Austrália abre mão de caminhonetes a diesel para utilizar a Hilux elétrica nas mineradoras
A Austrália terá uma frota com milhares de Toyota Hilux elétricas para ser utilizada em mineradoras, abrindo mão do motor turbo diesel. O projeto poderá acontecer graças ao trabalho conjunto entre a SEA Electric — especialista nesse tipo de conversão — e a MEVCO, que presta serviços de frota para um dos países líderes globais em mineração.
A SEA Electric afirmou que as caminhonetes serão completamente funcionais, e aguentarão todo o tranco que é necessário para um veículo utilizado em mineradoras. Ao todo, 8.500 Toyota elétricos serão produzidos, sendo que a Hilux vai compor a maioria deles e o Land Cruiser será o complemento.
Números surpreendentes da nova Toyota Hilux
As caminhonetes terão um sistema de média tensão, que dispensa gerenciamento térmico ativo das baterias e, desse modo, reduz custos e facilita a manutenção. Além disso, haverá opções tanto 4×2 quanto 4×4 da Hilux, com dois tamanhos diferentes de bateria.
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A maior bateria tem 60 kWh, com alcance de 260 km, segundo estimativas. Já na versão de 80 kWh, o alcance é de 380 km, sendo que ambas podem ser carregadas em corrente contínua; suficiente para levar a carga de zero a 80% em menos de uma hora. Para completar, as células de energia têm cinco anos de garantia.
Segundo a Toyota, o motor elétrico do veículo é dianteiro e contará com 182 cv. A grande vantagem está nos 71,4 kgfm de torque, que permitem uma grande melhora na operação em terrenos desafiadores. Assim, a Hilux elétrica se torna o carro certo para a utilização nas mineradoras.
A Toyota Hilux elétrica poderá ser utilizada em mineradoras brasileiras?
Cada vez mais, carros a combustão têm sido convertidos em modelos elétricos, com a preservação do estilo e a alteração do meio de propulsão. Essas mudanças no setor automobilístico apresentam vantagens comerciais, que serão exploradas por mineradoras da Austrália.
Como a Austrália está sempre perto do Brasil na lista das maiores mineradoras do mundo, o sucesso no outro lado do Hemisfério Sul pode, certamente, estimular mudanças parecidas por aqui.

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