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Super El Niño ganha força em novas previsões e pode provocar secas, enchentes e calor extremo global, tornando 2027 o ano mais quente da história

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 07/04/2026 às 06:27
Atualizado em 07/04/2026 às 06:30
Assista o vídeoSuper El Niño pode se formar em 2026 e elevar risco de calor extremo global até 2027.
Super El Niño pode se formar em 2026 e elevar risco de calor extremo global até 2027. (Imagem meramente ilustrativa).
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Super El Niño pode se formar em 2026 e elevar risco de calor extremo global até 2027.

Atualização recente dos modelos climáticos internacionais indica que um Super El Niño pode se formar ainda em 2026, elevando significativamente os riscos de eventos extremos em diversas regiões do planeta.

O alerta foi reforçado por especialistas com base em dados recentes divulgados pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF). O fenômeno, que ocorre no Oceano Pacífico equatorial, pode provocar mudanças severas no clima global, com efeitos diretos até 2027.

Segundo os meteorologistas, as chances de formação desse Super El Niño praticamente dobraram em relação às projeções anteriores. Isso ocorre devido ao aquecimento acelerado das águas do Pacífico, que já apresentam sinais acima da média. Assim, o cenário passou a ser acompanhado com maior preocupação pela comunidade científica internacional.

O que é o Super El Niño?

Diferente de um evento comum, o Super El Niño é caracterizado por um aumento superior a 2 °C na temperatura das águas do Pacífico equatorial. Esse aquecimento intenso altera o comportamento da atmosfera, afetando diretamente o regime de chuvas e temperaturas em escala global.

Esse tipo de fenômeno não acontece com frequência. Em média, um Super El Niño surge a cada 10 a 15 anos, sendo considerado um dos eventos climáticos mais poderosos do planeta. Portanto, quando há indícios de sua formação, o impacto tende a ser mais duradouro e intenso.

Especialistas apontam que o evento atual pode superar o registrado em 2015, até então considerado o mais forte da história recente. Há, inclusive, projeções indicando que este pode ser o mais intenso dos últimos 140 anos.

O que caracteriza o Super El Niño?

  • Aquecimento superior a 2 °C nas águas do Pacífico equatorial.
  • Fenômeno raro, ocorrendo a cada 10 a 15 anos.
  • Impacto climático global mais intenso e duradouro que o El Niño comum.

Impactos do Super El Niño nas Américas e no Brasil

Os efeitos do Super El Niño já começam a ser desenhados pelos modelos climáticos. Nas Américas, por exemplo, a previsão indica contrastes extremos entre seca e excesso de chuva.

No norte do Brasil e na América Central, a tendência é de estiagens severas, o que pode afetar diretamente a agricultura e o abastecimento de água. Por outro lado, países como Peru e Equador podem enfrentar fortes chuvas e inundações.

Enquanto isso, o sul dos Estados Unidos e partes da América do Sul devem registrar ondas de calor mais frequentes. Dessa forma, o Super El Niño pode intensificar eventos climáticos extremos em todo o continente.

Ásia, Oceania e oceanos também entram em alerta

Além das Américas, o Super El Niño deve impactar fortemente regiões da Ásia e da Oceania. Países como Índia, Indonésia, Filipinas e Austrália enfrentam risco elevado de seca, o que pode comprometer a produção agrícola e gerar insegurança alimentar.

Super El Niño pode se formar em 2026 e elevar risco de calor extremo global até 2027. Imagem: CANVA

Nos oceanos, as mudanças também são significativas. Há previsão de aumento na formação de ciclones e tufões no Pacífico. Em contrapartida, o Atlântico pode registrar uma redução na atividade de furacões.

Essas alterações mostram como o Super El Niño tem capacidade de reorganizar padrões climáticos em escala global, afetando diretamente economias e populações.

Super El Niño pode intensificar aquecimento global

Outro ponto crítico associado ao Super El Niño é o chamado efeito “escada” no aquecimento global. Esse fenômeno ocorre quando o calor gerado por eventos intensos não é totalmente dissipado antes do próximo ciclo climático.

Com o aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera, o planeta retém mais calor. Assim, cada novo Super El Niño pode elevar ainda mais a temperatura média global, criando um ciclo de aquecimento progressivo.

Além disso, uma atmosfera mais quente consegue armazenar mais umidade. Isso aumenta o risco de tempestades intensas e inundações em diversas regiões, tornando o clima ainda mais imprevisível.

Por que 2027 pode ser o ano mais quente da história?

As projeções indicam que o pico do Super El Niño deve ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027. Esse período coincide com a maior liberação de calor na atmosfera, o que pode impulsionar novos recordes de temperatura.

Embora 2024 tenha sido considerado o ano mais quente já registrado, o cenário atual aponta para uma possível superação desse marco. Isso porque a combinação entre aquecimento global e um Super El Niño intenso pode elevar as temperaturas a níveis inéditos.

Se as previsões se confirmarem, 2027 poderá entrar para a história como o ano mais quente já registrado no planeta. Diante disso, especialistas reforçam a importância de monitoramento constante e preparação para eventos climáticos extremos.

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Com a possível chegada de um Super El Niño, o mundo pode enfrentar uma nova configuração de riscos climáticos. Secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e tempestades intensas devem ocorrer com maior frequência e intensidade.

Diante desse cenário, governos e setores produtivos precisam se preparar para mitigar impactos. Afinal, o Super El Niño não é apenas um fenômeno climático, mas um evento com potencial de afetar diretamente a economia, a segurança alimentar e a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: Olhar Digital

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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