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Quase um terço dos americanos acredita que o mundo pode acabar ainda nesta geração, revela pesquisa com 3.400 pessoas e especialistas discutem como essa visão afeta decisões sobre clima, energia e grandes riscos globais

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 10/03/2026 às 21:48
Atualizado em 10/03/2026 às 21:49
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Estudo conduzido por pesquisadores da University of British Columbia revela que 28,9 por cento da população acredita que o mundo pode acabar durante sua vida, percepção que influencia debates sobre clima, energia, tecnologia e riscos globais

Quase um em cada três americanos acredita que o mundo pode acabar ainda nesta geração. O dado parece saído de um roteiro de ficção científica, mas veio de uma pesquisa real que analisou a visão de milhares de pessoas na América do Norte.

O estudo ouviu 3.400 participantes nos Estados Unidos e no Canadá e revelou algo que chamou atenção de cientistas e analistas de risco global. Para uma parcela significativa da população, ameaças globais não são um problema distante.

Elas são vistas como eventos que podem acontecer ainda nas próximas décadas. Essa percepção, segundo os pesquisadores, influencia diretamente como muitas pessoas enxergam temas ligados a clima, energia, tecnologia e segurança internacional.

E quando milhões de pessoas pensam dessa forma, o impacto pode chegar a debates importantes sobre o futuro da indústria, da ciência e da engenharia.

O estudo que investigou como milhões de pessoas avaliam riscos globais ligados a clima, tecnologia e segurança internacional

A pesquisa foi conduzida por cientistas da University of British Columbia, no Canadá, com o objetivo de entender como a população reage a grandes ameaças globais.

Os participantes responderam a uma série de perguntas sobre riscos que aparecem com frequência em debates científicos e industriais. Entre eles estavam mudanças climáticas, possíveis conflitos nucleares e outros desafios que podem afetar o futuro da humanidade.

Os pesquisadores analisaram três aspectos principais nas respostas. O primeiro foi a percepção do risco, ou seja, o quanto cada pessoa acredita que uma ameaça pode realmente acontecer.

O segundo envolveu a tolerância ao risco, que indica até que ponto alguém aceita conviver com um perigo mesmo sabendo das possíveis consequências.

O terceiro avaliou o apoio a medidas consideradas extremas para tentar evitar catástrofes globais.

Foi dentro desse conjunto de perguntas que surgiu um dos números mais comentados da pesquisa. 28,9 por cento dos entrevistados afirmaram acreditar que o mundo pode acabar durante sua própria vida.

Jovens demonstram maior preocupação com o futuro do planeta, enquanto crenças religiosas mostram padrões diferentes

Ao cruzar as respostas com dados demográficos, os cientistas encontraram diferenças interessantes entre grupos da população.

Entre os participantes mais jovens, a crença de que o mundo pode, portanto, terminar ainda neste século apareceu com mais frequência.

Conforme a idade aumenta, essa percepção tende a diminuir. No entanto, o estudo identificou exceções relacionadas a fatores religiosos.

Entre protestantes evangélicos, por exemplo, essa crença não diminui com o passar do tempo. Em alguns casos ela permanece constante ao longo da vida.

Entre participantes muçulmanos, os pesquisadores observaram que a percepção de um possível fim do mundo pode até crescer com o avanço da idade.

Outros fatores tiveram influência bem menor. Dados como renda, posição política, etnia e gênero explicaram apenas uma pequena parte das diferenças entre as respostas.

Quando as pessoas acreditam que ameaças globais são causadas por humanos, cresce o apoio a decisões radicais

Uma parte importante da pesquisa analisou como as pessoas reagiriam diante de ameaças reais que poderiam afetar o futuro da humanidade.

Os entrevistados foram questionados sobre o apoio a medidas consideradas, assim, extremamente drásticas para tentar evitar desastres globais.

Segundo os pesquisadores, a reação mudou bastante dependendo da causa do problema.

Quando os participantes acreditavam que os próprios seres humanos são responsáveis pelas ameaças, como no caso das mudanças climáticas ou de riscos tecnológicos, o apoio a medidas mais radicais aumentava.

Já quando a origem do possível desastre era associada a forças divinas ou sobrenaturais, o apoio a esse tipo de ação diminuía.

Esse comportamento mostra como crenças culturais e religiosas podem influenciar decisões sobre temas científicos e industriais que envolvem grandes riscos.

Cinco fatores explicam por que pessoas interpretam ameaças globais de maneiras tão diferentes

Ao analisar todas as respostas, os pesquisadores identificaram cinco fatores principais que moldam a forma como cada pessoa reage a riscos globais.

O primeiro está ligado à sensação de proximidade do perigo. Quanto mais próximo o risco parece, maior tende a ser a preocupação.

Outro fator envolve a crença sobre quem é responsável pela ameaça, seja a ação humana ou forças externas.

A percepção de controle também tem peso importante. Pessoas que acreditam que podem influenciar o resultado costumam apoiar soluções mais intensas.

O estudo também analisou o papel de explicações religiosas ou sobrenaturais.

Por fim, os pesquisadores consideraram a expectativa sobre o resultado final do evento, que pode ter consideração como positivo ou negativo dependendo da visão de mundo de cada pessoa.

Esses elementos ajudam a explicar por que diferentes grupos interpretam desafios globais de formas tão distintas.

Por que cientistas dizem que compreender essas crenças pode influenciar políticas sobre energia, clima e tecnologia

Segundo os autores do estudo, entender, então, essas visões de mundo pode se tornar cada vez mais importante.

Desafios globais atuais envolvem áreas estratégicas como energia, clima, inteligência artificial e segurança nuclear. Todos exigem decisões políticas e investimentos de grande escala.

Quando parte da população acredita que o mundo pode acabar em breve, a forma como essas pessoas avaliam riscos e soluções pode mudar.

Especialistas afirmam que compreender essas percepções culturais ajuda a melhorar a comunicação científica e o desenvolvimento de políticas públicas.

Em um planeta que enfrenta desafios tecnológicos e ambientais cada vez mais complexos, entender como diferentes grupos enxergam o futuro pode ajudar a construir consenso em torno de soluções.

A pesquisa chamou atenção justamente por mostrar que crenças sobre o destino da humanidade podem influenciar debates sobre alguns dos maiores desafios da ciência e da engenharia moderna.

Se esse dado surpreendeu você, compartilhe sua opinião nos comentários. Você acredita que a percepção da sociedade sobre riscos globais pode influenciar decisões sobre energia, tecnologia e o futuro do planeta?

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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