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Astrônomos achavam que o exoplaneta L98-59d poderia ter água, mas novas análises indicam um mundo coberto por lava derretida

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 18/03/2026 às 11:31
Astrônomos investigam o exoplaneta L98-59d e indicam que o planeta pode ser dominado por lava derretida. A descoberta revela um ambiente extremo a cerca de 35 anos-luz da Terra.
Astrônomos investigam o exoplaneta L98-59d e indicam que o planeta pode ser dominado por lava derretida. A descoberta revela um ambiente extremo a cerca de 35 anos-luz da Terra. Imagem: NASA
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Astrônomos investigam o exoplaneta L98-59d e indicam que o planeta pode ser dominado por lava derretida. A descoberta revela um ambiente extremo a cerca de 35 anos-luz da Terra.

Um grupo de astrônomos identificou evidências de que o exoplaneta L98-59d pode ser um verdadeiro mundo dominado por lava derretida. O planeta, localizado a cerca de 35 anos-luz da Terra, foi analisado em estudos recentes que indicam temperaturas extremamente altas e uma estrutura interna possivelmente composta por magma.

A descoberta foi discutida por cientistas que investigam planetas fora do Sistema Solar e utilizam telescópios avançados e simulações computacionais para entender como esses mundos se formam e evoluem.

As análises sugerem que o L98-59d pode possuir um oceano global de magma, algo que o tornaria muito diferente de planetas rochosos tradicionais.

Segundo os pesquisadores, esse cenário ajuda a explicar características observadas na atmosfera e na composição do planeta.

Portanto, o estudo amplia o conhecimento sobre a diversidade de mundos existentes no universo.

O exoplaneta L98-59d pode ter um oceano de magma

Inicialmente, alguns cientistas acreditavam que o exoplaneta L98-59d poderia ter água líquida ou até mesmo um grande oceano. Porém, análises mais recentes indicam um cenário bem diferente.

De acordo com novas simulações e observações, o planeta pode estar em um estado descrito como “mole e derretido”.

A superfície e o interior seriam dominados por lava derretida, formando um imenso oceano de magma que se estenderia por milhares de quilômetros abaixo da superfície.

Essa condição extrema transforma o planeta em um dos exemplos mais curiosos de mundo vulcânico já analisados por astrônomos.

Astrônomos estimam temperaturas extremas no exoplaneta

Outro detalhe impressionante sobre o exoplaneta L98-59d envolve a temperatura estimada em sua superfície.

Cálculos realizados por pesquisadores indicam que o planeta pode atingir cerca de 1.900 °C, calor suficiente para manter grande parte da crosta em estado líquido.

Além disso, forças gravitacionais exercidas por planetas vizinhos no mesmo sistema podem gerar fortes marés internas.

Esse processo, chamado de aquecimento por maré, pode manter o interior do planeta constantemente aquecido e contribuir para a presença contínua de lava derretida.

Atmosfera do exoplaneta pode conter gases vulcânicos

As observações também sugerem que a atmosfera do exoplaneta L98-59d pode conter gases associados à atividade vulcânica.

Estudos anteriores identificaram indícios de compostos como dióxido de enxofre e sulfeto de hidrogênio, substâncias frequentemente ligadas a processos geológicos intensos.

Para os astrônomos, esses elementos podem indicar que o planeta apresenta uma atividade semelhante à da lua Io, de Júpiter, considerada o corpo mais vulcânico do Sistema Solar.

Astrônomos investigam o exoplaneta L98-59d e indicam que o planeta pode ser dominado por lava derretida. A descoberta revela um ambiente extremo a cerca de 35 anos-luz da Terra.
Astrônomos investigam o exoplaneta L98-59d e indicam que o planeta pode ser dominado por lava derretida. A descoberta revela um ambiente extremo a cerca de 35 anos-luz da Terra. Imagem: NASA

Descoberta do exoplaneta ajuda a entender diversidade de mundos

Embora o L98-59d provavelmente não tenha condições para abrigar vida, a descoberta tem grande valor científico.

Isso porque a existência de um planeta dominado por lava derretida mostra que o universo pode abrigar tipos de mundos muito diferentes daqueles presentes no Sistema Solar.

Segundo especialistas, essas descobertas ajudam a expandir a compreensão sobre como os planetas se formam e evoluem ao longo de bilhões de anos.

Astrônomos alertam para limites da chamada zona habitável

Os estudos sobre o exoplaneta L98-59d também levantam novas reflexões sobre o conceito de zona habitável — região ao redor de uma estrela onde a água líquida poderia existir.

A existência de planetas dominados por lava derretida, mesmo em locais considerados favoráveis, mostra que a presença de um planeta em determinada órbita não garante condições adequadas para a vida.

Assim, os astrônomos defendem que novos critérios devem ser considerados na busca por mundos potencialmente habitáveis.

Apesar das descobertas recentes, muitas perguntas ainda permanecem sem resposta sobre o exoplaneta L98-59d.

Os pesquisadores pretendem continuar analisando dados coletados por telescópios espaciais e realizar novas observações para confirmar a composição da atmosfera e da superfície do planeta.

Se as hipóteses atuais forem confirmadas, o planeta poderá representar uma nova categoria de exoplaneta dominado por lava derretida, ampliando ainda mais o catálogo de mundos extremos conhecidos pela ciência.

Fonte: Aventuras na História

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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