Serra da Rocinha volta a operar no trecho da BR-285 em Timbé do Sul após cortinas atirantadas, técnica top-down e duto em escada reduzirem o risco de novos deslizamentos.
A Serra da Rocinha, no sul de Santa Catarina, passou por uma virada completa em comparação com a situação vista cerca de dois anos atrás, quando o trecho ficou em pista simples, com estrada de chão, rochas soltas e impactos de chuvas durante a obra.
Agora, a Serra da Rocinha tem o trânsito liberado de forma definitiva dentro do estado de Santa Catarina para subir e descer, deixando para trás o cenário de restrições por horário que ainda apareciam em períodos anteriores.
O que mudou no trecho liberado da Serra da Rocinha

A Serra da Rocinha vinha apresentando um quadro crítico por causa de chuvas e problemas que deixaram a via com material solto, rochas expostas e risco constante.
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O trecho que ficou mais vulnerável era justamente o ponto onde a encosta se desmanchava e avançava sobre a pista.
Com a liberação, a percepção no local é de outra realidade: pavimento concluído, estruturas de contenção visíveis e mais segurança para o tráfego, especialmente no trecho que concentrava as instabilidades.
Cortinas atirantadas de grande porte viram o destaque da obra
Entre as principais intervenções da Serra da Rocinha, o destaque fica para as cortinas atirantadas de grande porte, estruturas de contenção que aparecem com força no trecho liberado.
A estimativa citada é de aproximadamente 50 metros de altura em pontos específicos, indicando uma solução robusta para segurar a encosta.
Além disso, aparecem telas e outros elementos de contenção para reduzir a queda de fragmentos e melhorar a segurança do entorno da pista. A ideia central é impedir que a parte de cima, que vivia cedendo, volte a cair sobre a rodovia.
Técnica top-down estabiliza a encosta de cima para baixo
A Serra da Rocinha também recebeu a aplicação da técnica conhecida como top-down, descrita como um método em que a estabilização é executada de cima para baixo.
Na prática, isso significa iniciar o trabalho no alto, removendo material solto e buscando base para apoiar as estruturas, para depois avançar em etapas até a parte mais baixa.
Esse tipo de execução ajuda a controlar o risco durante a intervenção, porque reduz a chance de colapso enquanto a obra avança.
Duto em formato de escada controla a água e evita erosão
Um ponto que chama atenção na Serra da Rocinha é a estrutura que parece uma escada, mas tem função de drenagem.
O que aparece ali é um duto de água em formato de escada, feito para tirar a velocidade da água quando ela desce pela encosta.
A explicação é direta: se a água descer em linha reta, ela ganha velocidade e pressão, e ao encontrar obstáculos embaixo pode causar erosão e outros danos capazes de comprometer a obra. Com o formato de escada, a água perde energia ao longo do caminho e chega com menos força.
Liberação definitiva no lado catarinense e atenção ao trecho do RS
A Serra da Rocinha, no trecho de Santa Catarina, passa a operar com liberação definitiva, enquanto ainda há menção de obras acontecendo do lado do Rio Grande do Sul. O ponto de divisa é citado como referência de onde o cenário muda de um estado para o outro.
Com a parte catarinense liberada, a expectativa é de melhor fluidez e menos interrupções no deslocamento, principalmente para quem depende da BR-285 para circulação regional.
Você acha que a Serra da Rocinha deveria ter monitoramento e manutenção reforçados o ano inteiro para evitar novas interdições, ou obras desse porte já resolvem o problema por muitos anos?

