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Quando a promessa de economia vira frustração: conselho acende alerta sobre contratos de energia solar compartilhada em MS, que promete descontos absurdos e leva proprietários a caírem em golpes; conheça dicas para evitar os riscos

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 26/02/2026 às 18:37
Atualizado em 26/02/2026 às 23:08
Assista o vídeoConselho de Consumidores de MS alerta para possíveis armadilhas na energia solar compartilhada, com descontos menores do que o prometido e cobrança de duas contas de luz.
Conselho de Consumidores de MS alerta para possíveis armadilhas na energia solar compartilhada, com descontos menores do que o prometido e cobrança de duas contas de luz.
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Conselho de Consumidores de MS alerta para possíveis armadilhas na energia solar compartilhada, com descontos menores do que o prometido e cobrança de duas contas de luz.

A busca por energia solar como solução para reduzir a conta de luz ganhou força em Mato Grosso do Sul.

No entanto, junto com a promessa de economia, surgiram reclamações. Consumidores relatam que aderiram à energia solar compartilhada e acabaram recebendo duas cobranças: uma da distribuidora e outra da cooperativa ou consórcio contratado.

O alerta partiu do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica de MS (Concen/MS). Segundo a presidente do órgão, Rosimeire Costa, alguns casos analisados mostram que o desconto real ficou muito abaixo do esperado. Em determinadas situações, o abatimento foi de apenas 10% na tarifa.

“Esse caso é emblemático porque a consumidora tinha expectativa de uma compensação bem maior. Quando fomos olhar o contrato, estava lá: o desconto era só de 10% na tarifa, e ela continuaria recebendo normalmente a fatura da Energisa, porque a rede é da distribuidora”, explicou Rosimeire.

Duas contas e economia menor que o imaginado

O ponto central da polêmica está na diferença entre expectativa e realidade. Muitos consumidores acreditam que deixarão de pagar a conta tradicional. No entanto, continuam recebendo a fatura da distribuidora, já que a rede elétrica permanece sob responsabilidade dela.

No caso citado pelo conselho, a cliente consumia cerca de 245 kWh por mês. Após aderir ao contrato de energia solar compartilhada, a compensação equivaleria a aproximadamente 25 kWh. “O que são 25 kWh?”, questiona Rosimeire. “Um ventilador ligado oito horas por dia durante 30 dias consome em torno de 17 kWh. Já um ar-condicionado nas mesmas condições chega perto de 238 kWh. Ou seja, é muito menos do que a pessoa imaginava.”

Assim, o desconto que parecia expressivo na abordagem comercial se revelou limitado na prática.

Mudança nas regras impacta novos contratos

Além disso, há um fator regulatório importante. O chamado “boom” da energia solar ocorreu até 6 de janeiro de 2023. Quem aderiu até essa data garantiu regras mais vantajosas, incluindo a possibilidade de compensar 50% do custo do fio até 2045.

Por outro lado, quem entrou depois já está sujeito a novas regras. Isso significa maior pagamento pelo uso da rede elétrica e, em muitos casos, abatimentos menores na conta final.

Na avaliação do Concen/MS, o problema não é a existência das fazendas solares. “A venda é lícita, os negócios estão aí, estamos sob a lei de liberdade econômica. Mas essa mesma lei manda respeitar o Código de Defesa do Consumidor e as regras da Aneel. Não dá para induzir ninguém a acreditar em uma economia que o contrato não garante”, afirma Rosimeire.

O que observar antes de assinar

Diante do cenário, o conselho orienta cautela. Antes de fechar contrato de energia solar compartilhada, o consumidor deve exigir simulação clara, em reais, demonstrando a economia estimada mês a mês. Também é fundamental ler todas as cláusulas e entender que a conta da distribuidora não desaparece.

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A promessa de redução na fatura pode ser real. Contudo, sem atenção aos detalhes, o alívio no bolso pode ser bem menor do que o anunciado.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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