O Grupo Amazonas projeta R$ 2 bilhões em receita até 2025 com veículos chineses e eletrificação. COO Victor Viana aposta na China e modernização do varejo automotivo no Brasil.
O Grupo Amazonas, um dos maiores conglomerados de concessionárias do Brasil, traçou uma meta ambiciosa: chegar a R$ 2 bilhões em receita até 2025. Para alcançar esse objetivo, a empresa aposta em marcas chinesas como GAC, Geely, Leapmotor e Omoda & Jaecoo, que vêm conquistando espaço no mercado global com tecnologia avançada e preços competitivos.
À frente da estratégia está Victor Viana, COO e herdeiro do grupo, que busca aliar inovação e expansão no setor automotivo brasileiro.
Experiência na China moldou estratégia
O interesse de Viana pelo mercado chinês começou em 2012, quando recebeu uma bolsa de estudos da USP e passou a viver em Xangai.
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A experiência exigiu adaptação cultural e aprendizado do mandarim.
Ele também assimilou conceitos importantes do ambiente corporativo chinês, como o Guanxi, rede de confiança nos negócios, e a intensa rotina “996”, que representa uma jornada de trabalho das 9h às 21h, seis dias por semana.
Em 2018, já como executivo, Viana voltou à China e percebeu a transformação do setor automotivo local.
“Na primeira vez que fui a Xangai, o Brasil era mais avançado em termos de carros. Quando voltei anos depois, tudo tinha se transformado. Já havia uma tendência de eletrificação dos veículos”, contou.
Desafios da sucessão no setor
Assumir a liderança do grupo exigiu atenção à transformação digital e às mudanças de comportamento do consumidor.
Hoje, os clientes chegam às lojas já informados sobre os modelos, preços e funcionalidades, o que obriga as concessionárias a oferecer experiências diferenciadas.
Além disso, o setor passa por fusões e aquisições, tornando a sucessão familiar complexa.
Sobre isso, Viana afirma: “É difícil a sucessão no negócio de concessionárias. Não tem ‘glamour’ e existe uma imagem de que muitas empresas não prestam um serviço idôneo”.
Expansão e desafios financeiros
A expansão do grupo também enfrenta desafios financeiros. Em cidades como São Paulo, apenas manter o estoque de veículos pode exigir até R$ 10 milhões de capital de giro.
Apesar disso, a meta é crescer de 24 para cerca de 40 lojas até 2025, mantendo o foco em marcas chinesas e em carros eletrificados, que representam o futuro da mobilidade.
A aposta nos veículos chineses
Para Viana, os carros chineses deixaram de ser vistos apenas como opções econômicas.
“Agora, na terceira onda, o carro chinês é tão bom quanto o nacional e tem um preço muito competitivo, além de ter tecnologias mais avançadas”, disse.
A qualidade, aliada à inovação tecnológica, faz com que essas marcas se destaquem no mercado brasileiro, especialmente no segmento de elétricos e híbridos.
Perspectivas para o futuro
Com a eletrificação em alta e consumidores cada vez mais exigentes, o Grupo Amazonas vê nas parcerias com marcas chinesas uma oportunidade para consolidar sua presença e modernizar o varejo automotivo.
A estratégia combina experiência internacional, conhecimento do mercado nacional e atenção às tendências globais, garantindo que a empresa esteja pronta para as transformações que vêm pela frente.

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