O Estaleiro Rio Grande bateu a quilha do primeiro navio Handymax de 16 mil toneladas para a Transpetro. A Ecovix vai construir 13 embarcações, já recebeu 11 mil toneladas de aço e projeta até 5 mil empregos diretos e indiretos.
O Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, começou a montar o primeiro navio Handymax encomendado pela Transpetro em uma cerimônia realizada em 15 de outubro de 2026. A embarcação terá 16 mil toneladas de porte bruto, capacidade de transportar derivados de petróleo e abre uma sequência de encomendas que chegará a 13 navios construídos pela Ecovix para a subsidiária da Petrobras.
A primeira etapa envolve quatro navios Handymax, mas a carteira inclui também embarcações para gás de cozinha e petroleiros de médio porte. O plano de construção prevê até 5 mil empregos diretos e indiretos nos diferentes projetos, enquanto mais de 500 profissionais já foram mobilizados nos trabalhos do estaleiro ao longo de 2026.
Batimento de quilha marca montagem do primeiro Handymax após seis meses de preparação
O marco desta quinta-feira foi o batimento de quilha, cerimônia que simboliza a formação da estrutura central do casco. No Estaleiro Rio Grande, a etapa ocorreu cerca de seis meses depois do começo do processamento do aço, iniciado em abril, quando as chapas começaram a ser preparadas para a fabricação do navio.
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Os quatro Handymax integram o Programa Mar Aberto, iniciativa de renovação e ampliação da frota de transporte marítimo da Transpetro. Cada embarcação terá capacidade de 16 mil toneladas de porte bruto, medida que considera o peso máximo de carga, combustíveis e suprimentos transportados dentro das condições de operação do navio.
Os novos petroleiros serão destinados aos chamados derivados claros de petróleo: diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação. A Transpetro pretende reforçar seu transporte marítimo com embarcações próprias para movimentar combustíveis nos portos atendidos pela companhia.
Onze mil toneladas de aço já chegaram ao estaleiro e mais de 65% dos equipamentos foram adquiridos
A construção começou antes da cerimônia de outubro. O complexo recebeu 11 mil toneladas de aço provenientes da Indonésia para o programa de fabricação. Segundo informações divulgadas pela Ecovix, mais de 65% dos equipamentos previstos para a montagem já haviam sido adquiridos quando a quilha foi batida.
O processamento de aço alimentou as frentes de fabricação de peças do casco e preparação da montagem. O trabalho no complexo da Ecovix mobilizou mais de 500 pessoas ao longo deste ano. Operários e representantes da Transpetro acompanharam a cerimônia que marcou a nova etapa da obra.
Encomenda total de 13 navios inclui tanques para gás de cozinha e petroleiros MR1
Além dos quatro Handymax, a carteira da Ecovix contempla cinco navios-tanque pressurizados para transporte de gás liquefeito de petróleo, conhecido como GLP ou gás de cozinha, e derivados. Há ainda quatro embarcações MR1, categoria de navios-tanque de médio porte destinada à movimentação de produtos no transporte marítimo.
Com esse conjunto, o estaleiro passa a ter uma sequência de projetos com diferentes soluções para a logística de combustíveis. A promessa de até 5 mil postos de trabalho abrange a execução desses contratos e inclui empregos indiretos. O número divulgado é uma projeção, não uma contagem de vagas atualmente abertas para contratação.
Transpetro tenta ampliar frota própria enquanto polo naval retoma atividade
A Transpetro, subsidiária logística da Petrobras, quer aumentar a capacidade de seus navios para acompanhar as necessidades de movimentação de produtos e reduzir limitações operacionais da frota. O diretor de Transporte Marítimo da companhia, Jones Soares, apresentou a encomenda como parte do retorno dos investimentos em embarcações próprias.
O valor anunciado para o contrato dos quatro Handymax foi de aproximadamente US$ 278 milhões, de acordo com cobertura local do projeto. As unidades serão entregues em etapas, conforme avançar a construção. O batimento de quilha confirma uma fase de execução industrial, enquanto datas de entrega e o total de empregos dependerão do andamento da carteira.
O próximo passo é continuar a montagem do primeiro casco, seguida pelos trabalhos de equipamentos, sistemas e testes. O avanço poderá ser acompanhado no próprio Estaleiro Rio Grande, que já recebe aço e mobiliza mão de obra para as embarcações. Você acredita que novas encomendas de navios podem sustentar a recuperação da indústria naval brasileira? Deixe sua opinião.
