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Projeto de mina subterrânea de ouro em Minas Gerais tem licenças negadas por órgão ambiental, e mineradora precisará refazer estudos para tentar avançar

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 05/11/2026 às 19:54 Atualizado em 05/11/2026 às 19:56
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Projeto de mina subterrânea de ouro Onças de Pitangui, em Minas Gerais, teve pedido de licenciamento ambiental negado pela Feam após identificação de insuficiências técnicas nos estudos apresentados. Imagem ilustrativa criada por IA.
Projeto de mina subterrânea de ouro Onças de Pitangui, em Minas Gerais, teve pedido de licenciamento ambiental negado pela Feam após identificação de insuficiências técnicas nos estudos apresentados. Imagem ilustrativa criada por IA.
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Fundação Estadual do Meio Ambiente rejeitou o pedido de licenciamento do projeto Onças de Pitangui após identificar insuficiência de dados técnicos; a Jaguar Mining pretende corrigir o estudo ambiental e apresentar nova solicitação.

O projeto de uma mina subterrânea de ouro em Minas Gerais teve suas licenças ambientais negadas pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), obrigando a mineradora canadense Jaguar Mining a revisar os estudos técnicos antes de tentar avançar com o empreendimento Onças de Pitangui, localizado a aproximadamente 110 quilômetros de Belo Horizonte.

A decisão foi formalizada em 30 de outubro de 2026, pela Unidade Regional de Regularização Ambiental (URA) Alto São Francisco, após parecer técnico emitido no dia anterior. O órgão rejeitou o pedido conjunto de Licença Prévia e Licença de Instalação (LP+LI).

Conforme comunicado oficial da Jaguar Mining divulgado em 2 de novembro, a análise apontou insuficiência de informações técnicas necessárias para demonstrar a viabilidade ambiental da operação. A empresa pretende corrigir as deficiências identificadas e reapresentar o Estudo de Impacto Ambiental.

Órgão ambiental rejeita licenciamento, mas decisão não encerra definitivamente o projeto

A negativa representa um obstáculo para a expansão das atividades da Jaguar Mining em Minas Gerais. Sem as licenças solicitadas, a companhia não poderá iniciar a implantação da nova mina.

Segundo a mineradora, a decisão ambiental não declarou o empreendimento definitivamente inviável. O entendimento apresentado foi de que sua viabilidade não havia sido demonstrada com a documentação disponível naquele momento.

A autoridade ambiental também indicou a necessidade de reavaliar os sistemas de controle e apresentar um novo requerimento devidamente fundamentado.

O presidente e CEO da Jaguar Mining, Luis Albano Tondo, manifestou insatisfação com o resultado, mas afirmou que a companhia mantém o compromisso com o desenvolvimento de Onças de Pitangui e com o diálogo junto às autoridades e comunidades próximas.

A distinção é importante: uma licença negada por insuficiência de estudos não equivale à proibição definitiva de uma atividade mineradora. O empreendimento, entretanto, permanece sem a autorização necessária para avançar à fase de implantação.

Projeto reúne reservas estimadas em 286 mil onças de ouro e fica próximo à unidade de Turmalina

A Jaguar Mining adquiriu o projeto Onças de Pitangui da IAMGOLD em setembro de 2023. A área está situada no cinturão geológico de Pitangui, aproximadamente 30 quilômetros distante da planta de processamento de Turmalina.

De acordo com os dados divulgados pela companhia, o empreendimento possui reservas provadas e prováveis de 2,122 milhões de toneladas de minério, com teor médio de 4,16 gramas de ouro por tonelada, correspondentes a aproximadamente 286 mil onças de ouro.

A empresa também informa recursos minerais medidos e indicados de 457 mil onças e recursos inferidos de 490 mil onças. Essas categorias representam diferentes graus de conhecimento e confiança geológica e não devem ser somadas automaticamente às reservas economicamente demonstradas.

Antes da aquisição, haviam sido realizados cerca de 88 mil metros de perfurações exploratórias na região. A Jaguar ampliou posteriormente os trabalhos de pesquisa mineral.

A proximidade com Turmalina pode representar uma vantagem logística para o desenvolvimento futuro, mas a utilização de instalações existentes dependerá das características técnicas e do planejamento do empreendimento.

Jaguar Mining terá de corrigir estudos ambientais antes de apresentar novo pedido

A próxima etapa será revisar as informações questionadas no processo e reapresentar o Estudo de Impacto Ambiental à autoridade estadual.

O comunicado da mineradora não estabeleceu uma data para o novo protocolo nem apresentou um cronograma atualizado para o início das obras ou da produção.

O caso evidencia como a existência de reservas de ouro, por si só, não é suficiente para viabilizar a implantação de uma mina. O licenciamento exige comprovação técnica da viabilidade ambiental e da adequação das medidas previstas para controlar os impactos da atividade.

O futuro de Onças de Pitangui dependerá agora da capacidade da Jaguar Mining de atender às exigências da Feam e obter uma nova decisão favorável, condição essencial para transformar o potencial geológico do projeto em uma operação de mineração efetiva.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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