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Operários escavavam um terreno em Alexandria e encontraram um sarcófago negro de quase 30 toneladas: a tumba de 2.000 anos estava selada a 5 metros de profundidade sob a cidade moderna e virou um dos maiores mistérios arqueológicos do Egito

Escrito por Débora Araújo
Publicado em 11/06/2026 às 14:33
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Operários escavavam um terreno em Alexandria e encontraram um sarcófago negro de quase 30 toneladas.
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Operários encontraram em Alexandria um gigantesco sarcófago de granito negro enterrado sob área urbana do Egito, despertando especulações mundiais por permanecer lacrado desde a Antiguidade até sua descoberta em 2018.

Em julho de 2018, trabalhadores que atuavam em um terreno destinado à construção de um edifício residencial em Alexandria, no Egito, encontraram algo que ninguém esperava. A poucos metros abaixo da superfície, escondido sob ruas, prédios e décadas de urbanização, estava um enorme sarcófago de granito negro que permanecia fechado desde a Antiguidade.

A descoberta rapidamente chamou atenção internacional. Segundo o Ministério das Antiguidades do Egito, a estrutura foi encontrada durante escavações de fundação no distrito de Sidi Gaber, uma área densamente urbanizada da segunda maior cidade do país. O sarcófago estava enterrado a cerca de 5 metros de profundidade e apresentava sinais de que nunca havia sido aberto desde o seu sepultamento.

O tamanho da peça ajudou a alimentar especulações em todo o mundo. Segundo Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, tratava-se do maior sarcófago já encontrado em Alexandria.

Uma simples obra residencial revelou uma estrutura que pesava quase 30 toneladas

O sarcófago impressionava não apenas pela idade, mas também pelas dimensões. Segundo a revista TIME, a estrutura media aproximadamente 2,6 metros de comprimento, mais de 1,5 metro de largura e cerca de 2 metros de altura, sendo construída em granito negro maciço. Estimativas divulgadas por arqueólogos apontavam peso próximo de 27 a 30 toneladas.

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Além do sarcófago, os arqueólogos encontraram um busto de alabastro que provavelmente representava o proprietário da tumba. A descoberta sugeria que o local havia pertencido a uma pessoa de posição elevada durante o período ptolomaico, que governou o Egito após a morte de Alexandre, o Grande.

O detalhe que mais intrigou os pesquisadores era uma camada de argamassa entre a tampa e a caixa funerária, indicando que ninguém havia violado a sepultura desde a Antiguidade.

A internet passou a especular que o túmulo poderia esconder Alexandre, o Grande

Poucos achados arqueológicos geraram tanta especulação em tão pouco tempo. Como o túmulo perdido de Alexandre, o Grande, jamais foi encontrado, surgiram teorias sugerindo que a gigantesca estrutura poderia guardar os restos mortais do conquistador macedônio que fundou Alexandria em 331 a.C.

O fato de o sarcófago ser o maior já encontrado intacto na cidade contribuiu para o surgimento dessas hipóteses. Entretanto, arqueólogos alertavam que não existia nenhuma evidência concreta ligando a tumba ao famoso governante. Mesmo assim, a curiosidade mundial transformou a abertura da estrutura em um evento acompanhado por milhões de pessoas.

Quando a tampa finalmente foi removida, a realidade era bem diferente das teorias

Após semanas de expectativa, arqueólogos conseguiram abrir a estrutura. Segundo o Ministério das Antiguidades do Egito, dentro do sarcófago havia os restos de três esqueletos humanos, acompanhados por uma grande quantidade de líquido marrom-avermelhado resultante da infiltração de esgoto e água subterrânea ao longo dos séculos.

As análises iniciais descartaram qualquer relação com Alexandre, o Grande. De acordo com declarações divulgadas pelas autoridades egípcias, um dos crânios apresentava sinais compatíveis com um antigo ferimento causado por flecha, levando alguns pesquisadores a sugerirem que os indivíduos poderiam ter ligação com atividades militares. No entanto, a identidade exata das pessoas enterradas nunca foi confirmada de forma definitiva.

O conteúdo da tumba acabou sendo muito menos espetacular do que os rumores sugeriam, mas isso não diminuiu sua importância arqueológica.

Alexandria continua escondendo cidades inteiras sob seus prédios modernos

O caso do sarcófago negro destacou outro aspecto importante da arqueologia egípcia. Durante muito tempo, Alexandria recebeu menos atenção arqueológica do que regiões como Gizé, Luxor ou o Vale dos Reis. Porém, a cidade moderna foi construída diretamente sobre sucessivas camadas da antiga capital fundada por Alexandre.

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Segundo a TIME, séculos de urbanização cobriram grande parte dos vestígios antigos, fazendo com que descobertas relevantes frequentemente apareçam durante obras de construção civil. Isso significa que parte significativa da Alexandria antiga continua escondida sob avenidas, edifícios, estacionamentos e bairros inteiros da cidade contemporânea.

Um dos maiores mistérios arqueológicos da década nasceu por acaso

A descoberta do sarcófago negro mostra como alguns dos achados mais fascinantes da arqueologia não surgem em expedições milionárias ou escavações planejadas durante anos. Neste caso, tudo começou porque operários precisavam abrir as fundações de um prédio residencial.

Sob uma área comum da cidade moderna estava escondida uma estrutura funerária gigantesca, enterrada havia mais de 2.000 anos, que permaneceu intacta durante impérios, invasões, guerras, terremotos e séculos de crescimento urbano.

Mesmo sem conter Alexandre, o Grande, o sarcófago negro se transformou em uma das descobertas arqueológicas mais comentadas do século XXI e mostrou que Alexandria ainda guarda inúmeros segredos sob suas ruas.

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Débora Araújo

Débora Araújo é redatora no Click Petróleo e Gás, com mais de dois anos de experiência em produção de conteúdo e mais de mil matérias publicadas sobre tecnologia, mercado de trabalho, geopolítica, indústria, construção, curiosidades e outros temas. Seu foco é produzir conteúdos acessíveis, bem apurados e de interesse coletivo. Sugestões de pauta, correções ou mensagens podem ser enviadas para contato.deboraaraujo.news@gmail.com

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