O Espírito Santo retomou a vice-liderança na produção de petróleo no Brasil, superando São Paulo após seis anos. Dados da ANP mostram crescimento acelerado puxado pelo FPSO Maria Quitéria e operações da Shell e Seacrest.
Depois de seis anos fora do pódio, o Espírito Santo voltou a ocupar a segunda posição entre os maiores produtores de petróleo do Brasil, como noticiado nesta sexta-feira, 19/09. O feito, confirmado pelos dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), reflete uma retomada consistente da indústria de óleo e gás no Estado, impulsionada por plataformas de grande porte e pela diversificação da produção.
De acordo com o boletim da ANP, nos meses de maio, junho e julho de 2025 o Espírito Santo superou a produção paulista e consolidou-se atrás apenas do Rio de Janeiro. Em julho, foram registrados 211.185 barris de petróleo por dia, contra 186.066 barris diários em São Paulo. O Rio de Janeiro, que se mantém líder isolado, alcançou 3.477.637 barris/dia.
Avanço expressivo na produção offshore e de gás natural
O desempenho capixaba em julho impressiona não apenas pelo volume, mas pela taxa de crescimento. A produção de petróleo apresentou avanço de 41,4% em relação ao mesmo mês de 2024, enquanto o gás natural saltou 66,1%.
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90 bilhões de barris de petróleo, 1.669 trilhões de pés cúbicos de gás natural e 84% das reservas prováveis em áreas offshore estão sob o Ártico e o degelo que abre rotas marítimas e expõe esse tesouro energético está transformando o Polo Norte em uma disputa estratégica entre EUA, Rússia, China e Canadá por petróleo, gás, navegação e poder militar
O segmento offshore foi o principal motor desse progresso. Só no mar, o petróleo cresceu 42,1%, e o gás natural, 69,7%. Já em terra, o petróleo teve aumento de 26,5%, mas o gás natural caiu 24,4% no mesmo período.
FPSO Maria Quitéria: um divisor de águas para o Estado
Um dos grandes responsáveis por esse salto é o navio-plataforma FPSO Maria Quitéria, instalado no Campo de Jubarte, no Parque das Baleias, região da Bacia de Campos. A unidade começou a operar em outubro de 2024 e rapidamente se tornou estratégica para a Petrobras.
Com capacidade para processar 100 mil barris de petróleo por dia e até 5 milhões de metros cúbicos de gás natural, a plataforma já vinha, em agosto, produzindo cerca de 50 mil barris diários, segundo informações da companhia. Sua localização próxima a municípios como Marataízes, Itapemirim, Presidente Kennedy e Piúma fortalece também a economia regional, atraindo empregos e investimentos indiretos.
Outro vetor de crescimento foi a contribuição da Shell, que apresentou resultados expressivos em julho de 2025. No campo Abalone, a produção de petróleo cresceu 40,8%, enquanto o gás natural avançou 21,3% em relação ao ano anterior. Já no campo Argonauta, o crescimento foi ainda mais robusto: 44,5% no petróleo e 44,7% no gás natural.
Esses números reforçam o papel do Espírito Santo como polo estratégico para as multinacionais do setor, consolidando o Estado como alternativa relevante ao pré-sal paulista e ao domínio fluminense.
Apesar de o offshore liderar o desempenho, a produção onshore também apresenta bons sinais. Empresas como a Seacrest têm ampliado a atuação em campos terrestres, como Canaã, Fazenda São Jorge e Inhambu. Essa diversificação garante resiliência ao Estado, equilibrando oscilações de produção marítima com operações em terra.
Espírito Santo ganha espaço no cenário nacional
Com esses avanços, o Espírito Santo respondeu, em julho, por 5,3% da produção de petróleo nacional e por 3% do gás natural. O resultado garantiu ao Estado a vice-liderança entre os maiores produtores de petróleo e a quinta posição na produção de gás natural.
Segundo o Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o crescimento registrado em 2025 devolve ao Estado uma posição de prestígio que havia sido perdida em 2019, quando São Paulo, impulsionado pelo pré-sal, assumiu a segunda colocação.
A retomada da vice-liderança reacende expectativas sobre o futuro do setor. Analistas destacam que a produção capixaba deve se manter em ritmo acelerado nos próximos anos, especialmente com a entrada plena em operação da Maria Quitéria e com a expansão de campos já em produção pela Shell e pela Seacrest.
O histórico mostra que, entre 2011 e 2018, o Espírito Santo sustentou a segunda posição no ranking nacional. Agora, com a combinação de infraestrutura robusta, diversificação de operadores e novos investimentos, o Estado busca consolidar essa posição e reduzir a distância para o líder Rio de Janeiro.

Até 2028, a produção de Diesel nas refinarias da Petrobras, vai aumentar 20%, principalmente na Abreu e Lima em Pernambuco, com a conclusão do Trem 2, que produzirá somente Diesel.
O Brasil tem que retomar a “ampliação”das refinarias de petróleo! de Norte a Sul do país com a máxima urgência.