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Arqueólogos abrem câmara funerária no pátio da Tumba de Seneb em Luxor com 22 caixões pintados de Cantores de Amun empilhados em 10 fileiras e 8 papiros selados dentro de um pote de cerâmica

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 12/05/2026 às 06:30 Atualizado em 12/05/2026 às 06:33
Câmara funerária da Tumba de Seneb em Qurna com caixões pintados
Vista da câmara recém-aberta sob o pátio da Tumba de Seneb.
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Missão da Fundação Zahi Hawass e do Conselho Supremo de Antiguidades acha câmara escavada na rocha no pátio sudoeste da Tumba de Seneb, em Qurna, com caixões empilhados em 10 fileiras e papiros selados intactos dentro de um pote de cerâmica.

Arqueólogos do Egito encontraram um lote de Cantores de Amun em câmara escavada na rocha sob o pátio sudoeste da Tumba de Seneb, em Qurna, margem oeste de Luxor.

De acordo com o Daily News Egypt, o anúncio veio em 28 de fevereiro de 2026.

De acordo com o Conselho Supremo de Antiguidades, a missão é dirigida pela Fundação Zahi Hawass para a Herança e Antiguidades.

Em paralelo, a câmara guardava 22 caixões de madeira pintada com múmias dentro e oito papiros selados num pote grande de cerâmica.

Conforme o ministro do Turismo e Antiguidades, Sherif Fathy, o achado é uma adição significativa ao registro arqueológico do país.

Câmara escavada na rocha com caixões em 10 fileiras horizontais

Conforme a equipe, a escavação revelou uma câmara retangular cortada na rocha, usada como depósito funerário. Conforme reportagem da Archaeology Wiki, os egípcios antigos empilharam os caixões em dez fileiras horizontais.

Caixões pintados dos Cantores de Amun em câmara escavada na rocha
Caixões pintados de madeira são removidos da câmara funerária em Qurna. Foto: representação editorial.

Em outras palavras, tampas e bases foram separadas para aproveitar ao máximo o volume da sala. Esse arranjo cuidadoso indica que o depósito não foi improvisado.

Na prática, a câmara mostra reuso intencional. Tumbas anteriores serviram de depósito ritual em fases mais tardias.

Por outro lado, o aproveitamento espacial sugere planejamento ritual. Por outro lado, cada caixão tem títulos hieroglíficos próprios e conserva sua pintura original.

Cantores de Amun: classe sacerdotal feminina dos templos

O título mais comum entre os 22 mumificados é “Cantor de Amun”, em alguns casos “Cantora de Amun”.

Conforme o Jerusalem Post, essa categoria sacerdotal cantava nos rituais diários ao deus Amun em Karnak e em outros templos do alto Egito.

Necrópole de Sheikh Abd el-Qurna vista do alto, com entradas de tumbas no flanco da colina
Vista da necrópole tebana de Sheikh Abd el-Qurna, na margem oeste de Luxor. Foto: representação editorial.

Segundo a missão de Hawass, o grupo abre uma nova janela sobre essa classe profissional. De acordo com a arqueologia tebana, os Cantores de Amun apareceram em larga escala a partir da 21ª Dinastia.

De fato, é a maior concentração já registrada dessa classe num único depósito. As últimas dezenas de mumificações pertencem ao período entre 1069 a.C. e 664 a.C.

Por consequência, abre uma nova janela para entender a vida ritual feminina no Egito. Vale lembrar que poucos arquivos comparáveis chegaram intactos.

Oito papiros selados dentro de um pote de cerâmica

Além disso, os arqueólogos encontraram oito papiros enrolados dentro de um único grande pote de cerâmica. Conforme Egyptian Streets, alguns ainda preservam os selos de argila originais.

Conservador examina papiro selado dos Cantores de Amun em laboratório
Conservador examina rolo de papiro selado encontrado em Qurna. Foto: representação editorial.

Em outras palavras, ninguém ainda leu o conteúdo. Os textos vão por análise química e abertura mecânica em fase posterior.

De acordo com a equipe, as dimensões dos rolos variam. Restauradores trabalham no Museu Egípcio em Cairo para definir o protocolo de abertura sem destruir a estrutura.

Por sua vez, papiros selados intactos do Período Intermediário III são raros. A última descoberta em quantidade comparável foi nos anos 1960.

Período Intermediário III: dinastias 21 a 25

De fato, os caixões datam das dinastias 21 a 25, entre 1069 a.C. e 664 a.C. Conforme o Ancient Origins, esse intervalo cobre a fragmentação política depois do colapso do Novo Império.

Em paralelo, Tebas se torna o centro religioso enquanto o poder político se desloca para o Delta. Por consequência, sacerdotes e cantores ganham peso administrativo.

Segundo Hawass, o achado oferece “novas luzes sobre o Período Intermediário III”. Conforme o ex-ministro de Antiguidades, esse intervalo é mal documentado em comparação com Novo e Médio Império.

De fato, ainda há lacunas em datas exatas. A pintura dos caixões deve ajudar a refinar a cronologia oficial das dinastias 21-25.

Tumba de Seneb: como o pátio escondeu um depósito por 3.000 anos

Por exemplo, a Tumba de Seneb é uma sepultura tebana clássica esculpida na rocha. Por consequência, seu pátio funcionou como entrada cerimonial. Depois virou teto improvisado da câmara secundária.

Arqueólogos egípcios examinam entrada de tumba em Sheikh Abd el-Qurna
Arqueólogos da Fundação Zahi Hawass examinam acesso à câmara recém-aberta. Foto: representação editorial.

De fato, a câmara recém-aberta era invisível na superfície, conforme a missão. O pátio cobria a entrada com uma laje rebaixada.

Outras descobertas seguiram caminho parecido. Em maio, o Egito anunciou a câmara secreta lacrada há 4.500 anos na Pirâmide de Quéops, em paralelo ao mesmo programa de Hawass.

Por sua vez, outras tumbas tebanas guardam material parecido. A redescoberta da cidade medieval de Rungholt no Mar do Norte serve de exemplo de como contextos preservados podem virar arquivos primários.

Vasilhas de cerâmica para insumos da mumificação

Por sua vez, além dos caixões e papiros, a câmara guardava potes cerâmicos usados para insumos da mumificação. Conforme o ministro Sherif Fathy, essas vasilhas armazenavam resinas e óleos rituais.

Para entender o contexto, esses recipientes ainda não foram analisados. Em paralelo, restauradores avaliam se há vestígios químicos preservados.

De acordo com a equipe de campo, o material indica uma operação ritual organizada. Em outras palavras, não foi um sepultamento improvisado.

Além disso, o ministério prepara mostra pública após a fase de conservação. O calendário não foi divulgado.

Implicações para o turismo e para a história dos Cantores de Amun

  • 22 caixões de madeira pintada empilhados em 10 fileiras horizontais
  • 8 papiros selados intactos dentro de um pote de cerâmica
  • Período Intermediário III — dinastias 21 a 25 (1069-664 a.C.)
  • Tomb of Seneb — pátio sudoeste, necrópole de Qurna, Luxor
  • Fundação Zahi Hawass — missão coordenada com o Conselho Supremo de Antiguidades

Em comparação, achados de caixões em depósitos coletivos costumam reunir cinco a dez peças. Conforme a Fundação Hawass, este passa de quatro vezes a média.

Para o turismo, o Egito ganha nova vitrine. Por sua vez, o setor cultural projeta novo impulso após a inauguração do Grande Museu Egípcio.

Ressalva sobre os Cantores de Amun e os próximos passos

Os papiros ainda estão fechados. Conforme a equipe, a abertura requer protocolo controlado em laboratório, sem prazo público.

Por outro lado, a identificação individual das 22 múmias depende de exames adicionais. A análise de DNA pode revelar parentesco entre algumas Cantoras de Amun.

Será que o Brasil tem hoje estrutura comparável para abrir, conservar e expor um achado dessa escala? O Egito mostra o limite atual: dezenas de equipes, ministério dedicado e décadas de continuidade institucional.

Ainda assim, o cronograma oficial segue em aberto. A Fundação Hawass deve liberar novos detalhes em conferências previstas para o segundo semestre de 2026.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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