Santa Catarina chegou a 8,3 milhões de moradores nas estimativas de 2026 e teve o maior ganho absoluto entre os estados, com 125,7 mil pessoas a mais em um ano. Florianópolis, Joinville, Palhoça, Itajaí, Chapecó e São José ficaram entre as 20 cidades com maiores aumentos populacionais do Brasil inteiro.
Santa Catarina voltou a aparecer em posição de destaque nas estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação entre 2025 e 2026, o estado ganhou aproximadamente 125,7 mil moradores, o maior aumento absoluto registrado entre as unidades da Federação no período, e chegou a uma população estimada de 8,3 milhões de pessoas.
O avanço não ficou concentrado em apenas uma cidade. Seis municípios de Santa Catarina entraram na lista dos 20 que mais adicionaram habitantes em números absolutos no país: Florianópolis, Joinville, Palhoça, Itajaí, Chapecó e São José. O desempenho ajuda a explicar por que o crescimento populacional catarinense chama atenção, embora os números do IBGE não permitam concluir, isoladamente, que todo esse avanço decorra de migração.
Santa Catarina ganhou 125,7 mil moradores em apenas um ano
A comparação divulgada em 1º de setembro de 2026 coloca Santa Catarina na liderança nacional quando o critério é o número absoluto de habitantes adicionados entre as duas estimativas anuais. Foram 125,7 mil pessoas a mais no intervalo.
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Com isso, a população estimada do estado chegou a aproximadamente 8,3 milhões de moradores. O número reforça uma tendência de expansão demográfica que não aparece apenas nas maiores cidades, mas também em diferentes regiões catarinenses.
O resultado chama atenção porque Santa Catarina não é o estado mais populoso do Brasil, mas conseguiu adicionar mais habitantes em termos absolutos do que qualquer outra unidade federativa nesse intervalo.
Essa característica torna o crescimento ainda mais visível quando os municípios são analisados individualmente.
Seis cidades catarinenses entraram no top 20 nacional
A presença catarinense no ranking municipal é expressiva. Entre os 20 municípios brasileiros com maior aumento absoluto de população entre 2025 e 2026, seis estão em Santa Catarina.
A lista inclui Florianópolis, Joinville, Palhoça, Itajaí, Chapecó e São José. Isso significa que quase um terço das posições do top 20 pertence a municípios catarinenses.
Não se trata, portanto, apenas de um crescimento puxado pela capital. Cidades do litoral, da região metropolitana, do Norte e do Oeste aparecem entre os maiores ganhos populacionais absolutos do Brasil.
O movimento também indica que o aumento de moradores está distribuído entre centros urbanos com características econômicas e geográficas diferentes.
Florianópolis ganhou 10.884 moradores e ficou em quarto lugar no Brasil

Florianópolis aparece como o município catarinense mais bem colocado na comparação absoluta. A capital ganhou 10.884 moradores entre 2025 e 2026, ficando na quarta posição nacional.
Apenas Manaus, Boa Vista e Brasília registraram aumentos absolutos maiores. Manaus liderou o levantamento com 23.369 moradores adicionais, seguida por Boa Vista, com 15.488, e Brasília, com 13.097.
Florianópolis ficou muito próxima da marca de 11 mil novos moradores estimados em apenas um ano.
Entre as capitais, a cidade catarinense também teve o segundo maior avanço proporcional, ficando atrás somente de Boa Vista, segundo a publicação baseada nos dados do IBGE.
Joinville adicionou mais 9,4 mil moradores

A segunda cidade de Santa Catarina no ranking é Joinville. O município ganhou 9.439 habitantes e ficou em sexto lugar na classificação nacional.
Joinville também permanece como a cidade mais populosa de Santa Catarina, com aproximadamente 673,9 mil moradores na estimativa divulgada para 2026.
A presença simultânea de Florianópolis e Joinville nas primeiras posições mostra duas dinâmicas relevantes: tanto a capital estadual quanto o maior município catarinense continuam aumentando suas populações.
Juntas, Florianópolis e Joinville adicionaram mais de 20 mil moradores no intervalo analisado.
Palhoça e Itajaí também aparecem entre os maiores crescimentos
Palhoça aparece na décima posição nacional, com 7.818 habitantes adicionais entre as estimativas de 2025 e 2026.
A presença do município reforça o peso da região da Grande Florianópolis no avanço populacional catarinense, já que a própria capital e São José também aparecem no top 20.
Logo depois está Itajaí. A cidade ganhou 7.397 moradores e ficou na 12ª posição entre os municípios brasileiros que mais aumentaram de população em números absolutos.

Florianópolis, Palhoça e São José formam um grupo de três cidades da mesma área metropolitana entre as maiores altas absolutas do país, enquanto Itajaí amplia o peso do litoral catarinense no levantamento.
Chapecó leva crescimento também para o Oeste do estado
O fenômeno não ficou restrito ao litoral. Chapecó, principal cidade do Oeste catarinense entre as listadas, ganhou 6.522 habitantes na comparação anual.
Esse resultado colocou o município na 16ª posição nacional, logo à frente de Uberlândia e acima de São Paulo em ganho absoluto de moradores naquele intervalo específico.
A presença de Chapecó é relevante porque mostra que o crescimento de Santa Catarina envolve também polos regionais distantes do eixo litorâneo.
Isso impede uma leitura simplificada segundo a qual o avanço populacional estaria ocorrendo apenas nas cidades próximas ao mar ou nas regiões metropolitanas.
São José fecha grupo catarinense com mais 5.560 habitantes
São José aparece na 19ª posição nacional, com 5.560 moradores a mais entre 2025 e 2026.
Com isso, a Grande Florianópolis colocou três municípios entre os 20 maiores ganhos absolutos do país: Florianópolis, Palhoça e São José.
O conjunto ajuda a dimensionar a pressão demográfica sobre uma mesma região urbana, ainda que os dados apresentados pelo IBGE sejam populacionais e não tragam, por si só, informações sobre habitação, trânsito, emprego ou infraestrutura.
Esses efeitos exigiriam levantamentos específicos para serem medidos com precisão.
Itapoá se destaca quando comparação passa a ser proporcional
O ranking absoluto não conta toda a história. Quando o avanço é analisado proporcionalmente à população de cada município, outra cidade catarinense aparece em destaque: Itapoá.
Segundo os dados citados pela NSC Total, Itapoá teve crescimento de 4,04% e ocupou a 21ª posição nacional no ranking proporcional.
Isso mostra a diferença entre crescimento absoluto e proporcional. Uma grande cidade pode adicionar milhares de moradores e ainda registrar uma taxa percentual relativamente menor, enquanto um município pequeno pode acrescentar menos pessoas, mas crescer muito em relação ao tamanho de sua população.
Para compreender o avanço demográfico de Santa Catarina, portanto, é importante observar os dois indicadores separadamente.
“Todo mundo está indo para Santa Catarina?” Dados não permitem dizer exatamente isso
Os números são suficientes para afirmar que a população estimada de Santa Catarina aumentou fortemente entre 2025 e 2026. Entretanto, afirmar que 125,7 mil pessoas “se mudaram” para o estado seria tecnicamente incorreto.
As estimativas populacionais não são uma contagem direta dos deslocamentos de pessoas. Segundo a explicação apresentada junto aos dados, o IBGE utiliza tendências demográficas observadas entre os censos, projeções populacionais e informações do Registro Civil para chegar aos números anuais.
Também não houve um novo recenseamento de toda a população para produzir essa estimativa.
O crescimento populacional pode envolver migração, nascimentos, mortes e outros componentes demográficos, mas o levantamento apresentado não separa quanto dos 125,7 mil moradores adicionais veio especificamente de pessoas que chegaram de outros estados ou países.
Estimativa do IBGE é diferente de um novo Censo
Esse detalhe metodológico é essencial para interpretar os números. As estimativas anuais servem para atualizar o tamanho aproximado das populações municipais entre os grandes recenseamentos.
O IBGE considera tendências observadas nos últimos censos e utiliza a projeção populacional de 2024, além de informações do Registro Civil.
Por isso, dizer que determinada cidade “ganhou” 10 mil moradores significa que sua população estimada aumentou nessa magnitude entre os dois pontos de referência.
Não significa que o IBGE tenha identificado individualmente 10 mil novos residentes entrando no município durante aquele ano.
Essa diferença protege a análise contra a conclusão automática de que crescimento populacional e migração são exatamente a mesma coisa.
Santa Catarina reúne crescimento estadual e vários polos municipais
O que torna o resultado catarinense particularmente expressivo é a combinação das duas escalas. Santa Catarina liderou o ganho absoluto entre os estados e colocou seis municípios entre os 20 maiores aumentos absolutos do Brasil.
Florianópolis adicionou 10.884 habitantes; Joinville, 9.439; Palhoça, 7.818; Itajaí, 7.397; Chapecó, 6.522; e São José, 5.560.
Esses seis municípios, porém, não explicam sozinhos os 125,7 mil moradores adicionais do estado. O crescimento estadual inclui também as demais cidades catarinenses.
O resultado indica que o avanço demográfico está espalhado por diferentes polos, embora alguns municípios concentrem parcelas particularmente relevantes desse aumento.
Crescimento coloca nova questão sobre o ritmo das cidades catarinenses
O dado mais forte não é apenas o total de 8,3 milhões de habitantes. É a velocidade com que Santa Catarina ampliou sua população estimada em somente um intervalo anual e a quantidade de municípios do estado presentes no topo nacional.
A leitura exige cautela para não transformar estimativa populacional em estatística direta de migração, mas o padrão é suficientemente forte para mostrar que diferentes cidades catarinenses continuam ganhando moradores.
Se esse ritmo persistir, o debate não será apenas sobre quantas pessoas vivem em Santa Catarina, mas sobre como cidades com crescimento acelerado acompanham essa expansão.
Na sua opinião, o que mais explica o crescimento populacional de Santa Catarina e quais áreas deveriam receber mais atenção diante desse aumento: moradia, mobilidade, empregos, saúde ou infraestrutura urbana? Conte nos comentários.


Todo mundo??? Eu não! Nem pensar em ir p Santa Catarina!