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Ruínas submersas no fundo do mar de Alexandria podem revelar segredos sobre Cleópatra, e pesquisadores investigam palácios e templos ligados à rainha mais famosa do Egito antigo

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 12/06/2026 às 17:25
Atualizado em 12/06/2026 às 17:31
Assista o vídeoRuínas submersas no fundo do mar de Alexandria podem guardar segredos de Cleópatra, símbolo do Egito antigo, e pesquisadores investigam a cidade afundada.
Ruínas submersas no fundo do mar de Alexandria podem guardar segredos de Cleópatra, símbolo do Egito antigo, e pesquisadores investigam a cidade afundada.
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Perto da costa de Alexandria, as ruínas submersas do porto oriental escondem o antigo bairro real da cidade. Na ilha afundada de Antirhodos, pesquisadores suspeitam de palácios e templos ligados aos últimos anos de Cleópatra, embora nada esteja confirmado. A baía guarda ainda restos do lendário Farol.

No fundo azul do Mediterrâneo, bem perto da costa de Alexandria, colunas e pedras gigantes contam uma história que o mar tentou esconder por séculos. São ruínas submersas que guardam vestígios do antigo centro de poder do Egito. E, entre todos os nomes ligados a esse cenário, um chama mais atenção do que qualquer outro, o de Cleópatra.

A reportagem da Gazeta de S. Paulo conta que a área afundada esconde o que sobrou do bairro real da antiga Alexandria, com palácios e templos da dinastia ptolemaicaA principal suspeita é que parte dessas estruturas tenha pertencido ao complexo onde Cleópatra VII viveu seus últimos anos de poder. Suspeita, e só suspeita, porque ainda não existe resposta definitiva.

A cidade que o mar engoliu

Ruínas submersas no fundo do mar de Alexandria podem guardar segredos de Cleópatra, símbolo do Egito antigo, e pesquisadores investigam a cidade afundada.
Para entender essas ruínas submersas, é preciso voltar à fundação da cidade. 

Alexandria foi criada por Alexandre, o Grande, e virou um dos maiores centros culturais, políticos e comerciais do mundo antigo.

Com o passar dos séculos, porém, parte dessa paisagem desapareceu. O mar avançou. Terremotos, mudanças no solo e a força das águas foram empurrando bairros inteiros para baixo da superfície.

Hoje, o porto oriental concentra alguns dos achados mais importantes da arqueologia subaquática. 

Desde os anos 1990, expedições conduzidas por especialistas vasculham a região em parceria com as autoridades egípcias.

O trabalho já trouxe à tona colunas, blocos monumentais, estátuas e estruturas ligadas ao antigo bairro real, peças que, juntas, vão remontando uma cidade perdida.

As ruínas submersas que apontam para Cleópatra

Ruínas submersas no fundo do mar de Alexandria podem guardar segredos de Cleópatra, símbolo do Egito antigo, e pesquisadores investigam a cidade afundada.
É aqui que mora a parte mais fascinante, a possível ligação com a rainha. 

A principal suspeita dos pesquisadores é que parte dessas ruínas submersas faça parte do complexo de palácios usado pela elite ptolemaica.

Foi nesse ambiente, ao mesmo tempo político e religioso, que Cleópatra VII teria vivido o fim do seu reinado.

Um ponto chama atenção especial, a ilha afundada de Antirhodos. 

Ali, os pesquisadores associam os vestígios a palácios e templos, incluindo estruturas ligadas ao culto da deusa Ísis. A região está entre os lugares mais promissores para entender a Alexandria da rainha.

Mesmo assim, nada disso é certeza fechada, e sim um conjunto de pistas que aponta para uma direção.

Um tesouro que não é feito de ouro

Quem imagina baús de joias e moedas no fundo do mar vai se decepcionar. O grande tesouro de Alexandria é de outro tipo.

Para os arqueólogos, o que vale ouro são os fragmentos capazes de reorganizar a história. Uma coluna quebrada pode revelar o tamanho de um templo.

Uma inscrição pode mostrar a quem aquela gente rezava.

Até a posição de uma estrutura conta uma história. 

Ela ajuda a entender como a cidade funcionava antes de ser tomada pela água.

Esse cuidado mostra como a arqueologia mudou, porque, em vez de simplesmente arrancar peças do fundo do mar, os pesquisadores hoje usam mapeamento, mergulho especializado e reconstruções digitais para preservar o contexto de cada achado nessas ruínas submersas.

Um mistério que ainda guarda respostas

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Mesmo com tudo o que já foi encontrado, a relação entre Alexandria e Cleópatra segue cheia de perguntas. 

Não existe ainda uma resposta para tudo o que repousa naquela região submersa, mas cada vestígio reforça o peso dessas ruínas submersas na história do Egito antigo.

E o palácio da rainha não é o único atrativo escondido ali.

A mesma baía guarda restos do lendário Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. No fim, são duas Alexandrias em uma.

Uma vive na superfície, com ruas, prédios e movimento. A outra descansa no fundo do mar, guardando pistas de um passado que ainda pode mudar o que se sabe sobre Cleópatra.

As ruínas submersas de Alexandria provam que algumas das maiores histórias da humanidade ainda estão sendo reencontradas. 

Cada bloco retirado da areia é uma chance de enxergar um pouco mais do mundo em que Cleópatra viveu.

E, enquanto as escavações avançam, o mar vai devolvendo, aos poucos, segredos que pareciam perdidos para sempre.

E você, ficaria curioso para mergulhar e ver de perto essas ruínas no fundo do mar de Alexandria? Acha que um dia vão confirmar o palácio de Cleópatra? Conte nos comentários o que mais te fascina nessa história, e compartilhe esta matéria com aquele amigo apaixonado por Egito antigo e mistérios da Antiguidade.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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