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Faculdade brasileira criou exame de sangue que identifica câncer de mama com 95% de precisão antes do tumor aparecer e já testou em 1.200 mulheres…

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 17/04/2026 às 19:15
Atualizado em 17/04/2026 às 19:17
Cientista segurando tubo de sangue contra a luz em laboratório clínico brasileiro.
O RosalindTest detecta sinais moleculares de câncer de mama no sangue com 95% de precisão, antes do tumor aparecer em exames de imagem.
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Desenvolvido pela Faculdade de Medicina do ABC em parceria com a LiqSci, o RosalindTest detecta câncer de mama no sangue com 95% de precisão antes do tumor aparecer em exames de imagem — e já foi testado em 1.200 mulheres incluindo 600 de áreas rurais de São Paulo e Ceará

Uma faculdade brasileira criou um exame de sangue que identifica câncer de mama com 95% de precisão antes do tumor aparecer em mamografia. O RosalindTest, desenvolvido pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) em parceria com a empresa de biotecnologia LiqSci, funciona com uma simples coleta de sangue e analisa dois biomarcadores moleculares ligados à sobrevivência tumoral.

O exame mede a atividade de RNA mensageiro dos genes HIF-1α (fator induzido por hipóxia) e GLUT1 (transportador de glicose). Esses genes se ativam quando células tumorais começam a se desenvolver em ambiente de baixa oxigenação, fenômeno chamado hipóxia tumoral.

“Em nossos estudos, percebemos que, se detectássemos essa mudança celular no sangue periférico, poderíamos detectar a doença de maneira precoce”, explicou Fernando Luiz Affonso Fonseca, cientista envolvido na pesquisa, conforme o Só Notícia Boa.

Como o RosalindTest detecta câncer no sangue

A tecnologia utiliza PCR digital para medir com precisão a atividade dos biomarcadores no sangue. Diferentemente da mamografia, que identifica alterações físicas na mama, o RosalindTest trabalha no nível molecular — detectando sinais biológicos antes do tumor se formar ou se tornar visível em imagens.

O exame é complementar à mamografia, não substituto. Quando os biomarcadores indicam atividade anormal, a paciente é encaminhada para exames confirmatórios como biópsia. Contudo, a detecção precoce pode elevar a taxa de cura para cerca de 90%, reduzindo a necessidade de tratamentos agressivos.

  • Precisão: 95% na identificação de biomarcadores
  • Biomarcadores: HIF-1α e GLUT1 (hipóxia tumoral)
  • Tecnologia: PCR digital com RNA mensageiro
  • Coleta: amostra simples de sangue
  • Indicação: triagem complementar, a partir dos 40 anos
  • Estudos: ~1.200 mulheres, incluindo 600 de áreas rurais
  • Desenvolvimento: 10 anos de pesquisa
Enfermeira coletando amostra de sangue de paciente em clínica de saúde brasileira.
O exame usa uma simples coleta de sangue para detectar biomarcadores ligados à hipóxia tumoral — sem radiação, sem dor.

600 mulheres rurais testaram o exame

O RosalindTest já passou por três estudos clínicos. O primeiro envolveu 150 mulheres (125 com câncer de mama e 25 sem), identificando diferenças claras nos biomarcadores GLUT. As validações subsequentes ampliaram a amostra para cerca de 1.200 mulheres.

Um dos estudos mais recentes levou o exame a 600 mulheres de áreas rurais de São Paulo e Ceará, onde o acesso à mamografia é limitado por falta de infraestrutura. A FMABC destaca que o exame pode ampliar o rastreamento em unidades básicas de saúde remotas.

O nome “RosalindTest” homenageia Rosalind Franklin, cientista britânica que contribuiu para a compreensão da estrutura do DNA — base científica para análises moleculares como esta.

Máquina de PCR digital processando amostras de sangue em laboratório de biologia molecular.
A tecnologia de PCR digital mede a atividade de RNA mensageiro dos genes HIF-1α e GLUT1, que se ativam quando células tumorais começam a se desenvolver.

Ressalvas e limitações

O RosalindTest não substitui a mamografia. Atua como ferramenta de triagem inicial que indica necessidade de exames confirmatórios. Os estudos são considerados iniciais pela comunidade científica.

Até o momento, não há aprovação regulatória formal da Anvisa citada nas fontes disponíveis. O exame está em fase de aplicação e validação, disponível pelo site oficial. A precisão de 95% refere-se à diferenciação entre pacientes com e sem a doença em fases iniciais — validações longitudinais maiores ainda são necessárias. Para mais informações, consulte a reportagem do Metrópoles e a CNN Brasil.

Mulheres de comunidade rural brasileira aguardando rastreio de saúde em unidade móvel.
O teste já foi validado em 1.200 mulheres, incluindo 600 de áreas rurais de São Paulo e Ceará onde mamografia é limitada.
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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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