Perto da costa de Alexandria, as ruínas submersas do porto oriental escondem o antigo bairro real da cidade. Na ilha afundada de Antirhodos, pesquisadores suspeitam de palácios e templos ligados aos últimos anos de Cleópatra, embora nada esteja confirmado. A baía guarda ainda restos do lendário Farol.
No fundo azul do Mediterrâneo, bem perto da costa de Alexandria, colunas e pedras gigantes contam uma história que o mar tentou esconder por séculos. São ruínas submersas que guardam vestígios do antigo centro de poder do Egito. E, entre todos os nomes ligados a esse cenário, um chama mais atenção do que qualquer outro, o de Cleópatra.
A reportagem da Gazeta de S. Paulo conta que a área afundada esconde o que sobrou do bairro real da antiga Alexandria, com palácios e templos da dinastia ptolemaica. A principal suspeita é que parte dessas estruturas tenha pertencido ao complexo onde Cleópatra VII viveu seus últimos anos de poder. Suspeita, e só suspeita, porque ainda não existe resposta definitiva.
A cidade que o mar engoliu

Alexandria foi criada por Alexandre, o Grande, e virou um dos maiores centros culturais, políticos e comerciais do mundo antigo.
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Com o passar dos séculos, porém, parte dessa paisagem desapareceu. O mar avançou. Terremotos, mudanças no solo e a força das águas foram empurrando bairros inteiros para baixo da superfície.
Hoje, o porto oriental concentra alguns dos achados mais importantes da arqueologia subaquática.
Desde os anos 1990, expedições conduzidas por especialistas vasculham a região em parceria com as autoridades egípcias.
O trabalho já trouxe à tona colunas, blocos monumentais, estátuas e estruturas ligadas ao antigo bairro real, peças que, juntas, vão remontando uma cidade perdida.
As ruínas submersas que apontam para Cleópatra

A principal suspeita dos pesquisadores é que parte dessas ruínas submersas faça parte do complexo de palácios usado pela elite ptolemaica.
Foi nesse ambiente, ao mesmo tempo político e religioso, que Cleópatra VII teria vivido o fim do seu reinado.
Um ponto chama atenção especial, a ilha afundada de Antirhodos.
Ali, os pesquisadores associam os vestígios a palácios e templos, incluindo estruturas ligadas ao culto da deusa Ísis. A região está entre os lugares mais promissores para entender a Alexandria da rainha.
Mesmo assim, nada disso é certeza fechada, e sim um conjunto de pistas que aponta para uma direção.
Um tesouro que não é feito de ouro
Quem imagina baús de joias e moedas no fundo do mar vai se decepcionar. O grande tesouro de Alexandria é de outro tipo.
Para os arqueólogos, o que vale ouro são os fragmentos capazes de reorganizar a história. Uma coluna quebrada pode revelar o tamanho de um templo.
Uma inscrição pode mostrar a quem aquela gente rezava.
Até a posição de uma estrutura conta uma história.
Ela ajuda a entender como a cidade funcionava antes de ser tomada pela água.
Esse cuidado mostra como a arqueologia mudou, porque, em vez de simplesmente arrancar peças do fundo do mar, os pesquisadores hoje usam mapeamento, mergulho especializado e reconstruções digitais para preservar o contexto de cada achado nessas ruínas submersas.
Um mistério que ainda guarda respostas
Mesmo com tudo o que já foi encontrado, a relação entre Alexandria e Cleópatra segue cheia de perguntas.
Não existe ainda uma resposta para tudo o que repousa naquela região submersa, mas cada vestígio reforça o peso dessas ruínas submersas na história do Egito antigo.
E o palácio da rainha não é o único atrativo escondido ali.
A mesma baía guarda restos do lendário Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. No fim, são duas Alexandrias em uma.
Uma vive na superfície, com ruas, prédios e movimento. A outra descansa no fundo do mar, guardando pistas de um passado que ainda pode mudar o que se sabe sobre Cleópatra.
As ruínas submersas de Alexandria provam que algumas das maiores histórias da humanidade ainda estão sendo reencontradas.
Cada bloco retirado da areia é uma chance de enxergar um pouco mais do mundo em que Cleópatra viveu.
E, enquanto as escavações avançam, o mar vai devolvendo, aos poucos, segredos que pareciam perdidos para sempre.
E você, ficaria curioso para mergulhar e ver de perto essas ruínas no fundo do mar de Alexandria? Acha que um dia vão confirmar o palácio de Cleópatra? Conte nos comentários o que mais te fascina nessa história, e compartilhe esta matéria com aquele amigo apaixonado por Egito antigo e mistérios da Antiguidade.

