metade da produção inicial já está vendida.

US$ 7 bilhões, hidrogênio verde e aço com até 95% menos CO₂: a primeira siderúrgica verde do planeta surge na Suécia e mira o Brasil como próximo capítulo
Imagem: Divulgação / Stegra

Por que a mudança no aço importa

O aço está presente em carros, geladeiras, prédios e em boa parte da infraestrutura moderna. Ao mesmo tempo, a produção siderúrgica responde por cerca de 8% das emissões globais de CO₂, segundo a fonte consultada.

O ponto central está no processo tradicional. Para transformar minério de ferro em metal, a siderurgia usa carvão, que remove o oxigênio do minério. O problema é que essa reação libera CO₂ em grande escala.

A proposta da Stegra é substituir essa etapa por hidrogênio verde. Com isso, a empresa afirma que o processo pode produzir aço com até 95% menos emissões em relação ao método convencional.

Como funciona a usina de Boden

A unidade fica em Boden, uma região sueca com oferta de energia hidrelétrica e eólica. Essa energia renovável alimenta um eletrolisador de grande porte, descrito no material-base como o primeiro da Europa em escala “giga”.

O eletrolisador divide a água em hidrogênio e oxigênio. Depois, o hidrogênio é usado para retirar o oxigênio do minério de ferro, gerando o chamado ferro-esponja.

A diferença mais importante está no subproduto. No processo tradicional, a reação gera CO₂. No modelo da Stegra, o subproduto informado é vapor d’água.

A produção inicial prevista é de 2,5 milhões de toneladas por ano. No futuro, a capacidade poderá chegar a 4,5 milhões de toneladas anuais, conforme os dados do projeto.

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Produção inicial já tem compradores

Além do avanço tecnológico, o projeto já tem sinal de demanda comercial. De acordo com o material-base, metade da produção inicial da usina de Boden já está vendida.

Esse dado mostra que o aço de baixo carbono não aparece apenas como promessa técnica. Há compradores interessados no produto antes mesmo do início previsto da operação industrial, em 2026.

A usina sueca é apresentada como a primeira etapa de uma ambição maior. A Stegra também avalia unidades fora da Suécia, com o projeto de Sines, em Portugal, citado como o mais avançado.

No caso português, a decisão final de investimento ainda depende de grandes volumes de energia, estimados entre 1.000 e 1.500 MW.

Vale e Maranhão entram no mapa da expansão

O Brasil aparece diretamente ligado à estratégia de expansão da Stegra. A empresa assinou acordo com a Vale para estudar o desenvolvimento de polos industriais de baixo carbono no Brasil e na América do Norte.

O acordo envolve briquetes de minério de ferro, ferro-esponja e hidrogênio verde. Para a Vale, segundo o material-base, a iniciativa representa uma porta de entrada no mercado de hidrogênio.

Outro ponto brasileiro citado é o Maranhão. O governo estadual negocia com a Stegra a implantação de uma planta ligada à cadeia do hidrogênio verde e ao beneficiamento de minério.

A proposta é transformar o ferro exportado in natura em produto de maior valor agregado. O material-base também aponta que a combinação de energia renovável abundante, minério de ferro de qualidade e escala favorece poucos lugares no mundo, entre eles o Brasil.

A usina de Boden, portanto, não marca apenas uma mudança industrial na Suécia. Ela abre uma disputa por novos polos de produção de aço com menor emissão, conectando tecnologia, energia renovável, minério de ferro e cadeias produtivas internacionais.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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