Projeto de Amanda Vernaci levou três meses, ocupa cerca de 7,6 por 4,6 metros e inclui gelo sintético, tabelas e vidro de policarbonato para criar uma arena particular para seus dois filhos dentro de casa
Uma pista de hóquei no porão, com aproximadamente 7,6 metros por 4,6 metros, foi construída em três meses pela criadora de conteúdo Amanda Vernaci. O espaço particular para os dois filhos custou cerca de US$ 17 mil e inclui gelo sintético, tabelas, vidro de policarbonato e uma experiência inspirada em arenas profissionais.
Vernaci documentou todo o processo para seus 1,6 milhão de seguidores no Instagram. O projeto surgiu das brincadeiras dos filhos, que já usavam tacos pequenos e redes sobre o tapete durante o inverno.
A ideia inicial foi crescendo conforme os meninos passaram a encarar as partidas com mais seriedade. Eles pediram até uma área de penalidades, como as existentes nos jogos oficiais de hóquei.
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Pista de hóquei no porão nasceu de brincadeiras em família
Antes da reforma completa, Vernaci comprou um tapete grande que imitava o visual de uma pista de hóquei.
Também adquiriu tabelas encaixáveis para criar uma área mais parecida com a modalidade praticada profissionalmente.
A família possui ingressos de temporada para os jogos do Red Wings. Segundo Vernaci, os filhos estão imersos no esporte e querem reproduzir em casa a rotina dos jogadores que acompanham.
As brincadeiras incluem cantar o hino nacional e passar por um vestiário antes das partidas. Foi nesse contexto que a criadora começou a imaginar uma experiência mais completa dentro do próprio porão.
Vernaci percebeu que havia espaço disponível e decidiu transformar o ambiente em uma arena particular. Quando comprou a segunda casa da família, que precisava de reformas, ela já pretendia finalizar o porão, mas ainda não imaginava instalar uma pista.
O projeto foi desenvolvido sem plantas de construção. A própria criadora afirma que não saberia explicar detalhadamente todas as etapas para quem deseja reproduzir a estrutura.
Ela planejava produzir sozinha as tábuas laterais, mas decidiu comprar um kit pronto. Depois, adquiriu o vidro e aprendeu a fixá-lo nas tabelas usando um processo semelhante ao de corrimões de vidro instalados em decks.

Gelo sintético e vidro concentraram os maiores custos
A pista de hóquei custou aproximadamente US$ 17 mil. O valor final foi influenciado principalmente pelo tipo de piso, pela espessura do vidro e pelas dimensões escolhidas para o espaço.
O gelo sintético custou cerca de US$ 2.700. Vernaci reconhece que esse material não era indispensável e poderia ter sido substituído por concreto pintado, carpete ou um tapete.
O vidro foi a parte mais cara da obra, com investimento aproximado de US$ 5.200. Ela escolheu um policarbonato mais espesso para aumentar a resistência e permitir que a estrutura continue sendo utilizada conforme os filhos cresçam.
A criadora explicou que pretendia construir algo durável para a família. Por isso, preferiu investir em um material mais caro, descrito por ela como praticamente “à prova de balas”.
Mesmo com o custo elevado, Vernaci afirma que seria possível economizar em diferentes etapas. O orçamento poderia ser reduzido com outro tipo de piso, placas mais finas ou uma pista de tamanho menor.
Ela costuma disponibilizar aos seguidores listas de materiais e detalhamentos de despesas após concluir seus projetos.
Para Vernaci, compartilhar esses dados ajuda outras pessoas a entenderem quais escolhas aumentam ou reduzem o preço final.
Projeto da pista de hóquei foi concluído em apenas três meses
A transformação completa do porão levou três meses. Vernaci conta que trabalha dividindo construções grandes em pequenas tarefas, concentrando-se primeiro na etapa mais simples antes de avançar para as demais.
Segundo ela, projetos desse porte podem parecer impossíveis quando observados como um único trabalho. A estratégia usada foi começar pela montagem das placas e resolver os desafios gradualmente.
A pista também representa uma continuação da trajetória iniciada por Vernaci em janeiro de 2019. Na época, ela morava de aluguel enquanto o marido cursava veterinária e buscava formas econômicas de personalizar a residência.
Ela sentia que a casa não parecia pertencer à família, embora eles fossem permanecer no imóvel durante quatro anos. A experiência motivou a criação de uma página voltada a melhorias acessíveis e fáceis de reproduzir.
A intenção era mostrar que uma pessoa não precisa morar em uma mansão ou possuir um grande orçamento para gostar do lugar onde vive. Seus primeiros projetos foram feitos em uma casa alugada e com recursos limitados.
Amanda Vernaci aprendeu a usar ferramentas durante a gravidez
A experiência de Vernaci com reformas ganhou força após o casal comprar a primeira casa. Grávida do primeiro filho, ela inicialmente contratou profissionais para realizar os reparos planejados.
Com a chegada da pandemia de COVID, os serviços foram interrompidos. Aos oito meses de gravidez, ela decidiu comprar sua primeira serra de mesa e aprender sozinha a executar as melhorias antes do nascimento do bebê.
Vernaci afirma que nunca havia usado ferramentas. Em vez de mostrar apenas resultados perfeitos, passou a publicar também os erros e dificuldades encontrados durante o aprendizado.
Ela acredita que essa abordagem aproximou o público, especialmente pessoas que também não tinham experiência ou muito dinheiro disponível.
O conteúdo mostrava que projetos domésticos poderiam ser realizados aos poucos, inclusive por iniciantes.
Atualmente, grande parte das construções é pensada para os dois filhos. Vernaci afirma que os meninos são ativos, gostam de esportes e usam a imaginação durante as brincadeiras.
Além da diversão, ela considera os projetos uma maneira de ensinar esforço, criatividade e trabalho duro. A confiança dos filhos no conhecimento da mãe aparece até fora de casa.
Segundo Vernaci, um deles levou para casa os óculos de sol quebrados de uma colega da escola. O menino afirmou à colega que a mãe seria capaz de consertá-los.
Esta matéria foi elaborada com base em informações e declarações publicadas pela revista PEOPLE, com dados, números e relatos preservados conforme o material consultado.

