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Trecho da Serra da Rocinha na BR-285 é liberado agora em Timbé do Sul: cortinas atirantadas de 50 m e técnica top-down estabilizam a encosta, com duto em escada controlando a água

Escrito por Carla Teles
Publicado em 01/04/2026 às 23:42
Atualizado em 01/04/2026 às 23:46
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Serra da Rocinha na BR-285: cortinas atirantadas, técnica top-down e duto em escada liberam trecho e estabilizam a encosta.
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Serra da Rocinha volta a operar no trecho da BR-285 em Timbé do Sul após cortinas atirantadas, técnica top-down e duto em escada reduzirem o risco de novos deslizamentos.

A Serra da Rocinha, no sul de Santa Catarina, passou por uma virada completa em comparação com a situação vista cerca de dois anos atrás, quando o trecho ficou em pista simples, com estrada de chão, rochas soltas e impactos de chuvas durante a obra.

Agora, a Serra da Rocinha tem o trânsito liberado de forma definitiva dentro do estado de Santa Catarina para subir e descer, deixando para trás o cenário de restrições por horário que ainda apareciam em períodos anteriores.

O que mudou no trecho liberado da Serra da Rocinha

Serra da Rocinha na BR-285: cortinas atirantadas, técnica top-down e duto em escada liberam trecho e estabilizam a encosta.

A Serra da Rocinha vinha apresentando um quadro crítico por causa de chuvas e problemas que deixaram a via com material solto, rochas expostas e risco constante.

O trecho que ficou mais vulnerável era justamente o ponto onde a encosta se desmanchava e avançava sobre a pista.

Com a liberação, a percepção no local é de outra realidade: pavimento concluído, estruturas de contenção visíveis e mais segurança para o tráfego, especialmente no trecho que concentrava as instabilidades.

Cortinas atirantadas de grande porte viram o destaque da obra

Entre as principais intervenções da Serra da Rocinha, o destaque fica para as cortinas atirantadas de grande porte, estruturas de contenção que aparecem com força no trecho liberado.

A estimativa citada é de aproximadamente 50 metros de altura em pontos específicos, indicando uma solução robusta para segurar a encosta.

Além disso, aparecem telas e outros elementos de contenção para reduzir a queda de fragmentos e melhorar a segurança do entorno da pista. A ideia central é impedir que a parte de cima, que vivia cedendo, volte a cair sobre a rodovia.

Técnica top-down estabiliza a encosta de cima para baixo

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A Serra da Rocinha também recebeu a aplicação da técnica conhecida como top-down, descrita como um método em que a estabilização é executada de cima para baixo.

Na prática, isso significa iniciar o trabalho no alto, removendo material solto e buscando base para apoiar as estruturas, para depois avançar em etapas até a parte mais baixa.

Esse tipo de execução ajuda a controlar o risco durante a intervenção, porque reduz a chance de colapso enquanto a obra avança.

Duto em formato de escada controla a água e evita erosão

Um ponto que chama atenção na Serra da Rocinha é a estrutura que parece uma escada, mas tem função de drenagem.

O que aparece ali é um duto de água em formato de escada, feito para tirar a velocidade da água quando ela desce pela encosta.

A explicação é direta: se a água descer em linha reta, ela ganha velocidade e pressão, e ao encontrar obstáculos embaixo pode causar erosão e outros danos capazes de comprometer a obra. Com o formato de escada, a água perde energia ao longo do caminho e chega com menos força.

Liberação definitiva no lado catarinense e atenção ao trecho do RS

A Serra da Rocinha, no trecho de Santa Catarina, passa a operar com liberação definitiva, enquanto ainda há menção de obras acontecendo do lado do Rio Grande do Sul. O ponto de divisa é citado como referência de onde o cenário muda de um estado para o outro.

Com a parte catarinense liberada, a expectativa é de melhor fluidez e menos interrupções no deslocamento, principalmente para quem depende da BR-285 para circulação regional.

Você acha que a Serra da Rocinha deveria ter monitoramento e manutenção reforçados o ano inteiro para evitar novas interdições, ou obras desse porte já resolvem o problema por muitos anos?

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Carla Teles

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