Carros da Citroën, Peugeot 2008 e toyota tiveram notas baixas no teste de colisão e acenderam alerta sobre segurança veicular.
O teste de colisão, principal referência para medir o nível de segurança dos carros vendidos na América Latina, revelou em 2025 resultados abaixo do esperado para alguns modelos populares.
Avaliações conduzidas pelo Latin NCAP mostraram que veículos da Citroën, do Peugeot 2008 e da toyota apresentaram proteção limitada aos ocupantes, especialmente em versões com poucos airbags e ausência de tecnologias de assistência à condução.
Os testes analisam impactos frontais, laterais, proteção a pedestres e sistemas eletrônicos de segurança, justamente para orientar consumidores e pressionar montadoras a elevar padrões.
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Logo no início do ano, os resultados chamaram atenção porque envolveram SUVs, segmento que costuma ser associado a maior robustez estrutural.
No entanto, como indicam os dados, o porte do veículo não garante, por si só, maior segurança.
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Como funciona o teste de colisão e por que ele é decisivo
O teste de colisão simula acidentes reais em ambiente controlado, avaliando como a carroceria, os airbags e os sistemas eletrônicos protegem motoristas, passageiros e usuários vulneráveis das vias.
Além disso, os protocolos do Latin NCAP atribuem notas percentuais e estrelas, permitindo comparações diretas entre os carros.
Portanto, quando um modelo recebe zero ou apenas uma estrela, o resultado indica riscos reais em situações de impacto, especialmente em países com trânsito intenso e alto índice de acidentes.
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Citroën Basalt tem pior desempenho e recebe zero estrela
Entre os carros avaliados, o Citroën Basalt apresentou o resultado mais crítico. O SUV cupê recebeu zero estrela no teste de colisão, com proteção ao ocupante adulto inferior a 40%.
Mesmo equipado com quatro airbags, o modelo não conseguiu atender aos critérios mínimos exigidos pelo Latin NCAP.
Segundo a entidade, a ausência de sistemas avançados de assistência ao motorista, conhecidos como ADAS, e a falta de airbags laterais de cabeça pesaram negativamente no resultado.
Assim, o desempenho do Basalt levanta questionamentos sobre o nível de segurança oferecido em versões de entrada.
Resultados do Citroën Basalt:
39,37% – Ocupante adulto;
58,35% – Ocupante infantil;
53,38% – Proteção de pedestres e usuários vulneráveis;
34,88% – Assistência à segurança.
Peugeot 2008 também vai mal no teste de colisão
Outro destaque negativo foi o Peugeot 2008, que obteve apenas uma estrela no teste de colisão.
O SUV compacto, produzido na Argentina e em algumas unidades europeias, conta com quatro airbags e controle eletrônico de estabilidade, mas ainda assim apresentou limitações importantes.
Embora os números sejam ligeiramente superiores aos do Citroën, o resultado indica que o conjunto de segurança ainda está abaixo do esperado para o segmento.
Além disso, a avaliação reforça que apenas cumprir itens básicos não garante boa pontuação.
Resultados do Peugeot 2008:
42,16% – Ocupante adulto;
59,21% – Ocupante infantil;
54,48% – Proteção a pedestres;
55,81% – Assistência à segurança.
Toyota Yaris Cross surpreende, mas também recebe nota baixa
Com lançamento previsto no mercado brasileiro, o Toyota Yaris Cross gerou expectativa por trazer seis airbags de série.
Ainda assim, o SUV compacto da toyota recebeu apenas duas estrelas no teste de colisão, um desempenho considerado abaixo do padrão histórico da marca.
O modelo foi submetido a uma bateria completa de avaliações, incluindo impacto frontal, lateral, colisão contra poste e testes de chicotada cervical.
Mesmo com pontuação mais elevada para ocupante adulto, o resultado final acendeu um alerta.
“Infelizmente, os resultados obtidos pela Toyota nesta rodada confirmam uma tendência preocupante”, afirmou Stephan Brodziak, presidente do Conselho de Administração do Latin NCAP.
Resultados do Toyota Yaris Cross:
77,01% – Ocupante adulto;
69,29% – Ocupante infantil;
55,60% – Proteção de pedestres;
58,14% – Assistência à segurança.
O que os resultados dizem sobre segurança nos carros atuais
Os dados de 2025 mostram que ainda existem diferenças relevantes entre versões vendidas em mercados emergentes e aquelas oferecidas em regiões com regulamentação mais rígida.
Além disso, reforçam que a presença de mais airbags, embora importante, não substitui tecnologias avançadas de prevenção de acidentes.
Assim, o teste de colisão continua sendo uma ferramenta essencial para consumidores que buscam carros mais seguros e para pressionar montadoras como Citroën, Peugeot 2008 e toyota a elevar seus padrões.
Em um cenário de trânsito cada vez mais complexo, segurança deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico.

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