Presidente mira parceiros do bloco com discurso protecionista que promete elevar custos de importação em 10%
Em discurso realizado no último domingo, 6 de julho de 2025, o atual presidente norte-americano Donald Trump voltou a provocar alvoroço nos bastidores econômicos globais.
Durante evento oficial de campanha, Trump defendeu, com veemência, a aplicação de uma tarifa extra de 10% sobre produtos importados de países parceiros do Brics.
Segundo informações publicadas pela agência Reuters e confirmadas pelo The New York Times, Trump afirmou que, durante seu mandato, a medida seguirá como prioridade.
Brics segue em expansão estratégica
Vale ressaltar que, em 2024, o Brics oficializou a entrada de novos membros estratégicos, incluindo Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Essa expansão amplia o poder de negociação do grupo no comércio internacional.
Por isso, especialistas avaliam que uma tarifa adicional de 10% pode agravar tensões diplomáticas entre parceiros econômicos.
Há projeções de aumento nos custos de insumos e commodities, sobretudo petróleo e alimentos, caso exportadores como Brasil e Arábia Saudita enfrentem barreiras.
Impactos econômicos geram incertezas
De acordo com dados do World Trade Organization (WTO), os Estados Unidos movimentaram cerca de 3,1 trilhões de dólares em importações no ano de 2024.
Boa parte dessas importações vem de países alinhados ao Brics, o que preocupa investidores e líderes empresariais.
Por essa razão, analistas alertam que, enquanto a tarifa valer, ela pode reduzir a competitividade de produtos estrangeiros nos EUA.
O aumento de custos poderá atingir diretamente consumidores norte-americanos, elevando a inflação e impactando a cadeia produtiva local.
Apesar disso, Trump reforça que seu objetivo é proteger indústrias locais e garantir empregos, principalmente nos setores manufatureiros mais fragilizados.
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Reações globais e posicionamentos divergentes
Representantes dos países-membros do Brics reagem com cautela, mas não descartam possíveis medidas retaliatórias contra a proposta.
Em nota oficial divulgada, o Itamaraty reiterou o compromisso do Brasil com o livre comércio internacional.
O órgão alertou que uma guerra tarifária não contribui para a estabilidade econômica mundial, já tão afetada por crises recentes.
Por outro lado, lideranças republicanas próximas a Trump defendem que o protecionismo pode restabelecer o equilíbrio na balança comercial.
Historicamente, os EUA registram déficit elevado com China e outros parceiros estratégicos do bloco Brics, o que alimenta críticas internas.
Próximos passos antes das eleições de novembro
O tema promete permanecer no centro do debate político norte-americano.
Democratas e economistas críticos alertam para possíveis retaliações, aumento de preços e danos a relações diplomáticas consolidadas.
Segundo o Council on Foreign Relations, ainda há dúvidas se o Congresso aprovaria medidas tão abrangentes em um curto prazo.
Mesmo assim, o discurso de Trump já impacta mercados financeiros e impulsiona discussões entre aliados e adversários do Brics.
Assim, o cenário comercial global permanece volátil, com negociações multilaterais em estado de alerta.

