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Robôs humanoides da Hyundai que aprendem sozinhos, trocam a própria bateria, suportam temperaturas extremas e fazem trabalhos pesados vão substituir operários em fábricas de carros

Escrito por Ana Alice
Publicado em 17/01/2026 às 01:36
Atualizado em 17/01/2026 às 01:37
Assista o vídeoHyundai planeja usar robôs humanoides Atlas a partir de 2028 em fábrica nos EUA e ampliar tarefas na montagem até 2030. (Imagem: Divulgação/Hyundai)
Hyundai planeja usar robôs humanoides Atlas a partir de 2028 em fábrica nos EUA e ampliar tarefas na montagem até 2030. (Imagem: Divulgação/Hyundai)
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Hyundai planeja levar o robô humanoide Atlas ao chão de fábrica nos EUA, com estreia prevista para 2028 e expansão gradual até 2030, enquanto outras montadoras também testam máquinas semelhantes e discutem como integrar essa tecnologia a linhas de produção já existentes.

Atlas da Hyundai e Boston Dynamics na produção automotiva

A Hyundai Motor Group informou que pretende começar a empregar robôs humanoides do modelo Atlas em uma de suas fábricas nos Estados Unidos a partir de 2028, com uso inicial em tarefas repetitivas e de maior esforço físico na produção de veículos.

Segundo o portal UOL, o plano apresentado pela companhia prevê que a adoção comece no complexo industrial da montadora em Savannah, no estado da Geórgia, com etapas ampliadas gradualmente conforme a empresa valide segurança e estabilidade do processo.

Desenvolvido pela Boston Dynamics, empresa controlada pelo grupo, o Atlas foi apresentado como parte da estratégia da Hyundai para ampliar automação e uso de inteligência artificial em operações industriais.

Segundo a montadora, a meta é direcionar os robôs para atividades consideradas mais exigentes, enquanto funcionários humanos passariam a atuar em funções de supervisão e suporte.

O que é o robô humanoide Atlas e como foi apresentado

O Atlas é um robô humanoide criado pela Boston Dynamics, empresa conhecida por projetos de robótica móvel.

A Hyundai descreve o modelo como um humanoide de “propósito amplo”, pensado para trabalhar em ambientes industriais e executar tarefas manuais.

Em demonstrações públicas recentes, o robô foi mostrado em eventos do setor de tecnologia.

De acordo com a Associated Press, a exibição ao vivo teve operação pilotada, e a proposta apresentada foi avançar para versões capazes de atuar com maior autonomia em ambientes de fábrica.

Ao apresentar o projeto, a Hyundai afirmou que o Atlas foi desenhado para atuar em estruturas industriais já existentes, com adaptação às rotinas e às mudanças de demanda.

“O Atlas é construído para se integrar a fábricas pré-existentes, garantindo flexibilidade ao se adaptar às necessidades que surgem dos negócios, garantindo segurança, confiabilidade e previsibilidade”, afirmou a empresa em material divulgado sobre o robô.

Especificações do Atlas: carga, temperatura e bateria

Nos dados divulgados pela Hyundai e em reportagens sobre o anúncio, o Atlas é descrito como capaz de carregar até 50 quilos.

Também foi apresentada uma faixa de operação em temperaturas de -20°C a 40°C, apontada como compatível com diferentes condições de planta industrial.

A companhia indicou ainda que o robô deve ser capaz de trocar a própria bateria, o que, em tese, reduz paradas para recarga e facilita o uso em turnos prolongados.

A Hyundai não informou preço por unidade e não detalhou, no mesmo nível, como será a configuração do sistema de inteligência artificial embarcado, além de indicar parcerias para aprimorar segurança e desempenho.

Cronograma: estreia em 2028 e expansão a partir de 2030

De acordo com o cronograma divulgado pela empresa e reproduzido por veículos internacionais, a primeira etapa está prevista para 2028, na Hyundai Motor Group Metaplant America, em Savannah.

A fase inicial prevê atividades como sequenciamento de peças, um tipo de organização e abastecimento de componentes ao longo da produção.

A partir de 2030, a Hyundai afirmou que pretende expandir a atuação para montagem de componentes, com novas funções incorporadas conforme os resultados sejam confirmados em critérios como qualidade, segurança e estabilidade do processo.

A ideia, segundo a empresa, é que os robôs assumam tarefas repetitivas e de carga elevada, enquanto pessoas passem a concentrar-se em controle, manutenção e supervisão.

Ainda no anúncio, a Hyundai comunicou a intenção de montar uma estrutura industrial dedicada à fabricação de robôs, com capacidade de produzir 30 mil unidades por ano até 2028.

A empresa apresentou a escala como parte do plano para ampliar o uso em outras unidades no futuro, mas não detalhou quais fábricas além da planta na Geórgia receberiam o Atlas em seguida.

BMW, Mercedes e Tesla também testam robôs humanoides

O movimento da Hyundai ocorre enquanto diferentes fabricantes e empresas de robótica tentam demonstrar uso prático de humanoides em ambiente produtivo.

Na indústria automotiva, robôs industriais tradicionais já realizam soldagem, pintura e movimentação de peças há anos, mas o foco recente tem sido colocar máquinas com formato humano para circular em áreas feitas para pessoas.

No caso da BMW, a montadora informou que conduziu testes com o Figure 02 em sua fábrica de Spartanburg, nos Estados Unidos.

Segundo a empresa e a fabricante do robô, o humanoide foi usado para manipular e posicionar peças de chapa metálica em um dispositivo específico, em uma etapa relacionada à produção de carroceria.

A Mercedes-Benz também anunciou testes com humanoides e, segundo a Reuters, investiu na Apptronik, empresa responsável pelo robô Apollo.

As avaliações, de acordo com a reportagem, incluíram atividades como movimentação de componentes e checagens iniciais de qualidade em unidades na Alemanha e na Hungria, com treinamento por teleoperação para que o robô aprenda tarefas a partir de comandos humanos.

Enquanto isso, a Tesla segue divulgando o desenvolvimento do Optimus, seu projeto de robô humanoide.

Em vídeos oficiais publicados pela companhia, uma demonstração mostra o robô manipulando um ovo sem quebrá-lo, com a empresa indicando presença de sensores táteis nos dedos para controlar a força aplicada durante o movimento.

Foto: Apptronik
Foto: Apptronik

Impacto no chão de fábrica e funções de supervisão

Ao justificar a adoção, montadoras têm destacado a possibilidade de reduzir esforço físico e repetição em tarefas específicas.

No caso da Hyundai, o discurso público associa a estratégia a um ambiente de trabalho mais seguro, com parte dos funcionários migrando para funções de supervisão, manutenção e acompanhamento operacional.

Relatos sobre as apresentações do Atlas também registraram que o tema levanta dúvidas sobre emprego e sobre o ritmo real de adoção em larga escala.

Segundo a Associated Press, especialistas apontam limites atuais relacionados a destreza, confiabilidade em escala e custos, e indicam que a viabilidade tende a depender de tarefas bem definidas e de controles de segurança rigorosos.

A Hyundai, por sua vez, tem defendido que a automação pode abrir demanda por novos perfis profissionais voltados a operação, manutenção e treinamento de sistemas.

Ao mesmo tempo, a empresa reconhece que a introdução de humanoides no processo exige validação progressiva, já que o robô passará a atuar em áreas onde há pessoas e equipamentos em movimento constante.

Com o cronograma indicando início em 2028 e ampliação a partir de 2030, a implementação do Atlas será acompanhada por métricas internas como segurança, qualidade e estabilidade do processo, além de produtividade e disponibilidade do equipamento.

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D.A.S
D.A.S
18/01/2026 14:40

A Ganância cega e emburrece o ser Humano, o sistema Capitalista está se auto destruindo e quando a massa se revoltar vai destruir tudo isso.

Vilmar I A Susko
Vilmar I A Susko
17/01/2026 21:09

Viva os Robôs, enquanto isso vamos morrer de fome 🤠🌿💖

Luiz Rogério.
Luiz Rogério.
17/01/2026 17:05

Todas as companhias robotizando fabricação, desempregando os humanos, venderão para quem? Será que os robôs humanoides comprarão os produtos que produzem?

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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