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Serra da Rocinha fecha de novo no mesmo dia em que reabriu: deslizamento no km 48 deixa a BR-285 totalmente interditada em Timbé do Sul (SC) ao menos até segunda (28)

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 27/09/2026 às 18:58 Atualizado em 27/09/2026 às 19:18
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Encosta da Serra da Rocinha, na BR-285, com terra exposta, estrada de terra e obra de contenção vista do alto
Trecho da Serra da Rocinha, na BR-285, em Timbé do Sul (SC), durante obra emergencial do DNIT em 2025, em imagem de arquivo. Foto: DNIT/Divulgação
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A Serra da Rocinha, na BR-285, reabriu ao meio-dia de sábado e voltou a fechar à tarde; veja o trecho afetado, a linha do tempo de setembro, o horário que estava previsto e o que decide a reabertura.

A Serra da Rocinha, na BR-285 em Timbé do Sul (SC), reabriu ao meio-dia de 26 de setembro de 2026 e fechou de novo horas depois, após um deslizamento no km 48.

O alerta do DNIT saiu às 14h40 do mesmo sábado. O texto diz que a serra está “totalmente interditada” e que a interdição fica, pelo menos, até segunda-feira (28).

Para quem mora em Timbé do Sul ou depende da serra para trabalhar, a notícia desfaz o plano que o Ministério dos Transportes anunciou na quinta-feira (24). O plano era manter a estrada aberta durante o dia a partir de sábado, e ele durou menos de três horas.

A serra ficou aberta por poucas horas

A liberação estava marcada para as 12h de sábado, segundo a nota do Ministério dos Transportes publicada na quinta. O DNIT confirma no alerta que o tráfego foi liberado nesse horário.

O sábado em que a Serra da Rocinha abriu e fechou.
O sábado em que a Serra da Rocinha abriu e fechou. Foto: Arte CPG com dados do DNIT e do Ministério dos Transportes

O novo escorregamento de terra aconteceu “no início da tarde”, nas palavras do DNIT. O alerta com a interdição total foi publicado às 14h40, pouco menos de três horas depois da reabertura.

Pelo horário oficial, a serra ficou liberada por menos de três horas antes do novo bloqueio, das 12h até, no máximo, a publicação do alerta, às 14h40, conforme os horários oficiais.

O que o DNIT disse no alerta de sábado

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que houve um novo escorregamento de terra no km 48, dentro do trecho que já tinha sido limpo na semana.

Com esse deslizamento, o órgão decidiu interromper de novo o tráfego em toda a Serra da Rocinha, “por questões de segurança”. O bloqueio não é parcial nem em meia pista: vale para a serra inteira.

O alerta também explica por que a estrada tinha sido liberada. A passagem só voltou depois da execução de serviços emergenciais de desobstrução da pista e do restabelecimento das condições de trânsito.

Até quando a Serra da Rocinha fica fechada

A frase do DNIT é esta: “A interdição permanecerá, pelo menos, até segunda-feira (28)”. O “pelo menos” pesa. Segunda-feira é o dia da nova avaliação, e não uma data marcada para reabrir.

Nessa segunda, informa o DNIT, serão feitas novas avaliações para verificar o comportamento da encosta e as condições de segurança para a circulação de veículos.

Na prática, a estrada pode continuar fechada depois de segunda, se a avaliação não liberar. No fim da tarde de domingo (27), às 18h19, o aviso de sábado seguia como o mais recente sobre a serra de Timbé do Sul, segundo a central de alertas do DNIT.

O que decide a reabertura da BR-285

O DNIT diz que a liberação do tráfego “dependerá da avaliação das condições da encosta” e da garantia de segurança aos usuários da rodovia. É a encosta, e não o calendário, que define a volta.

Equipes do DNIT acompanham a situação e fazem as ações necessárias no local, segundo o alerta. A orientação para o motorista é direta: não acessar a Serra da Rocinha enquanto durar a interdição.

O órgão afirma ainda que o motorista deve acompanhar as atualizações sobre as condições de tráfego nos canais de comunicação oficiais. É por ali que sai qualquer mudança de horário ou de prazo.

O trecho entre o km 44 e o km 53

O estrago de setembro se concentra entre os quilômetros 44 e 53 da BR-285, no lado catarinense da serra. É esse trecho que ficou interditado na semana passada, segundo o DNIT.

O trecho crítico da BR-285 na Serra da Rocinha, em esquema sem escala.
O trecho crítico da BR-285 na Serra da Rocinha, em esquema sem escala. Foto: Arte CPG com dados do DNIT e do Ministério dos Transportes

A nota do Ministério dos Transportes mostra a dimensão: foram 16 pontos de deslizamento no trecho catarinense. As equipes fizeram a retirada de detritos e a limpeza dos sedimentos acumulados na rodovia.

O km 48, onde a terra desceu de novo no sábado, fica no meio desse trecho crítico. Do km 44 ao km 48 são 4 quilômetros; do km 48 ao km 53, mais 5, segundo a quilometragem oficial.

No primeiro alerta sobre a interdição, publicado em 21 de setembro, o DNIT falava em “diversos pontos entre os km 44 e o km 52”. Nos textos de 24 e 26 de setembro, o trecho citado já vai até o km 53.

Um ponto de deslizamento a cada 560 metros

Uma conta simples mostra o tamanho do problema. Do km 44 ao km 53 são 9 quilômetros de estrada, ou 9.000 metros.

Dividindo esses 9.000 metros pelos 16 pontos de deslizamento informados pelo ministério, o resultado é de cerca de um ponto a cada 560 metros. A conta é uma média nossa: os pontos não estão espalhados por igual.

Mesmo como média, o número ajuda a entender por que a limpeza levou dias. Cada ponto pediu retirada de detritos e limpeza de sedimentos, segundo as tarefas que o ministério descreve na nota.

A linha do tempo de setembro na Serra da Rocinha

A sequência oficial mostra uma semana inteira de estrada fechada, com uma janela curta no meio. Os horários abaixo são os dos textos publicados pelo DNIT e pelo ministério.

Uma semana de serra fechada, com poucas horas de passagem no meio.
Uma semana de serra fechada, com poucas horas de passagem no meio. Foto: Arte CPG com dados do DNIT e do Ministério dos Transportes

Em 21 de setembro, às 18h42, o DNIT publicou o primeiro alerta de interdição total. O texto registra diversos pontos com deslizamentos e quedas de barreira, além de equipes na limpeza da pista.

Em 24 de setembro, às 17h46, o Ministério dos Transportes informou a liberação para o sábado ao meio-dia. A nota trazia o horário diurno e o aviso de risco nos taludes.

Em 26 de setembro, às 12h, a serra foi liberada. No início da tarde, a terra desceu no km 48. Às 14h40, o DNIT publicou a interdição total, válida ao menos até segunda (28), como registra o texto oficial.

Quantos dias a estrada passou fechada

Do alerta de 21 de setembro, às 18h42, até a liberação de 26 de setembro, às 12h, passaram-se 4 dias e pouco mais de 17 horas de interdição, segundo as datas e horas oficiais.

Somando o novo bloqueio, que vai ao menos até segunda (28), a Serra da Rocinha terá passado cerca de uma semana fechada, com menos de três horas de passagem no meio. A conta é nossa, com as datas do DNIT.

Se a avaliação de segunda for favorável, esse é o cenário mais curto. Se não for, o número de dias sobe, porque a liberação “dependerá da avaliação das condições da encosta”.

O horário que estava previsto: das 6h às 19h

O plano anunciado na quinta não era de estrada aberta o dia inteiro. A nota do ministério informou que, depois da liberação de sábado, a circulação seria permitida das 6h às 19h.

O horário anunciado para a serra e a situação depois do novo deslizamento.
O horário anunciado para a serra e a situação depois do novo deslizamento. Foto: Arte CPG com dados do DNIT e do Ministério dos Transportes

No período da noite, o trecho ficaria interditado “por questões de segurança”. O alerta do DNIT de sábado repete a regra: a passagem havia sido autorizada durante o dia, das 6h às 19h.

Pela conta do relógio, eram 13 horas de passagem por dia e 11 horas de bloqueio, segundo o horário oficial, da noite até a manhã seguinte. Esse horário não está valendo agora, porque a interdição voltou a ser total.

Por que a noite ficaria fechada

A nota do ministério explica o cuidado. “A instabilidade dos taludes ainda representa risco de queda de blocos de rocha e solo em caso de novas chuvas”, diz o texto de quinta-feira.

Talude é a encosta inclinada de terra ou rocha à beira da pista. É dele que, segundo o ministério, blocos de rocha e solo ainda podem se soltar.

Mesmo no plano de reabertura, a serra ficaria fechada no período noturno. O ministério justifica o bloqueio da noite com “questões de segurança”, a mesma razão que o DNIT dá agora para a interdição total.

O deslizamento de sábado aconteceu em pleno dia, poucas horas depois da liberação. É o tipo de risco que a nota do ministério registrou dois dias antes.

Situação de emergência e projetos de estabilização

Além da limpeza, o DNIT informa que trabalha em duas frentes. A primeira é a declaração da situação de emergência na Serra da Rocinha.

A segunda, informa o DNIT, é a elaboração dos projetos destinados à estabilização das encostas nos pontos mais críticos da serra. O objetivo, diz o órgão, é dar segurança aos usuários e reduzir os riscos ligados à instabilidade do terreno.

A nota do ministério de 24 de setembro já citava esses projetos. O texto dizia que o DNIT “avança na elaboração dos projetos de estabilização das encostas nos pontos mais críticos”.

Enquanto os projetos andam, o trabalho no local é o emergencial, informa o DNIT: retirada de material, limpeza da pista e acompanhamento da encosta pelas equipes do DNIT.

O CPG já acompanhou obras na Serra da Rocinha

A encosta da Serra da Rocinha não é assunto novo por aqui. O CPG já mostrou obras de contenção na encosta de um trecho da serra, na BR-285.

Outra reportagem do CPG acompanhou a pavimentação da serra. O deslizamento de sábado, no km 48, mostra que o trecho entre o km 44 e o km 53 segue sob monitoramento, como diz a nota do ministério.

Os projetos que o DNIT elabora agora são para os pontos mais críticos, segundo o alerta. Eles não substituem a limpeza de curto prazo nem a avaliação de segunda.

O que o motorista deve fazer agora

A primeira regra vem do próprio DNIT: não acessar a Serra da Rocinha durante a interdição. O bloqueio vale para toda a serra, e não só para o ponto do km 48.

A segunda é conferir a situação antes de sair de casa, todos os dias. O alerta de sábado prevê nova avaliação na segunda, e qualquer liberação sai primeiro nos canais oficiais do DNIT e do ministério.

Quem tinha viagem marcada por Timbé do Sul no domingo ou na segunda deve contar com a serra fechada, conforme o alerta. Horário de passagem, se houver liberação, só vale depois do novo aviso oficial.

Checklist para quem precisa passar por Timbé do Sul

Antes de pegar a estrada, confira a central de alertas do DNIT no portal gov.br. Foi lá que o DNIT informou a interdição da Serra da Rocinha, em 21 e em 26 de setembro.

O que conferir antes de seguir para a Serra da Rocinha.
O que conferir antes de seguir para a Serra da Rocinha. Foto: Arte CPG com dados do DNIT e do Ministério dos Transportes

Não conte com a serra aberta à noite. Mesmo quando for liberada, o último plano oficial, segundo o ministério, previa bloqueio noturno, com passagem só das 6h às 19h.

Não tente passar por conta própria, mesmo perto do fim da interdição. O ministério afirma que há risco de queda de blocos de rocha e solo no trecho entre o km 44 e o km 53.

Respeite qualquer bloqueio no local, mesmo que a pista pareça limpa. A liberação, diz o DNIT, depende da avaliação da encosta, e não do aspecto do asfalto.

Onde acompanhar a reabertura

O DNIT publica os avisos na seção “Alertas DNIT”, dentro da central de conteúdos do órgão no gov.br. O alerta de sábado está na categoria Trânsito, com a etiqueta Santa Catarina.

O Ministério dos Transportes publicou a nota da liberação de quinta-feira na área de notícias do seu site, na seção de rodovias.

A próxima informação oficial esperada é o resultado da avaliação de segunda (28). Até lá, vale a frase do DNIT: a serra está totalmente interditada.

O que se sabe e o que ainda depende da encosta

Já se sabe onde a terra desceu (km 48), qual trecho foi atingido em setembro (km 44 a 53), quantos pontos de deslizamento houve (16) e quando será a nova avaliação (segunda, 28).

Também se sabe, segundo o DNIT, o que o órgão faz em paralelo: a declaração da situação de emergência e os projetos de estabilização das encostas nos pontos mais críticos.

O resto depende da encosta. A data de reabertura, o horário de passagem e o ritmo das obras vão sair dos próximos avisos oficiais, e cada um deles pode mudar a rotina de quem precisa voltar a subir a serra.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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