Em Linga, o químico João Machirica produz farinha enriquecida desde 2018, amplia presença em capitais provinciais e mira levar o Sabores do Campo para todo o país e exportar
Em abril de 2026, em Linga, o químico João Machirica chamou atenção ao produzir farinha enriquecida a partir de produtos locais como uma resposta prática à desnutrição crônica e à necessidade de promover alimentação mais saudável, com distribuição que já alcança várias capitais provinciais.
O projeto Sabores do Campo começou em 2018 de forma precária e em pequena escala, mas cresceu com o aumento da procura. Hoje, a iniciativa produz mais de 1.000 kg de farinha por semana, chega a mercados em quase todas as províncias do país e já aparece em supermercados, enquanto o próximo passo é buscar exportação.
Como a farinha enriquecida nasceu a partir de produtos que se perdiam
A ideia do Sabores do Campo surgiu quando João Machirica identificou que muitos produtos locais se perdiam nas zonas por falta de aproveitamento. A solução foi transformar essa diversidade em farinha enriquecida, processando matérias-primas para consumo e reduzindo desperdícios.
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A proposta é simples e direta: valorizar o que já existe localmente e converter em farinha com ganho nutricional, criando um produto que ajude no dia a dia de quem precisa melhorar a qualidade da alimentação.
Quais ingredientes entram na farinha do Sabores do Campo
João Machirica afirma que produz variedades de farinha, com destaque para farinhas de multimisturas. Entre os ingredientes citados estão mapira, mexoeira, feijão nhemba, mandioca e outros cereais.
A lógica é combinar produtos locais para elevar o valor nutricional da farinha, ampliando opções para consumo e reforçando a ideia de que diversidade alimentar pode virar solução concreta.
Do pilão e peneiras tradicionais a uma produção maior
No início, em 2018, o processamento da farinha era caseiro, com meios rudimentares. Ele relata o uso de pilão, peneiras tradicionais e formas simples de embalagem, inclusive com entregas em plásticos.
Com o aumento da procura, João Machirica diz que passou a olhar para a farinha também pela dimensão nutricional e social, entendendo que o consumo poderia gerar benefícios e justificava expandir a produção.
O salto de escala e os novos desafios da farinha
O crescimento do negócio trouxe desafios que vão além de produzir mais farinha. O químico afirma que trabalhou sozinho nos primeiros anos, mas que, com a expansão, surgiu a necessidade de aumentar o número de pessoas na produção.
Além de reforçar a equipa, ele aponta a importância de estabelecer parcerias para sustentar a continuidade do projeto e manter a capacidade de atender uma demanda maior.
Presença em províncias, supermercados e o plano de exportar
A iniciativa já fornece em escala provincial e se aproxima de mercados nacionais, com a farinha chegando a supermercados e alcançando quase todas as províncias do país, segundo o próprio produtor.
Mesmo com o avanço da distribuição, a meta agora é dar o próximo passo e começar a exportar a farinha para fora do país, ampliando o alcance do Sabores do Campo.
Você acha que iniciativas como essa farinha enriquecida, feita com produtos locais, conseguem reduzir a desnutrição de forma real e contínua nas províncias?

