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Putin acelera o Sarmat e coloca pressão no tabuleiro nuclear com míssil de 35 mil km chamado de “Satanás”, capaz de carregar ogivas, escapar de radares e alcançar a Europa em minutos

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 13/05/2026 às 11:57
Atualizado em 13/05/2026 às 11:59
Míssil Sarmat em lançamento durante teste militar russo, com fumaça intensa, torres de apoio e céu aberto ao fundo.
Lançamento ilustrativo do míssil Sarmat reforça o alcance estratégico citado pela Rússia após o teste final do armamento.
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Teste final do RS-28 Sarmat reacende atenção internacional sobre a capacidade nuclear russa, o alcance extremo do armamento e a estratégia militar apresentada por Vladimir Putin.

A Rússia anunciou, nesta terça-feira (12), a conclusão do teste final do RS-28 Sarmat, míssil balístico intercontinental com capacidade nuclear e alcance estimado em até 35 mil quilômetros. O armamento, segundo Moscou, consegue viajar pelos dois polos do planeta e atingir alvos estratégicos na Europa em menos de dez minutos.

A informação colocou novamente o Sarmat no centro das discussões sobre defesa nuclear e equilíbrio militar global. O presidente Vladimir Putin afirmou que pretende colocar o míssil em operação até o fim deste ano, enquanto o sistema é tratado pelo governo russo como um dos principais trunfos estratégicos de Moscou.

Teste final reforça estratégia nuclear russa

O comandante das forças de mísseis estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, confirmou que a etapa final de testes foi concluída com sucesso. A conclusão desse processo representa o último passo antes da utilização operacional do sistema, conforme anunciado pelas autoridades russas.

O RS-28 Sarmat integra a nova geração de armamentos apresentada por Putin em 2018. Na ocasião, o presidente russo classificou esses sistemas como capazes de superar defesas modernas e afirmou que o Sarmat poderia “derrotar todos os sistemas antiaéreos modernos”.

 Lançamento de míssil intercontinental balístico Sarmat 

Apelido “Satanás” amplia impacto do míssil

A Otan apelidou o Sarmat de “Satanás” por causa do alcance extremo, da velocidade elevada e da capacidade de escapar de radares. O míssil também pode transportar dez ou mais ogivas nucleares, conforme relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos.

O Ministério da Defesa da Rússia descreve o Sarmat como o míssil mais poderoso do mundo em alcance de destruição de alvos. Essa capacidade, segundo Moscou, aumenta de forma significativa o poder de combate das forças nucleares estratégicas russas.

Cronologia marca avanço do RS-28 Sarmat

O RS-28 Sarmat foi apresentado oficialmente por Vladimir Putin em 2018, dentro de um pacote de novos sistemas estratégicos russos. O primeiro teste do sistema ocorreu ainda em 2018, conforme informações divulgadas pela Rússia.

Um novo lançamento experimental foi realizado em 2022, ampliando a fase de validação do míssil. O teste final anunciado nesta terça-feira (12) encerra a etapa anterior à entrada operacional do armamento.

Alcance global aumenta atenção internacional

A capacidade nuclear e o alcance global do Sarmat mantêm o míssil sob forte observação internacional. O anúncio também reforça a estratégia russa de destacar armamentos capazes de ampliar sua capacidade de resposta militar.

O governo russo segue apresentando o Sarmat como um dos pilares de sua defesa nuclear moderna. O avanço desse programa militar aumenta a atenção sobre o equilíbrio estratégico entre as grandes potências nucleares.

O avanço do míssil nuclear Sarmat representa apenas uma demonstração de força militar da Rússia ou pode redefinir o equilíbrio estratégico entre as maiores potências do mundo nos próximos anos?


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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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