O computador da Apollo pesava 70,1 libras (31,8 kg) e consumia 70 watts, segundo relatório da NASA de 1988, que também mostra a memória fixa saltando de 4K para 36K palavras durante o projeto.
O computador da Apollo, o AGC (Apollo Guidance Computer), pesava 31,8 kg e gastava 70 watts, segundo o relatório *Computers in Spaceflight: the NASA Experience*, escrito por James Tomayko em março de 1988 para a NASA. O mesmo modelo ia na cápsula e no módulo lunar.
A conta de 31,8 kg é do CPG: o relatório fala em 70,1 libras.
Quanto pesava e quanto gastava o computador da Apollo?
O relatório da NASA descreve o computador da Apollo na versão Block II, com 24 por 12,5 por 6 polegadas.
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Na conversão do CPG, são cerca de 61 por 32 por 15 centímetros.
De acordo com o relatório, o peso do computador da Apollo era de 70,1 libras, e a energia exigida, de 70 watts em 28 volts de corrente contínua. A máquina do módulo lunar era idêntica à da cápsula.
Na cápsula, o computador da Apollo ficava em um compartimento de equipamentos, perto da estação do navegador.
Como era o computador da Apollo por dentro?
Segundo o relatório da NASA, a palavra de dados do computador da Apollo tinha 16 bits: 14 de dados, um de sinal e um de paridade.
Conforme o mesmo texto, o relógio rodava a 1 megahertz. A memória do Block II tinha um trecho apagável, feito de núcleos de ferrite, e seis módulos de memória fixa do tipo corda de núcleos.
Quanta memória o computador da Apollo teve no fim?
O relatório da NASA mostra que a configuração final do computador da Apollo tinha 36K palavras de memória fixa e 2K de apagável.
K, na computação, vale 1.024. Então 36K são 36.864 palavras fixas e 2K são 2.048 apagáveis. O relatório confirma a conta: a memória fixa tinha seis módulos de 6.144 palavras de 16 bits.
Quanto a memória cresceu durante o projeto?
Conforme o relatório da NASA, o projeto original do MIT previa 4K palavras fixas e 256 apagáveis. Em junho de 1963, eram 10K fixas e 1K apagável. Depois vieram 12K, 24K e, por fim, 36K.

Pelas contas do CPG com esses números, a memória fixa foi multiplicada por 9 (36K sobre 4K) e a apagável por 8 (2K sobre 256 palavras).
O relatório fala em aumento de 18 vezes na memória fixa e de 16 vezes na apagável sobre as estimativas originais.
O CPG não conseguiu reconciliar esses multiplicadores com os números listados no mesmo texto, que dão 9 e 8. Os dois são exatamente o dobro (18 contra 9, 16 contra 8), mas o texto não diz por quê.
Por que a falta de memória virou problema de software?
Segundo o relatório da NASA, a falta de memória causou problemas constantes no desenvolvimento do software, mesmo depois do aumento.
Parte das funções e recursos teve de ser abandonada por causa do tamanho dos programas.
Como funcionava a memória fixa da Apollo?
Segundo o relatório, a memória fixa usava a corda de núcleos, em inglês core rope. Cada núcleo armazenava quatro palavras, e até 64 fios podiam passar por ele.
A vantagem era guardar mais informação em menos espaço. A desvantagem: era difícil de fabricar, e os dados não podiam ser mudados depois que saíam da fábrica.
Como o computador da Apollo se compara ao do Gemini?
O mesmo relatório da NASA traz o peso do computador do Gemini: 58,98 libras, cerca de 26,8 kg.
O da Apollo, com 70,1 libras, era cerca de 19% mais pesado, uma diferença de 5 kg. A conta é do CPG: 70,1 dividido por 58,98 dá 1,19.
Em volume, a caixa da Apollo era cerca de metade da do Gemini: 1.800 polegadas cúbicas contra 3.494, pelas medidas do relatório.
Onde ler mais sobre a Apollo e a NASA?
O CPG também publicou sobre as provas do pouso na Lua e sobre a engenharia que transformou a maior falha da NASA em triunfo.
