A Toyota submeteu a Hilux BEV a um teste extremo no Reino Unido: mesmo depois de receber o impacto de um trailer de 760 kg, a picape elétrica permaneceu funcionando e saiu do local sem auxílio.
A Toyota colocou a nova Hilux elétrica diante de um teste incomum no Reino Unido ao içar um trailer de 760 kg a cerca de nove metros de altura e soltá-lo diretamente sobre a picape. O impacto amassou o teto, quebrou vidros e deformou a caçamba, mas o veículo continuou funcionando e conseguiu deixar o local por conta própria.
Segundo a CNN Brasil, em reportagem publicada em 5 de outubro de 2026, a ação foi organizada pela fabricante como uma demonstração da resistência da Hilux BEV. O teste também fez referência aos antigos desafios realizados pelo programa britânico Top Gear com versões anteriores da picape.
Trailer de 760 kg caiu sobre a Hilux elétrica a cerca de 9 metros de altura

Para realizar o teste, a Toyota utilizou um guindaste para levantar o trailer até aproximadamente nove metros. A estrutura de 760 kg foi então liberada sobre a Hilux BEV, atingindo diretamente a carroceria da picape elétrica.
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A colisão deixou marcas visíveis no veículo: o teto ficou amassado, algumas janelas se quebraram e a caçamba sofreu deformações. Ainda assim, o conjunto elétrico permaneceu operacional, permitindo que a Hilux se movimentasse depois do impacto.
O teste foi preparado como uma referência à reputação de resistência construída pela Hilux ao longo de diferentes gerações. A picape ganhou projeção internacional também por desafios realizados pelo Top Gear, que submeteu modelos com motor a combustão a condições severas.
Agora, com a mudança para a propulsão elétrica, a montadora procura demonstrar que essa característica continua presente. Para a Toyota, o resultado mostrou que a resistência associada ao modelo não desapareceu com a substituição do conjunto mecânico convencional por motores elétricos.
Toyota colocou dois motores elétricos e 196 cv na nova Hilux BEV
A Hilux utilizada no teste é a versão BEV, sigla usada para veículos totalmente elétricos movidos por bateria. A picape utiliza dois motores, distribuídos entre os eixos dianteiro e traseiro para formar o sistema de tração.
O motor dianteiro entrega 111 cv e 20,9 kgfm de torque, enquanto a unidade traseira desenvolve 175 cv e 27,2 kgfm. A combinação dos dois propulsores resulta em 196 cv, equivalentes a 144 kW de potência combinada.
A adoção de uma versão totalmente elétrica coloca a Hilux em uma etapa diferente de sua trajetória, enquanto fabricantes ampliam o uso de novas motorizações em segmentos tradicionalmente associados a motores a combustão. Esse movimento ocorre enquanto diferentes cadeias industriais entram em uma nova fase com projetos ligados à eletrificação e à demanda crescente por matérias-primas utilizadas em baterias.
Apesar da soma individual dos números apresentados para cada motor, a Toyota não informou um valor oficial de torque combinado para o sistema. Por isso, os valores de cada eixo não devem ser simplesmente somados para determinar o torque total disponível na picape.
Bateria de 59,2 kWh permite autonomia declarada de 257 km

A energia dos dois motores vem de uma bateria de 59,2 kWh. De acordo com os dados divulgados pela Toyota, a Hilux BEV possui autonomia declarada de 257 quilômetros segundo o ciclo WLTP, padrão utilizado para medir consumo e alcance de veículos.
O alcance mostra que a proposta elétrica também traz diferenças práticas em relação às versões convencionais da Hilux. Além da autonomia disponível em cada carga, o uso diário passa a depender da infraestrutura de recarga e da potência oferecida pelos carregadores utilizados.
Em corrente alternada, a picape aceita recarga de até 10 kW. Nessas condições, a Toyota estima aproximadamente 6 horas e 30 minutos para elevar a bateria de 10% a 100%.
A estratégia de ampliar tecnologias ligadas à eletrificação ocorre enquanto setores responsáveis pelo fornecimento de materiais para essas cadeias buscam novas formas de financiar projetos. No caso dos veículos elétricos, bateria, motores e sistemas eletrônicos passam a ocupar um papel central que antes era concentrado principalmente no motor a combustão e no tanque de combustível.
Recarga rápida leva bateria de 10% a 80% em cerca de 30 minutos
A Hilux BEV também pode utilizar carregadores rápidos de corrente contínua. Nesse tipo de equipamento, a potência máxima aceita chega a 150 kW, bem acima dos 10 kW disponíveis na recarga em corrente alternada.
Segundo a Toyota, uma estação compatível permite levar a bateria de 10% a 80% em aproximadamente 30 minutos. O tempo representa uma diferença relevante em relação à recarga completa em corrente alternada, embora dependa da disponibilidade de um carregador capaz de fornecer a potência necessária.
O teste com o trailer não mediu autonomia nem velocidade de recarga. A ação teve como objetivo demonstrar a capacidade de a nova versão elétrica continuar funcionando depois de sofrer um impacto severo sobre a carroceria, dentro de uma apresentação preparada pela própria fabricante.
Depois da queda de 760 kg a cerca de nove metros, a Hilux BEV terminou o teste com danos estruturais visíveis, mas ainda capaz de se movimentar por meios próprios. O resultado foi usado pela Toyota para associar a versão elétrica à reputação de resistência construída pelas gerações anteriores da picape.

