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Uma garrafa lançada ao mar por dois soldados australianos em 1916 a caminho das trincheiras da Primeira Guerra Mundial ficou enterrada na areia por mais de 100 anos e as cartas dentro dela ainda estavam legíveis quando foram encontradas

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 31/03/2026 às 12:50
Atualizado em 31/03/2026 às 17:05
Dois soldados australianos lançaram uma garrafa ao mar em 1916. Mais de 100 anos depois, as cartas foram encontradas na areia, legíveis. Conheça a história.
Dois soldados australianos lançaram uma garrafa ao mar em 1916. Mais de 100 anos depois, as cartas foram encontradas na areia, legíveis. Conheça a história.
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Dois soldados australianos lançaram uma garrafa de vidro ao mar em 15 de agosto de 1916 enquanto navegavam a bordo do HMAT A70 Ballarat rumo às trincheiras da Frente Ocidental na França, e mais de 100 anos depois uma família encontrou a garrafa enterrada na costa da Austrália Ocidental com as cartas ainda legíveis, revelando palavras de coragem e esperança escritas semanas antes de um deles morrer em combate

Dois soldados australianos lançaram uma garrafa de vidro ao mar em 15 de agosto de 1916, a caminho das trincheiras da Primeira Guerra Mundial na França.

Dentro da garrafa, escreveram cartas. Um deles descreveu a comida do navio como muito boa e disse que todos estavam felizes. O outro deixou uma mensagem aberta para quem encontrasse a garrafa.

Mais de 100 anos depois, a garrafa dos soldados australianos foi encontrada parcialmente enterrada na areia da costa da Austrália Ocidental, e as cartas dentro dela ainda estavam legíveis.

A descoberta foi feita por Debra Brown, seu marido e sua filha durante uma limpeza de praia em Wharton, perto de Esperance.

Segundo a Revista Oeste, a garrafa de vidro da marca Schweppes estava parcialmente enterrada na areia. Ao ser aberta, as cartas estavam molhadas mas legíveis.

As palavras escritas pelos soldados australianos há mais de um século saíram da garrafa como se o tempo tivesse parado dentro dela, revelando um momento de esperança e coragem de dois homens a caminho de uma guerra que mataria um deles semanas depois.

Quem eram os dois soldados australianos que escreveram as cartas

Uma garrafa lançada ao mar por dois soldados australianos em 1916 a caminho das trincheiras da Primeira Guerra Mundial ficou enterrada na areia por mais de 100 anos e as cartas dentro dela ainda estavam legíveis quando foram encontradas

As cartas foram escritas por Malcolm Alexander Neville, de 27 anos, e William Kirk Harley, de 37.

Os dois soldados australianos viajavam a bordo do HMAT A70 Ballarat, um navio de transporte militar, rumo às trincheiras da Frente Ocidental na França.

Neville escreveu para sua mãe. Descreveu a comida do navio como muito boa e disse que todos estavam “felizes como Larry”, uma expressão australiana que significava grande contentamento.

Era o tipo de carta que um filho escreve para acalmar a mãe antes de ir para o lugar mais perigoso do mundo.

Harley, cuja mãe já havia falecido, não tinha para quem endereçar a mensagem.

Em vez de escrever para alguém específico, o soldado australiano deixou uma mensagem aberta a quem encontrasse a garrafa, desejando que o destinatário estivesse tão bem quanto eles estavam naquele momento.

Uma mensagem escrita por um homem que não sabia se sobreviveria ao que vinha pela frente, dirigida a um desconhecido que ele nunca encontraria.

O que aconteceu com os soldados australianos depois que lançaram a garrafa

Malcolm Neville morreu em combate meses depois de ter escrito a carta para sua mãe.

O soldado australiano de 27 anos que descreveu estar feliz no navio não sobreviveu à guerra que o esperava na França.

As palavras que ele colocou dentro da garrafa se tornaram um dos últimos registros de sua voz, preservadas pela cortiça e pelo vidro enquanto o oceano e o tempo faziam o seu trabalho.

William Kirk Harley sobreviveu à guerra, mas não ileso. Foi ferido duas vezes nas trincheiras da Frente Ocidental.

Harley voltou para a Austrália, mas morreu em 1934 devido a um câncer possivelmente relacionado à exposição a gases nas trincheiras, uma consequência comum entre soldados australianos que enfrentaram guerra química na Primeira Guerra.

A garrafa que os dois lançaram ao mar em 1916 sobreviveu a ambos por quase um século.

Como a garrafa dos soldados australianos sobreviveu mais de 100 anos enterrada na areia

O professor Charitha Pattiaratchi, especialista em oceanografia costeira, explicou que a garrafa dos soldados australianos provavelmente ficou apenas algumas semanas na água antes de aportar na costa.

Depois de chegar à praia, a garrafa ficou enterrada na areia por mais de 100 anos, protegida das intempéries pela camada de areia que a cobriu e pela vedação da própria garrafa de vidro Schweppes.

Recentes marés fortes e a erosão das dunas na região de Wharton expuseram a garrafa novamente, e foi nesse momento que Debra Brown e sua família a encontraram durante a limpeza de praia.

As cartas estavam molhadas, mas legíveis.

A combinação de vidro grosso, areia compactada e clima seco da costa australiana criou condições de preservação que mantiveram as palavras dos soldados australianos intactas por mais de um século.

O papel resistiu porque ficou protegido da luz solar e do oxigênio durante todo o período em que esteve enterrado.

A reação das famílias ao lerem as palavras dos soldados australianos escritas em 1916

Uma garrafa lançada ao mar por dois soldados australianos em 1916 a caminho das trincheiras da Primeira Guerra Mundial ficou enterrada na areia por mais de 100 anos e as cartas dentro dela ainda estavam legíveis quando foram encontradas

Debra Brown usou registros civis para localizar os descendentes dos soldados australianos que escreveram as cartas.

Encontrou Herbie Neville, sobrinho-neto de Malcolm, e os familiares de Harley.

Herbie descreveu a descoberta como inacreditável e profundamente emocionante ao ler as palavras do tio-avô que mostrava coragem e esperança semanas antes de morrer em combate.

Para a família de Neville, a carta foi como ouvir a voz de alguém que morreu há mais de 100 anos.

Ann Turner, neta de Harley, relatou que ela e os outros quatro netos ficaram absolutamente maravilhados.

Turner descreveu a sensação como se o avô estivesse falando do além, e chamou a descoberta de milagre, fortalecendo a memória da família sobre a participação dos soldados australianos na Primeira Guerra Mundial.

Debra Brown pretende entregar oficialmente as cartas às famílias.

Uma garrafa, duas cartas e 100 anos de silêncio na areia

Dois soldados australianos lançaram uma garrafa ao mar em 1916, a caminho de uma guerra que mataria um deles e feriria o outro.

As cartas que escreveram dentro da garrafa sobreviveram a mais de 100 anos enterradas na areia, e quando foram encontradas, as palavras dos soldados australianos ainda estavam legíveis, carregando esperança, coragem e uma expressão de felicidade que o destino não permitiu que durasse.

A garrafa atravessou mais tempo do que as vidas que a criaram. E as palavras dentro dela provam que, às vezes, o que um soldado escreve para a mãe antes de ir para a guerra pode durar mais do que impérios inteiros.

O que você faria se encontrasse uma garrafa com cartas de mais de 100 anos na praia? Acha que ainda existem outras garrafas de soldados australianos enterradas em praias do mundo? O que te emocionou mais nessa história? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem ama história e histórias humanas.

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José Carlos de Souza Santos
José Carlos de Souza Santos
01/04/2026 07:14

É bem curioso essa história mas interessante deve haver sim outras garrafas que nunca foram encontradas.
01/04/2026

Anonimo Calvo da Silva Oliveira Santos
Anonimo Calvo da Silva Oliveira Santos
01/04/2026 03:36

A única garrafa no mar da qual eu tenho conhecimento (obviamente existem muitas outras) é a garrafa com a verdade sobre o One Piece

Anonimo Calvo Santos da Silveira Salto Olímpico
Anonimo Calvo Santos da Silveira Salto Olímpico
Em resposta a  Anonimo Calvo da Silva Oliveira Santos
01/04/2026 03:40

Por sinal, se vc n percebeu, meu nome é um pseudônimo, compare meu nome do comentário vs dessa resposta e vc entenderá caso ainda não tenha notado

João Nazaré Oliveira Rodrigues
João Nazaré Oliveira Rodrigues
31/03/2026 21:39

Fantástico coisa quê Deus pode explicar

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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