1. Início
  2. Petróleo e Gás
  3. Suriname inicia licitação de blocos de exploração de petróleo e gás em águas rasas.
Faça um comentário 4 min de leitura

Suriname inicia licitação de blocos de exploração de petróleo e gás em águas rasas.

Imagem de perfil do autor Paulo Nogueira
Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 08/11/2023 às 16:50
APA Corporation, Chevron, ExxonMobil, Guiana, Margem Equatorial, Petronas, Shell, Suriname, TotalEnergies, Transpetro
Mapa da exploração offshore do Suriname
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Os pais confiam no potencial das recentes descobertas e na proximidade com a Guiana.

A empresa estatal de petróleo e gás do Suriname, a Staatsolie, está abrindo uma nova oportunidade para licitações de áreas exploratórias de óleo e gás. Nesta rodada, 11 áreas offshore em águas rasas serão disponibilizadas para possíveis licitantes.

Com previsão de duração até 2024, a licitação oferecerá pacotes de dados a partir de 18 de dezembro, com a apresentação das propostas agendada para até 31 de maio do próximo ano.

Os blocos em questão estão localizados em lâmina d’água de até 150 metros e se encontram ao sul das descobertas feitas por outras empresas em águas profundas, como TotalEnergies e Petronas. Além dessas, ExxonMobil, Chevron, Capricorn Energy, Apache e Shell também têm ativos operacionais na costa do Suriname.

O potencial do Suriname como produtor de petróleo

O Suriname é um pequeno produtor de petróleo onshore, com uma produção diária de cerca de 16 mil barris, mas está focado em suas descobertas offshore para se tornar um produtor significativo no futuro.

O país compartilha fronteiras com a Guiana, que teve sucessos significativos em exploração e começou a produzir petróleo em 2019. Esta localização cria um ambiente favorável para o desenvolvimento da indústria petrolífera na região.

Em setembro, a TotalEnergies anunciou planos para investir US$ 9 bilhões em um projeto de produção de petróleo no Suriname. As descobertas realizadas pela empresa foram altamente promissoras, e a geologia da região apresenta semelhanças com a Margem Equatorial brasileira, a qual já é conhecida por suas reservas petrolíferas. Os campos de petróleo no Suriname estão localizados aproximadamente mil quilômetros ao norte da Foz do Amazonas, o que indica um potencial significativo de desenvolvimento para a área.

A TotalEnergies planeja investir em petróleo no Suriname, com previsão de tomar a decisão final de investimento até o final de 2024. A empresa tem como meta iniciar a produção de petróleo em 2028. Para isso, está avaliando a instalação de um FPSO (plataforma flutuante) a 150 km da costa do Suriname, com capacidade de produção de 200 mil barris por dia. A TotalEnergies opera o Bloco 58 em parceria com a APA Corporation, onde possui uma participação de 50%.

Em agosto, foi concluída a avaliação das descobertas de petróleo em Sapakara South e Krabdagu, que juntas possuem recursos estimados em cerca de 700 milhões de barris. Essas descobertas foram feitas em lâmina d’água que varia de 100 a 1.000 metros.

A Transpetro, subsidiária da Petrobras, está planejando expandir suas operações internacionalmente e espera dar início a esse processo até 2023. O presidente da companhia, Sérgio Bacci, revelou em agosto que a Transpetro está perto de assinar o seu primeiro memorando de intenções internacional com a Staatsolie. Essa iniciativa faz parte do objetivo de buscar oportunidades no Suriname.

O potencial do Brasil na exploração de petróleo na Guiana

A visão da companhia é que o Brasil deve considerar a abertura de portas para a vizinha Guiana, mesmo depois de uma longa disputa por fronteira entre os dois países. Além disso, o leilão na Guiana reacende uma disputa territorial de quase 2 séculos com a Venezuela, o que traz à tona a importância da região.

O diretor da ANP, Décio Oddone, destacou que tanto a Guiana quanto o Suriname não têm experiência prévia na exploração e produção de petróleo, mas a Margem Equatorial brasileira apresenta um modelo geológico similar aos casos de sucesso nesses países. Isso sugere um grande potencial para o Brasil na exploração de petróleo na Guiana, de acordo com a ANP.

Após descobertas na costa de Gana em 2007, a indústria começou a voltar sua atenção para a região em busca de novas oportunidades de exploração. A área oeste do continente africano tem uma história geológica semelhante à da Margem Equatorial sul-americana, o que aumenta o potencial de descobertas importantes.

A TotalEnergies se destacou como a empresa que mais investiu na aquisição de blocos exploratórios na Bacia Foz do Amazonas, durante a 11ª Rodada da ANP em 2011. No entanto, após tentativas fracassadas de obter licença do Ibama, a empresa desistiu de explorar a região, demonstrando os desafios e obstáculos envolvidos na exploração de novas fronteiras petrolíferas.

Fonte: Agência EPBR

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x