Fabricado em 1986, o raro Hofstetter Turbo brasileiro conquistou um prêmio especial na AutoClásica 2026, na Argentina. Com apenas 18 unidades produzidas, o esportivo impressiona pelo design futurista, motor turbo e câmbio automático exclusivo
O Hofstetter Turbo, esportivo brasileiro conhecido como “Lamborghini brasileiro”, conquistou um prêmio especial na AutoClásica 2026, na Argentina. O carro pertence ao museu Dream Car, de São Roque (SP), e é o único exemplar produzido com câmbio automático.
Hofstetter Turbo brasileiro recebe prêmio em evento internacional
O reconhecimento aconteceu na AutoClásica, realizada em San Isidro, na Argentina, cuja edição de 2026 termina nesta segunda-feira, 12 de outubro.
Segundo as informações divulgadas sobre a participação brasileira, a organização concedeu um prêmio especial ao Hofstetter Turbo como forma de prestigiar os representantes do Brasil no evento.
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O modelo premiado foi fabricado em 1986 e integra o acervo do museu Dream Car, localizado em São Roque, no interior paulista.
O esportivo chama atenção pelo desenho em forma de cunha, pelas portas asa de gaivota e pela produção extremamente limitada.
Projeto começou quando criador tinha apenas 16 anos
A história do Hofstetter começou no Natal de 1973, quando Mário Richard Hofstetter, então com 16 anos, decidiu desenhar seu próprio automóvel.
O jovem buscou inspiração em modelos como Alfa Romeo Carabo, Maserati Boomerang e BMW E25 Turbo.
A construção começou na garagem de casa. Para produzir o primeiro molde da carroceria, ele utilizou fibra de vidro e compensados de madeira comprados com dinheiro da venda de um kart.
O projeto aproveitou componentes de diferentes fabricantes. Motor, câmbio e suspensão traseira vieram do Volkswagen Passat, enquanto direção e freios dianteiros utilizavam peças do Chevrolet Chevette.
Esportivo brasileiro chegava a quase 200 km/h
Apresentado no Salão do Automóvel de 1984, o Hofstetter Turbo utilizava inicialmente um motor Volkswagen AP 1.8 a álcool, equipado com turbocompressor.
O conjunto entregava 140 cavalos de potência e torque de 21 kgfm.
Com essa configuração, o carro acelerava de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos e alcançava 196 km/h.
Em 1987, o fabricante passou a utilizar um motor 2.0 turbo de 210 cavalos, permitindo ao esportivo superar os 200 km/h.
Ao todo, apenas 18 unidades foram fabricadas. A produção terminou em 1992, após a abertura do mercado brasileiro aos veículos importados.

Museu também levou raro Concorde à Argentina
Além do Hofstetter, o Dream Car enviou à AutoClásica um exemplar do Concorde, automóvel brasileiro inspirado nos carros clássicos da década de 1930.
O modelo possui 5,20 metros de comprimento e motor V8 4.9 utilizado nos Ford Galaxie e Landau.
A unidade apresentada na Argentina foi fabricada em 1979 e possui chassi número 008.
Somente 25 exemplares do Concorde foram produzidos artesanalmente entre 1976 e 1985.
Após o encerramento da exposição argentina, os dois automóveis retornarão ao acervo do Dream Car, em São Roque, onde poderão ser vistos pelos visitantes.
Dados da matéria: Quatro Rodas.

