A Samsung e a Mercedes-Benz estão próximas de fechar um acordo inédito para fornecimento de baterias prismáticas aos carros elétricos da montadora alemã a partir de 2028. A divisão Samsung SDI seria a responsável pelo fornecimento, e a parceria pode levar à construção de novas fábricas na Europa, em países como Áustria, Eslováquia e República Tcheca.
A Samsung e a Mercedes-Benz estão perto de selar uma parceria que pode redefinir a cadeia global de produção de carros elétricos. As conversas entre as duas gigantes ganharam força após encontros entre executivos e sinalizam um movimento estratégico que vai muito além de um simples contrato de fornecimento. Caso o acordo seja confirmado, a divisão Samsung SDI fornecerá baterias prismáticas para os carros elétricos da Mercedes-Benz previstos para 2028, um marco que representa a primeira vez que a tecnologia de baterias da Samsung seria utilizada em veículos produzidos pela montadora alemã. A parceria muda a geometria de poder na indústria automotiva mundial ao aproximar o que era tratado como dois polos separados: a engenharia europeia e a tecnologia asiática de baterias.
A aproximação não é acidental. A Mercedes-Benz inicialmente contava com a Automotive Cells Company (ACC) para abastecer a produção de seus carros elétricos, mas problemas como custos elevados e atrasos levaram à revisão dessa estratégia, abrindo espaço para que novos parceiros entrassem no jogo. A Samsung surgiu como alternativa viável e, segundo as informações que circulam no setor, pode até mesmo expandir sua presença industrial na Europa para atender à demanda. Fábricas em países como Áustria, Eslováquia ou República Tcheca estão entre as possibilidades em estudo, o que reforçaria a produção local e reduziria os custos logísticos que pesam na conta final dos carros elétricos.
O que o acordo entre Samsung e Mercedes-Benz muda nos carros elétricos
Segundo informações do portal sammyguru & Tudo Celular, baterias são o componente mais caro e estratégico dos carros elétricos, respondendo por cerca de um terço do custo total do veículo em muitos modelos. Quando uma montadora como a Mercedes-Benz escolhe um fornecedor de baterias, ela está definindo não apenas um parceiro comercial, mas a tecnologia que vai diferenciar seus carros elétricos no mercado pelos próximos anos. A escolha da Samsung SDI, que utiliza o formato prismático, sinaliza que a Mercedes-Benz aposta em uma arquitetura específica que equilibra densidade energética, segurança e facilidade de produção em larga escala.
-
Estudantes de São Paulo criam jogo para crianças com TDAH que une aprendizado, diversão e acompanhamento de pais e profissionais
-
Na Califórnia, 1.300 baterias aposentadas da Honda e Nissan escapam de ir para o lixo e viram uma usina gigante de 25 MWh, revelando como carros elétricos podem continuar abastecendo a rede mesmo depois de sair das ruas
-
Foguete chinês Kinetica-1 coloca mais de 100 satélites em órbita em 14 voos, carrega 15 toneladas de carga útil e lidera o mercado comercial espacial da China
-
Robô chinês com inteligência artificial solda sozinho plataformas de petróleo offshore, suporta 30 toneladas, corta aço de 70 milímetros e tem vida útil projetada para 20 anos
O formato prismático das baterias Samsung se distingue das células cilíndricas usadas por concorrentes como a Tesla e das células em bolsa adotadas por outros fabricantes. As células prismáticas oferecem vantagens em empacotamento dentro dos módulos de bateria, permitindo maior densidade volumétrica e, consequentemente, mais autonomia em um espaço menor dentro do carro elétrico. Para uma marca como a Mercedes-Benz, que precisa oferecer veículos premium com autonomia competitiva, essa característica é decisiva. O acordo com a Samsung não é apenas uma transação, é uma aposta tecnológica.
Por que a Mercedes-Benz trocou a ACC pela Samsung nos carros elétricos
A decisão da Mercedes-Benz de reavaliar sua parceria com a Automotive Cells Company e abrir negociações com a Samsung revela as dificuldades que as montadoras europeias estão enfrentando para produzir baterias em escala. A ACC, consórcio europeu com participação de Stellantis, TotalEnergies e Mercedes-Benz, enfrentou custos mais altos do que o esperado e atrasos na entrega de células para os carros elétricos da montadora alemã, problemas que colocaram em risco os cronogramas de lançamento dos modelos previstos para os próximos anos.
Diante desse cenário, a Mercedes-Benz precisou agir. A Samsung, com décadas de experiência em produção de baterias para eletrônicos de consumo e uma divisão automotiva consolidada, oferece a confiabilidade de quem já produz em volumes gigantescos, algo que a ACC ainda está construindo. Para a Mercedes-Benz, garantir fornecimento estável de baterias é uma questão de sobrevivência no mercado de carros elétricos, onde atrasos podem custar bilhões de euros em vendas perdidas e posicionamento de marca. A Samsung representa segurança operacional que a ACC não conseguiu entregar.
Como a Europa pode ganhar novas fábricas de baterias para carros elétricos
Um dos aspectos mais interessantes do possível acordo é a perspectiva de novas fábricas da Samsung em solo europeu. Países como Áustria, Eslováquia e República Tcheca aparecem como candidatos a receber essas unidades, aproveitando a localização estratégica no centro da Europa, a mão de obra qualificada e a proximidade com as fábricas da Mercedes-Benz na Alemanha. A chegada da Samsung ao continente europeu teria implicações que vão além do contrato com a Mercedes-Benz: consolidaria a Europa como um polo real de produção de baterias para carros elétricos, reduzindo a dependência de importações asiáticas.
Para os países candidatos, a perspectiva de receber investimentos bilionários em fábricas de baterias é uma oportunidade rara. Cada fábrica de células de grande porte gera milhares de empregos diretos, atrai fornecedores secundários e posiciona o país na cadeia global de produção de carros elétricos por décadas. Áustria, Eslováquia e República Tcheca já possuem tradição automotiva e infraestrutura industrial compatível, o que explica por que aparecem como favoritos. A decisão final dependerá de fatores como incentivos fiscais, disponibilidade de energia limpa e acordos trabalhistas.
A relação que já existe entre Samsung e Mercedes-Benz fora dos carros elétricos
O que muitas pessoas não sabem é que Samsung e Mercedes-Benz já são parceiras tecnológicas há anos, embora em outro domínio. A Mercedes-Benz utiliza tecnologias da Harman, subsidiária da Samsung, em seus sistemas de infotainment, incluindo áudio premium, interfaces de tela e integração com aplicativos de smartphone. Essa relação existente torna o acordo para baterias uma evolução natural, não uma aposta às cegas. As duas empresas já se conhecem e já operam juntas em ambientes que exigem precisão e qualidade automotiva.
A expansão da parceria para baterias de carros elétricos encaixa na estratégia mais ampla da Samsung de se posicionar como fornecedora integral para o setor automotivo. Enquanto Apple abandonou planos de construir seu próprio carro, a Samsung aposta em ser a espinha dorsal tecnológica de marcas estabelecidas como a Mercedes-Benz, fornecendo tudo, desde os chips dos painéis digitais até as baterias que movem os veículos. Para a Mercedes-Benz, trabalhar com uma empresa que já entende os padrões de qualidade automotiva reduz riscos de integração e acelera o desenvolvimento de novos modelos.
O que o acordo significa para o futuro global dos carros elétricos
Se o contrato entre Samsung e Mercedes-Benz for confirmado, ele será mais um sinal de que a indústria de carros elétricos está se consolidando em torno de um pequeno número de grandes fornecedores de baterias. Samsung SDI, LG Energy Solution, CATL e Panasonic dominam o mercado global de células automotivas, e cada acordo que uma dessas empresas fecha com uma grande montadora redefine o equilíbrio do setor pelos próximos dez ou quinze anos.
Para os consumidores, o impacto pode ser sentido nos preços, na autonomia e na disponibilidade de carros elétricos. Se a Samsung conseguir entregar baterias prismáticas com custo competitivo e escala industrial, os modelos da Mercedes-Benz previstos para 2028 podem chegar ao mercado com preços mais acessíveis e autonomia superior aos concorrentes que ainda dependem de fornecedores menos consolidados. Detalhes como valores do contrato e cronograma oficial ainda não foram divulgados, mas o acordo pode ter impacto direto no mercado global de carros elétricos e acelerar a transição que todas as montadoras tradicionais agora enfrentam.
Samsung e Mercedes-Benz podem fechar um acordo que coloca baterias coreanas nos carros elétricos alemães a partir de 2028. Você compraria um Mercedes com bateria Samsung? Esse tipo de parceria melhora ou piora os carros elétricos? Deixe sua opinião nos comentários.

Seja o primeiro a reagir!