Guerra entre Rússia e Ucrânia afeta economias ao redor do mundo e Banco Mundial prevê subidas ainda mais intensas nos preços
As consequências do conflito no Leste Europeu, entre Rússia e Ucrânia, continuam aparecendo e devem perdurar até 2024. Segundo afirmou o Banco Mundial em relatório Perspectiva do Mercado de Commodities, as instabilidades e os choques vistos nos preços de alimentos e combustíveis ao redor do mundo podem causar risco de estagflação.
De acordo com a matéria de Maytaal Angel publicada no site CNN Brasil no dia 26 de abril, terça-feira, o Banco Mundial disse, durante seu primeiro estudo geral e abrangente dos efeitos da guerra entre Ucrânia e Rússia – que foi pauta de conversa entre Brasil e Estados Unidos – sobre os mercados de commodities, que o planeta passa pelo maior choque de valores no setor desde a década de 70.
Conforme as afirmações do Banco Mundial, o impacto consequente à guerra entre Rússia e Ucrânia está se acentuando em razão de restrições no mercado de combustíveis, de alimentos e de fertilizantes, aumentando ainda mais as pressões inflacionárias ao redor de todo o globo.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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Para o Banco Mundial, subida nos preços globais podem ser radicais
Sobre medidas a serem tomadas em vista do contexto gerado por Rússia e Ucrânia, Indermit Gill, vice-presidente do Banco Mundial para Crescimento Equitativo, Finanças e Instituições, declarou: “Os formuladores de políticas monetárias deveriam aproveitar todas as oportunidades para aumentar o crescimento econômico e evitar ações que tragam danos à economia global”.
Nesse sentido, o Banco Mundial prevê como resultado do embate entre Rússia e Ucrânia um aumento superior a 50% nos preços da energia ainda neste ano. Para os próximos dois anos, 2023 e 2024, os preços devem desacelerar. Já na agricultura e no setor de metais, os valores devem subir cerca de 20% em 2022.
Os dois países europeus marcam forte presença no mercado mundial
Vale ressaltar que a Rússia é a maior exportadora de gás natural e fertilizantes do globo, e o segundo país que mais exporta petróleo. Juntas, Rússia e Ucrânia são responsáveis por quase um terço (⅓) das exportações mundiais de trigo, 80% das exportações de óleo de girassol e quase 20% das exportações de milho.
Desde 24 de fevereiro, data em que se iniciaram os ataques da Rússia ao território da Ucrânia, tanto a produção quanto a exportação destas e de outras commodities têm sido comprometidas.
Aço subindo: afetadas pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, siderúrgicas do Brasil aumentam preços do produto, que podem chegar a um acréscimo de até 10%
Devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia, o mercado mundial tem sido afetado de diversas formas, sendo uma delas o aumento do preço do aço. Assim, as siderúrgicas do Brasil também têm seguido os valores internacionais do aço. De acordo com especialistas da área, os preços do vergalhão da Gerdau no Brasil aumentaram de 6% a 9%. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), realizará aumentos de entre 8% a 10%, até o início de abril, no máximo. Até o momento, Usiminas não divulgou alterações, mas é provável que siga no mesmo caminho.
O acréscimo da Gerdau segue uma equação de semelhança de importação fortemente reduzida, superior a 20%, diante de níveis de equilíbrio de 5%. Ainda nesta semana, foi publicado um relatório pelo BTG Pactual em que os analistas Caio Greiner e Leonardo Correa afirmaram que os valores dos aços longos estavam menores em comparação à paridade há muito tempo, o que mostra que as condições de demanda continuavam fracas. Para entender tudo sobre este assunto vinculado ao conflito no Leste Europeu, clique aqui e leia esta outra matéria do CPG na íntegra.

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