Tecnologia implantada pela Artemyn permite acompanhar remotamente equipamentos de proteção contra corrosão, aumenta a disponibilidade operacional do mineroduto de caulim e conquista reconhecimento nacional por eficiência energética
A mineradora Artemyn reduziu em 61,5% o consumo de combustível nas vistorias de um mineroduto de 338 quilômetros no Pará, após automatizar equipamentos responsáveis pela proteção da tubulação contra corrosão. A mudança também eliminou mais de 47 mil quilômetros de deslocamentos rodoviários anuais das equipes de manutenção.
O mineroduto transporta caulim entre os municípios de Ipixuna do Pará e Barcarena, conectando áreas de produção e beneficiamento mineral no estado.
De acordo com informações divulgadas pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), em novembro de 2026, o projeto substituiu parte das inspeções presenciais por um sistema de supervisão remota, permitindo identificar alterações nos equipamentos e realizar determinados ajustes à distância.
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Mineroduto de 338 quilômetros passou a contar com monitoramento remoto contra corrosão
Antes da modernização, os profissionais precisavam percorrer longas distâncias para verificar o funcionamento dos retificadores instalados ao longo da tubulação.
Esses equipamentos fornecem corrente elétrica ao sistema de proteção catódica, utilizado para reduzir os processos de corrosão que podem comprometer a integridade de estruturas metálicas.
A Artemyn recuperou e automatizou os retificadores, integrando-os a uma plataforma digital de supervisão.
Com a tecnologia, os operadores conseguem acompanhar as condições de funcionamento em tempo real, identificar irregularidades e executar comandos remotos em situações previstas pelo sistema.
A mudança não elimina a necessidade de inspeções físicas e manutenção preventiva. O principal ganho está na redução das viagens realizadas apenas para verificar o estado dos equipamentos.
Em uma infraestrutura de 338 quilômetros, esse detalhe tem peso operacional: cada deslocamento evitado representa menor utilização de veículos, redução de combustível e menor exposição das equipes aos riscos das estradas.
Consumo de combustível cai 61,5% e equipes deixam de percorrer 47.320 quilômetros por ano
Resultados da automação do mineroduto da Artemyn
| Indicador | Antes da automação | Depois da automação |
|---|---|---|
| Distância percorrida por ano | 76.960 km | 29.640 km |
| Deslocamentos anuais evitados | — | 47.320 km |
| Redução no consumo de combustível | — | 61,5% |
| Disponibilidade dos retificadores | 88,3% | 95,7% |
| Aumento da disponibilidade | — | 7,4 pontos percentuais |
Fonte: Artemyn, por meio da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).
A distância anual percorrida pelas equipes caiu de 76.960 para 29.640 quilômetros, uma redução de 47.320 quilômetros, equivalente a aproximadamente 61,5% do total anterior.
Segundo a empresa, a diminuição das viagens também reduziu as emissões associadas ao consumo de combustível.
Os dados divulgados, entretanto, não apresentam o volume absoluto de litros economizados nem a quantidade de toneladas de dióxido de carbono equivalente evitadas.
Disponibilidade dos equipamentos aumenta de 88,3% para 95,7%
Outro resultado apresentado pela Artemyn foi a melhoria na disponibilidade operacional dos retificadores, que passou de 88,3% para 95,7%.
A diferença de 7,4 pontos percentuais indica que os dispositivos responsáveis pela proteção contra corrosão permaneceram disponíveis por uma parcela maior do tempo.
Para uma operação mineral que depende de infraestrutura de transporte de longa distância, manter esses equipamentos funcionando é importante para a preservação da tubulação.
O monitoramento remoto também facilita a identificação de falhas e permite direcionar as equipes aos pontos que efetivamente precisam de atendimento.
O aumento da disponibilidade dos retificadores não significa, por si só, que a capacidade de transporte do mineroduto tenha crescido na mesma proporção. O indicador se refere especificamente aos equipamentos monitorados.
Projeto de automação conquista terceiro lugar em premiação nacional da mineração
Os resultados levaram a Artemyn ao terceiro lugar na categoria Descarbonização e Eficiência Energética do Prêmio Boas Práticas na Mineração do Brasil 2026, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
A premiação ocorreu em outubro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
O reconhecimento foi recebido por Paulo Albuquerque, supervisor do Mineroduto, que destacou a relação entre automação, eficiência energética, segurança operacional e redução dos impactos ambientais.
O caso mostra que os ganhos ambientais na mineração não dependem exclusivamente da substituição de grandes máquinas ou da instalação de novas fontes de energia. A modernização de sistemas de monitoramento também pode reduzir o consumo de recursos em estruturas industriais existentes.
Com a automação implantada, a Artemyn passa a operar parte do monitoramento de seu mineroduto com menos deslocamentos e maior disponibilidade dos equipamentos de proteção, demonstrando uma aplicação de tecnologia que pode ser considerada por outras operações minerais com infraestrutura distribuída por grandes distâncias.
