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Entregador de pizza é excluído do bolão de 17 colegas que ganhou C$ 1 milhão, descobre o prêmio ao ver na internet a foto do grupo com o cheque gigante e fecha acordo na Justiça após quatro anos de briga

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 01/09/2026 às 15:02
Philip Tsotsos, entregador em Windsor (Canadá), foi excluído de bolão que ganhou C$ 1 milhão e fechou acordo com 16 ex-colegas após quatro anos de processo.
Philip Tsotsos, entregador em Windsor (Canadá), foi excluído de bolão que ganhou C$ 1 milhão e fechou acordo com 16 ex-colegas após quatro anos de processo.
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Philip Tsotsos entrou na Justiça em 2022, em Windsor, no Canadá, para reaver um dezessete avos do bolão da Lotto Max. Com ele dentro, cada cota seria de 58.800 dólares canadenses; sem ele, os 16 ganhadores ficaram com 62.500 cada, diferença de 4.000 dólares por pessoa, segundo a CTV News

Philip Tsotsos, entregador de pizza e motorista de meio período na cidade de Windsor, no Canadá, processou 16 ex-colegas de trabalho por ter sido excluído de um bolão premiado em 1 milhão de dólares canadenses, cerca de R$ 3,6 milhões, na loteria. Ele confirmou que as partes chegaram a um acordo definitivo na Justiça, encerrando uma disputa que se arrastava por quatro anos.

As informações foram publicadas pelo ND Mais em 15 de julho de 2026, às 17h56, em texto assinado por Renato Becker, com base em reportagem da CTV News e em declarações do próprio entregador à imprensa canadense.

Grupo fazia bolões frequentes da Lotto Max

Philip Tsotsos, entregador em Windsor (Canadá), foi excluído de bolão que ganhou C$ 1 milhão e fechou acordo com 16 ex-colegas após quatro anos de processo.
Philip Tsotsos, entregador em Windsor (Canadá), foi excluído de bolão que ganhou C$ 1 milhão e fechou acordo com 16 ex-colegas após quatro anos de processo.

Philip Tsotsos trabalhou como entregador de peças automotivas e mantinha uma relação próxima com o grupo de funcionários da empresa. Juntos, eles costumavam organizar bolões frequentes da Lotto Max, segundo a CTV News.

A rotina de apostas coletivas durou anos e envolvia os mesmos colegas de trabalho.

Dívidas e pagamentos adiantados eram comuns no grupo

Devido à natureza informal do grupo, não era incomum que participantes acumulassem pequenas dívidas de apostas anteriores ou fizessem pagamentos adiantados para garantir as cotas.

Sobre esse funcionamento, o entregador relatou: “Houve uma vez em que eu estava devendo 80 dólares. Um colega me ligou avisando, eu fui lá, paguei os 80 e ainda deixei mais 100 adiantados”, contou Philip Tsotsos em entrevista à imprensa canadense.

Colegas alegaram que ele não pagou a cota a tempo

No sorteio que consagrou o grupo como vencedor, os colegas alegaram que Philip Tsotsos não havia pago sua parte a tempo.

Por esse motivo, ele foi deixado de fora do rateio do prêmio de 1 milhão de dólares canadenses.

Ele levou pizza ao escritório e notou o clima estranho

O entregador descobriu que os amigos estavam milionários de forma inusitada. Ele decidiu fazer uma surpresa e levar uma pizza para os ex-companheiros no escritório.

Ao entrar, notou um clima estranho e olhares evasivos, segundo o relato dele.

Foto com o cheque gigante apareceu no Google minutos depois

Minutos depois, ao entrar no carro e acessar o Google pelo celular, a primeira imagem que apareceu na tela foi a de um dos colegas segurando um cheque gigante de 1 milhão de dólares.

O colega da foto era o mesmo que, minutos antes, comia a pizza entregue por ele.

Ação foi aberta em 2022 para reaver 1/17 do prêmio

Inconformado por ter participado de dezenas de rodadas anteriores, Philip Tsotsos acionou a Justiça em 2022 para reaver sua parte correspondente a 1/17 (um dezessete avos) do prêmio total.

O pedido tomava como base a participação continuada dele nas apostas do grupo ao longo dos anos.

Diferença por pessoa era de 4.000 dólares canadenses

Com o entregador no bolão, cada um dos 17 membros receberia cerca de 58.800 dólares canadenses, o equivalente a R$ 294 mil.

Sem ele, cada um dos 16 membros restantes ficou com 62.500 dólares canadenses, cerca de R$ 312.500. A diferença entre os dois cenários é de 4.000 dólares canadenses por pessoa.

“Me difamaram por causa de 4.000 dólares”, diz o entregador

Sobre o tamanho do desgaste diante do valor em disputa, Philip Tsotsos afirmou: “Eles me atacaram e me difamaram por causa de uma diferença de apenas 4.000 dólares (cerca de R$ 20 mil) para cada um”.

O montante citado por ele corresponde a aproximadamente R$ 20 mil por integrante do grupo.

Acordo tem cláusula de confidencialidade e valores não divulgados

Por conta das cláusulas de confidencialidade, conhecidas judicialmente como NDA, os valores exatos e os termos do acordo fechado recentemente não puderam ser divulgados à imprensa.

Philip Tsotsos expressou alívio com o desfecho do caso, que descreveu como mentalmente desgastante.

“O acordo não significa uma admissão de culpa”, afirma Tsotsos

Sobre o significado do desfecho, o entregador declarou: “O acordo não significa uma admissão de culpa da parte deles. Mas, para mim, representa um ponto final. Eu já não aguentava mais essa situação”.

Ele revelou ter sido apelidado pejorativamente de “o Jeffrey Dahmer da loteria” na comunidade local durante o processo.

Situação atual: ele segue jogando, mas só com bilhetes individuais

Apesar da disputa e de ter perdido o grupo de amigos de anos, Philip Tsotsos garante que o episódio não o impediu de continuar tentando a sorte.

Ele confirmou que segue jogando na loteria, mas, de agora em diante, apenas com bilhetes individuais. O caso, marcado por acusações de ganância e difamação, é apontado pela publicação como um alerta sobre os riscos de apostas conjuntas sem regras registradas por escrito.

Na sua opinião, quem participa de um bolão há anos deveria ter direito à cota mesmo sem pagar no dia do sorteio, ou vale apenas quem quitou antes da aposta? Deixe sua opinião nos comentários.

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Ana Mari MBMachado
Ana Mari MBMachado
01/09/2026 15:34

Acho que ele tem direito a receber uma parte do prêmio. Como era um grupo de apostadores , havia uma promessa de que todos iriam receber uma parte do prêmio . Era normal alguém atrasar o pagamento , mesmo assim a parte seria paga como ele já tinha feito anteriormente.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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