O DNIT adota um método inovador com muvuca de sementes no PRAD da BR-285, em São José dos Ausentes (RS), para recompor a vegetação e estimular a regeneração natural.
Desde maio de 2025, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) executa um método inovador de recuperação ambiental ao longo das frentes de obra da BR-285, em São José dos Ausentes (RS).
A ação integra o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas e Passivos Ambientais (PRAD) e utiliza sementes e solos orgânicos provenientes do entorno da rodovia.
O objetivo é recompor a cobertura vegetal e estimular a regeneração natural em áreas impactadas pelas intervenções de infraestrutura.
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A iniciativa ocorre nos Campos de Cima da Serra, região que demanda soluções ambientalmente adaptadas.
Monitoramento avalia eficácia do método inovador adotado pelo DNIT
As áreas tratadas passam por acompanhamento técnico contínuo. São analisados indicadores como estabelecimento das plântulas, cobertura do solo e dinâmica de espécies espontâneas.
Esse processo permite avaliar os resultados em médio e longo prazo. Assim, o desempenho do método inovador pode ser medido com base em parâmetros ecológicos.
Durante vistoria recente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) avaliou a aplicação da técnica.
O órgão apontou que a coleta e a semeadura apresentaram resultados promissores.
Além disso, recomendou a continuidade da prática. Também sugeriu a ampliação do número de espécies empregadas.
O que caracteriza o método inovador adotado pelo DNIT?
O método inovador baseia-se na técnica da muvuca de sementes. A metodologia consiste na distribuição de uma mistura diversificada de sementes nativas de diferentes espécies.
A aplicação pode ocorrer manualmente, a lanço, ou de forma mecanizada. A escolha depende das condições do terreno e da logística da obra.
Como as sementes são preparadas?
O processo começa com a coleta de sementes nativas em campo. Em seguida, o material passa por seleção criteriosa.
Depois disso, ocorre o preparo nas bancadas da estufa do horto botânico. Essa etapa garante maior qualidade e diversidade genética na mistura.
A técnica é reconhecida pela eficiência ecológica. Ao mesmo tempo, apresenta viabilidade operacional em projetos de grande escala.
Outro diferencial é o potencial de redução de custos. Portanto, o método inovador surge como complemento estratégico às abordagens convencionais.
Embora inovadora, a muvuca não atua isoladamente. O DNIT mantém técnicas amplamente utilizadas em restauração ambiental.
Entre elas estão a hidrossemeadura e o enleivamento. Dessa forma, o método inovador amplia o conjunto de soluções disponíveis.
Raízes ancestrais inspiram o método inovador
A muvuca de sementes tem origem em práticas ancestrais e indígenas. Inicialmente, foi resgatada em áreas florestais da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
Mais recentemente, passou a ser aplicada em ambientes abertos. Hoje, também é utilizada na recuperação de áreas agrícolas degradadas.
Conforme o biólogo Marcel Tust, “o que tem sido realizado é uma experimentação com adaptações do que está sendo desenvolvido no Pampa, por exemplo, para a realidade da obra”.
Por que aplicar o método inovador nos Campos de Cima da Serra?
A região apresenta condições ambientais desafiadoras. Altitude elevada, clima rigoroso e solos específicos influenciam a regeneração vegetal.
Nesse contexto, o método inovador favorece espécies nativas adaptadas. Assim, a recomposição vegetal tende a ser mais sustentável.
Método inovador dialoga com agenda global
A iniciativa também se conecta ao debate internacional sobre restauração ambiental. O projeto segue princípios da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021–2030).
O programa busca prevenir, interromper e reverter a degradação dos ecossistemas. Portanto, o uso de um método inovador reforça práticas alinhadas à sustentabilidade.
Ao incorporar um método inovador no PRAD da BR-285, o DNIT amplia as estratégias de recuperação ambiental em obras rodoviárias.
A muvuca de sementes combina conhecimento científico, eficiência ecológica e inspiração em práticas ancestrais.
Embora o sucesso definitivo dependa de monitoramento contínuo, os resultados iniciais e a avaliação positiva do Ibama indicam uma alternativa promissora para restaurar áreas degradadas no Brasil.
Fonte: GOV
