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Brasil registra recorde histórico na produção de petróleo e gás, amplia exportações de petróleo bruto e mantém dependência de derivados mesmo com avanço do pré-sal

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 24/02/2026 às 10:40
Atualizado em 24/02/2026 às 10:41
Plataforma de petróleo no pré-sal operando em alto-mar com navio de apoio na Bacia de Santos durante produção recorde de petróleo no Brasil em 2025.
Plataforma offshore em operação no pré-sal, na Bacia de Santos, impulsionando o recorde de produção de petróleo e gás registrado no Brasil em 2025, segundo dados da ANP.
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A produção recorde reforça o papel do Brasil como exportador global de petróleo bruto, mas mantém o desafio estrutural do refino no centro da estratégia energética nacional

Ao longo do último ano consolidado, o Brasil ampliou fortemente a produção de petróleo e gás e, assim, reforçou sua posição no mercado internacional de energia.

A produção média alcançou 4,89 milhões de barris de óleo equivalente por dia, conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Esse volume representa crescimento de 13,2% em relação ao ano anterior e confirma um dos maiores avanços recentes do setor.

Ao mesmo tempo, a produção exclusiva de petróleo atingiu 3,7 milhões de barris por dia, com alta de 12% frente ao período anterior.

Consequentemente, 51% desse total seguiu para o mercado externo.

Revisão técnica aponta contradição estrutural no setor

A análise foi apresentada em 23 de junho de 2025 pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e, por isso, ganhou repercussão no setor energético.

Segundo o 9º Boletim de Produção e Exploração de Petróleo e Gás, o Brasil amplia a produção e, ao mesmo tempo, mantém dependência da importação de derivados.

Essa dinâmica revela uma contradição estrutural, pois, embora exporte petróleo bruto em larga escala, o País ainda depende de combustíveis refinados adquiridos no exterior.

Além disso, o Ineep destaca que a ampliação da capacidade de refino torna-se estratégica para garantir maior autossuficiência e agregar valor ao petróleo produzido internamente.

Exportações lideram pauta comercial pelo segundo ano

O petróleo bruto liderou a pauta de exportações brasileiras pelo segundo ano consecutivo e, assim, superou produtos tradicionais como soja e minério de ferro.

No quarto trimestre de 2025, a produção média foi de 3,94 milhões de barris por dia e, desse volume, 2,07 milhões foram exportados.

Isso significa que 52,4% do petróleo produzido no período foi destinado ao mercado externo, conforme dados consolidados pela ANP.

Ao longo do ano, as exportações alcançaram 28 destinos e, entre eles, a China absorveu 45% do volume exportado.

Em seguida aparecem Estados Unidos com 10,8%, Espanha com 7,4%, Holanda com 7% e Índia com 4,4%, o que demonstra forte concentração em mercados estratégicos.

Expansão do gás natural e protagonismo do pré-sal

Paralelamente, a produção de gás natural cresceu 16,9% em 2025.

Com isso, o volume atingiu 1,1 milhão de barris de óleo equivalente por dia.

Novas plataformas iniciaram operação e, além disso, unidades já existentes ampliaram sua produção.

O pré-sal manteve protagonismo e registrou crescimento de 15,1%.

Assim, respondeu por 79,6% da produção nacional de petróleo e gás.

Enquanto isso, a produção offshore fora do pré-sal cresceu 7% e representou 15,4% do total.

Por sua vez, a produção onshore avançou 4,1% e alcançou 4,9% da participação nacional.

Bacia de Santos lidera produção nacional

No quarto trimestre de 2025, a Bacia de Santos concentrou 78,2% da produção nacional.

A média ficou próxima de 4 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Desse modo, a região sustentou o avanço recorde do setor.

No consolidado anual, a Petrobras operou 89,9% da produção nacional de petróleo e gás.

Além disso, como concessionária, concentrou 63,4% da produção total.

Assim, a estatal manteve papel estratégico na estrutura produtiva brasileira.

Diante desse cenário, o Brasil amplia sua relevância como exportador de petróleo bruto e, ao mesmo tempo, enfrenta o desafio de fortalecer o refino nacional, qual deve ser a prioridade da política energética nos próximos anos?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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