O navio-plataforma Maromba, antigo FPSO Polvo, está sendo modernizado em Dalian, na China, para operar no litoral brasileiro. A norueguesa TMC fornecerá compressores, secadores e controles; o contrato não teve valor divulgado.
Um navio-plataforma de 340,6 metros de comprimento está passando por uma grande transformação em um estaleiro chinês para voltar a operar no Brasil. É o FPSO Maromba, antigo FPSO Polvo, que recebeu um novo contrato de equipamentos anunciado em 15 de outubro pela norueguesa TMC Compressors.
A unidade está em modernização no estaleiro COSCO Shipping Heavy Industry, em Dalian, a serviço da operadora BW Energy. A encomenda envolve compressores de ar, sistemas de secagem, filtragem e controles indispensáveis ao funcionamento de equipamentos de bordo. O valor contratado não foi divulgado.
O antigo FPSO Polvo está sendo preparado para uma terceira vida no mar
O navio começou a carreira como petroleiro de transporte de carga. Em 2007, foi convertido em unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo, a sigla FPSO, para trabalhar no campo de Polvo, na Bacia de Campos.
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Quase duas décadas depois, passa por uma nova transformação. Em vez de encomendar uma embarcação inteiramente nova, a BW Energy aproveita uma estrutura existente e substitui ou atualiza sistemas para atender às exigências do futuro campo de Maromba. A empresa apresenta a decisão como alternativa para reduzir capital imobilizado e abreviar o desenvolvimento do projeto.

Compressores vão atender tanto à operação como ao controle da plataforma
A TMC fornecerá um conjunto de compressores de ar de serviço e de controle, acompanhado de secadores, filtros e sistema de comando. Em uma plataforma, o ar comprimido participa de diversas funções de instrumentos, equipamentos e processos auxiliares, tornando a confiabilidade do conjunto uma questão operacional.
Há um detalhe incomum nesse contrato: a TMC já havia fornecido equipamentos para o mesmo navio quando ele operava como Polvo, cerca de 20 anos antes. Agora, retorna para atender a uma unidade de maior exigência energética e operacional.
Navio tem mais de 340 metros e deve voltar à Bacia de Campos
Concluída a transformação na China, a unidade será destinada ao campo de Maromba, na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro. É nessa área que a BW Energy prepara seu projeto de produção de petróleo, cujo desenvolvimento depende do avanço da engenharia, do comissionamento e da mobilização marítima.
O anúncio dos compressores confirma uma encomenda de equipamentos, não a partida da plataforma, e não comprova que o primeiro óleo já foi extraído. A data exata da entrada em operação precisa ser acompanhada pelas atualizações da empresa.
Maior novidade é a reutilização de um navio que já trabalhou no Brasil
O FPSO Maromba volta a ganhar protagonismo no offshore brasileiro sem partir de um casco novo. Essa história ajuda a explicar como equipamentos podem atravessar diferentes ciclos de exploração, preservando partes estruturais enquanto recebem novas instalações de segurança, controle e produção.
Agora, os próximos passos concretos são a conclusão das obras no estaleiro, a integração dos sistemas contratados e a preparação para operar no litoral brasileiro.
