Tumba 3 com cerca de 1.000 anos e dezenas de peças de ouro é descoberta no Museu Parque Arqueológico El Caño, ampliando evidências sobre a realeza Coclé no Panamá
A descoberta da Tumba 3, com cerca de 1.000 anos e repleta de peças de ouro, foi anunciada em 20 de fevereiro, pelo Ministério da Cultura do Panamá, no Museu Parque Arqueológico El Caño, reforçando a relevância arqueológica do sítio e ampliando o conhecimento sobre a realeza Coclé.
A estrutura funerária, atribuída à realeza Coclé, foi localizada no sítio arqueológico de El Caño, na província de Coclé. O povo indígena habitava a região antes da chegada dos exploradores espanhóis ao istmo, em 1501.
O Ministério da Cultura classificou o achado como um acontecimento de grande relevância para a arqueologia panamenha e para o estudo das sociedades pré-hispânicas do istmo centro-americano. A pasta também destacou o potencial científico e educativo da escavação.
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Segundo María Eugenia Herrera, ministra da Cultura do Panamá, o objetivo é consolidar o Museu de El Caño como centro de investigação e educação voltado aos panamenhos e visitantes interessados nas origens e na história do país.

Tumba 3 teve identificação inicial em 2009
Embora a escavação tenha sido concluída apenas em 2026, a identificação da Tumba 3 remonta a 2009. Naquele ano, pesquisadores detectaram alta concentração de materiais cerâmicos e fragmentos metálicos na área.
A confirmação de que se tratava de uma tumba de grandes proporções levou à realização de um trabalho arqueológico aprofundado. A partir desse momento, as investigações avançaram de forma sistemática até a conclusão recente.
Estrutura revela enterro múltiplo e indícios de hierarquia
As escavações revelaram uma estrutura complexa, composta por oferendas e um enterro múltiplo. No centro da tumba foi encontrado um indivíduo estendido, cercado por outros corpos.
A disposição dos sepultamentos sugere hierarquia. De acordo com a Eco TV Panamá, a posição central e os objetos associados ao principal enterrado reforçam seu elevado status sociopolítico dentro da comunidade.
Entre os artefatos recuperados estão ornamentos metálicos e diversas peças de ouro, como peitorais, protetores de orelha e braceletes.
Também foram encontradas cerâmicas elaboradas, algumas decoradas com iconografia vinculada à tradição artística local.
O conjunto indica riqueza material e domínio técnico em áreas como ourivesaria e produção cerâmica, evidenciando a sofisticação alcançada pelo grupo social relacionado à Tumba 3.

Descobertas anteriores reforçam importância de El Caño
O sítio arqueológico já vinha apresentando vestígios significativos do passado pré-hispânico. Em 2024, arqueólogos identificaram outra tumba no local, datada de 750 d.C., atribuída a um membro da alta sociedade Coclé.
A nova descoberta amplia o panorama sobre estruturas de poder e rituais funerários praticados por esse povo.
A Tumba 3 contribui para aprofundar a compreensão sobre o período de maior desenvolvimento sociopolítico em El Caño.
Ministério prevê atualização das narrativas históricas
Segundo o Ministério da Cultura, a Tumba 3 deverá fornecer dados essenciais para reavaliar relações e dinâmicas históricas regionais.
O órgão afirmou que a tumba enriquecerá o conteúdo educativo e permitirá atualizar narrativas sobre o passado pré-hispânico.
A pasta também destacou o impacto contemporâneo da descoberta. Para as comunidades atuais da região, os achados fortalecem a identidade cultural e o reconhecimento de um passado ancestral trabalhado com delicadeza e técnica.
Com a conclusão da escavação, a Tumba 3 passa a integrar o conjunto de evidências que ajudam a reconstruir a história das sociedades que floresceram no istmo centro-americano antes da colonização europeia, consolidando El Caño como referência arqueológica no Panamá e ampliando a compreensão histórica regional.
Com informações de Aventuras na História.

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