O cenário da produção de mandioca no Paraná ganha destaque com a feira em Paranavaí, que apresenta tecnologias recentes e tendências para toda a cadeia produtiva da raiz
A produção de mandioca no Paraná entra em um momento decisivo com a expectativa de uma safra estimada em 4,2 milhões de toneladas para 2025, conforme projeção do Deral da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, segundo uma matéria publicada.
Essa previsão se soma ao início da Feira Internacional da Mandioca (Fiman), realizada entre os dias 25 e 27 de novembro em Paranavaí, reunindo indústrias, fornecedores, centros de pesquisa e profissionais de diferentes regiões.
O encontro acontece no Parque Internacional de Exposições Costa e Silva e reforça o papel do Estado como referência nacional na atividade.
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Os visitantes encontram novidades em pesquisa, máquinas e processos voltados à qualidade, além de oportunidades de negócios que seguem alinhadas à demanda de mercados que exigem padrões elevados.
A programação também destaca o desempenho paranaense na fécula, segmento que responde por cerca de dois terços da oferta nacional e coloca a região em posição relevante entre os maiores produtores do país.
Com presença de representantes de 25 Estados e mais de 20 países, o evento demonstra a força dessa cultura na economia local.
Manejo sustentável da cultura aparece no centro dos debates
A feira aprofunda temas ligados ao manejo sustentável da cultura, conectando práticas agrícolas às necessidades de produtores que buscam processos eficientes e adequados ao solo paranaense.
O destaque retorna à produção de mandioca no Paraná, que aparece como base para o avanço de tecnologias voltadas ao uso responsável de recursos.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, afirma que o evento reforça o compromisso com responsabilidade e visão de futuro ao apresentar soluções que chegam ao campo por meio de parcerias entre órgãos públicos, instituições de pesquisa e setor privado.
Ele destaca que o Estado, com seus 12 milhões de habitantes, fornece alimentos para 400 milhões de pessoas em diversos países.
A Fiman mostra como práticas sustentáveis ganham espaço em um ambiente que cresce em ritmo constante, apoiado por conhecimento técnico e ferramentas que facilitam o trabalho diário de pequenos e grandes produtores.
Inovação em processamento orienta novos investimentos no setor
A inovação em processamento ganha lugar de destaque na Fiman, especialmente com a presença de empresas que atuam na industrialização e no desenvolvimento de equipamentos específicos para a raiz.
A produção de mandioca no Paraná é novamente citada para explicar como o Estado ocupa posição de liderança na fécula.
Segundo o engenheiro agrônomo Hugo Godinho, do Deral, mais de metade da mandioca colhida no Paraná segue para essa finalidade, tornando a região responsável por dois terços da oferta nacional.
Em 2024, o Cepea registrou 834 mil toneladas de fécula produzidas no Brasil, evidenciando o peso do setor.
Godinho lembra ainda que o Estado fica atrás apenas do Pará em volume total da raiz, com 4,2 milhões de toneladas contra 4,3 milhões.
Essas informações impulsionam o interesse de indústrias em ampliar investimentos, considerando o potencial de crescimento apontado para a safra de 2025 e o aumento de demanda por produtos derivados.
Oportunidades internacionais ampliam o alcance da fécula industrial
As oportunidades internacionais ampliam o alcance da fécula industrial e reforçam o interesse de visitantes estrangeiros na Fiman.
A produção de mandioca no Paraná volta a ser citada como base da expansão comercial que atrai mais de 60 expositores e milhares de participantes.
Paranavaí, reconhecida como “Capital da Mandiocultura Industrial”, recebe representantes de 25 Estados e comitivas de mais de 20 países.
Em 2023, o evento movimentou cerca de R$ 250 milhões e reuniu sete mil pessoas, números que aumentam a expectativa para a edição atual.
As interações promovidas entre empresas, pesquisadores e compradores ajudam a criar parcerias e aproximam o setor de mercados que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento.
Essas relações fortalecem a presença brasileira em cadeias globais e ampliam perspectivas de negócios para os próximos anos, mantendo a produção de mandioca no Paraná como elemento essencial do desenvolvimento regional.

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